quinta-feira, 10 de novembro de 2016
As voltas da Vida
Ontem penugens sem contornos
Hoje o vento bateu a vida esticou
Saudades deixou, mas vamos em frente
Se o tempo marca a vivência comemora
Como batida de tambor e cheiro de mato
Se o sol aparece o couro endurece
Se a chuva aparece o mato cresce
Tempos dos bons, pé de menino...
Bater roupa no rio que agora poluído
Verte no curso a dor, o lamento e solta
Poeira para espalhar que o tempo não
É mais o das boiadas, das jabuticabas
Dos cajás e das goiabas, mas há dobras
De outros tempos que desconstrói, refaz
Mas não repõe com maestria aquela
Construção primeira, a verdadeira que
Há contida na gente e grita em nós.
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