sexta-feira, 31 de maio de 2013

Marrom Igual Chocolate: Cheiro de terra

Marrom Igual Chocolate: Cheiro de terra: Bate chuva na fofa terra Manhã de aromas no... Quintal da gente, de vozes Trazidas do além mar Gente da gente, de dor Trabalhada, em ca...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Musa

Estrelinha que surgiu no céu
De minha vida, bem-vinda
Gostada demais  da conta
Morenice, beleza de olhos
Negros,matreitos, amendoados...
Canela e cravo dão a cor
Do gingado, da carioquice
Engenho Novo, Ô morena!
Apareceu a flor que se abriu...
Para os passares na Tijuca
Do rio que em janeiro vem
Primeiro que fevereiro...
Para  arrumar a festa que...
Fez  saudação ao seu nascer
Jogou lantejoulas, confetes
Serpentinas do alto para ,,,
Abençoar o despertar da
Criatura mais bela que me
apareceu, surgindo das
entranhas do meu corpo
Ornando meu viver de...
Aventuras, batalhas mil
Que siga  feliz, com paz...
Na vida, bendito fruto meu.

Som

A voz que vibra ao falar, olá
Do choro da criança irritada
Do balanço do  mar sem fim
Vento que passa, trilha nos ares
Que passa levanta o leve papel
Batuque que sai de mãos...
Africanas, de tranças, kalimbas
Do som. do bater, do congado
Pés que vão no som das falas...
Que falamos pelos cantos do mundo
Nossas tristezas,confortos, alegrias
Sonorização musical de todos por...
Gostares de tinir nos ares dos seres
Somos múltiplos gostando,escolhendo
Sons que embalam corpos e alimentam
Almas serenas, aflitas que se encontram
Em sons de vida, da arte, da comunhão

Composição

Cabana de taipa, armação de bambu,
Telhado de palha, no quintal aipim...
Na panela o quiabo, pimenta de cheiro
O azeite-de-dendê lança aroma no ar
O sol começa a se mostrar iluminando
A terra que frutos apresenta ao dia
Brinda  com a seiva da vida, céu que
Reverencia o movimento da gente
Lá vamos embalados pelo roçar
Na campina, passa a mula tangida
Pelas mãos calejadas do negro Tião
Que tem a mansidão dos homens de bem
E o sorriso que acaricia qualquer olhar
No cesto tem alecrim,guiné, arruda
Mangericão, dedo de moça que apimenta
Alimentação, melão caetano pra chá tomar
Rosa branca,jasmim pra banho limpar...
Benjoim, lavanda faz bem,sim senhor!
Essencias da terra pra alma e corpo
Compor energias na vivência, nas trocas
Contendo e compondo na poesia ...
Que forma estilo no mosaico de nós

domingo, 26 de maio de 2013

Pela janela

Passa o cotidiano, todos passam...
A carroça carregada de garrafas
O menino com o uniforme escolar
Transporte repleto de gente...
O sol ainda tímido não sorriu
Vejo o rio que passa  estreito
Sujeito dos desatinos dos homens
Que no seu leito sujeiras depositam
Da janela...Ah! da janela... cenas...
Do carinho dos namorados, afetos
Desaforo dos atrevidos, da doçura
Dos que trazem o bem no coração
Surgem as cravas dos maldosos
A leveza dos humildes, e aparece
Uma  bandeira tremulando longe, mas..
Onde se pode ler a palavra Esperança

Viagem

Pelo meu céu sempre azul
Surge  campos acolhedores
Palmeiras, Amendoeiras...
Azulão pula de galho em galho
Amarelo das flores ajudam o sol
Verdes folhas dançam ao vento
Brancas nuvens vagueiam no ar
Cocadas no tabuleiro, carvão no ponto
Para queimar amendoim, compra seu moço!
Tem também mariola, rolinho de cana...
Tapioca, carambola, sapoti, jaboticaba
Água na boca, desejo que brota...
Que reconhece quem por aqui passou
Lembranças da terra, da renda, rendeiras
Da rede que balança pra chegar o sono
Saudade...que só a gente sabe o sentido...
Que se arrasta no peito sem compaixão
Toca cantiga para a alegria voltar, tirar..
Do meu peito a vontade de estar, de...
Correr pela estrada, rever, reter, renascer...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Quadro

Tem coisas bonitas nas favelas
Embora não more em uma delas
Sinto gente da gente que vida
Vivida contente maneira de ser
Percorre becos, vielas, percurso
De convivência de contrastes...
Que recorta a cidade de purburinho
Recanto de chão, quase não há mais
Barracão de zinco, mas quem sabe...
De  papelão, sintoma do tempo
Que faz girar a gente na fragilidade
Que somos de conter o que não...
Se quer, mas se habitua com a rua
Favelas...recheadas de destinos que
Temperados pelo desalento,desamparo
Surgem inesperados, dando molduras
Inusitadas,mas burbulhantes de seres
Afazeres, moldes, moldados adversos...

Tamborinando

Mãos que tocam e retocam
No suave toque de trocas
Bate na mesa tocadas...
Carinho na tábua roliça
Toque que toca os dedos
Das mãos no rosto de alguém.
Chão da parreira, dedilhando
Como cachos figuras, pessoas
Que tamborilam no toque da vida
Sonhos, paixões, aventuras...
No dançar do tambor, nas fases
De nossa existência serena, intensa
Sob o sol, na terra, na sofisticada
Tamborinada que só o luar produz
O encanto quando desce para nós
Faz  pensar o encontro entre nós

Cheiro de terra

Bate chuva na fofa terra
Manhã de aromas no...
Quintal da gente, de vozes
Trazidas do além mar
Gente da gente, de dor
Trabalhada, em cabo
De enxada, trabalho...
De dia... a noite estrelada
Não anuncia a chuva que
Há de chegar, mãos africanas
Do mundo fabrica a doçura
Do grande canavial, deixa em
Terras distantes seus mimos e...
Apegos, trazendo encantos,
Plantas e quebrantos,capoeira
Bendito manto, ginga de roda
Pra lá e pra cá, cheiro de terra...
Chuva que cai e vai semeando
sementes,calor de vida, florescer...

Coloridos

Olhar na ramagem que desce
Pelos cantos do mundo sem fim
Viagen, amigos, trocas,encontros
De vidas , dos brotos, das manhãs
Que florescem em vastos jardins
Viver meu que no teu converte
Nos humus do viver que se nutre
De paisagens que sorriem. mas...
Que transportam também risos
Em dor, que doem em mim...
Nas intolerâncias vida afora
Do afago não recebido de ti...
Agora caminhos que se  cruzam
 Se encontram nos desencontros
Dos imensos labirintos da vida
Colorindo passagens e seiva de nós

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Plantar

Plantar pé no chão
De gente, semente
Do arado...colheita
Na serra sabiá a cantar
Da cachoeira o brilho
Da água nascente...
Bem do homem, pepita
Que salta da rocha
Pedra que inverniza chão
Do amor, de fadas...
 Das madrastas da vida
Tenho meu torrão...
De mel, pastéis e paçoca
Dos genipapos, dos gemidos
Feridas abertas na palma da mão
Plantas,pitangas, amoras  catadas
Planta do pé socando o chão
Escolas olha samba atiçando
Pandeiro, agogô e reco-reco
Terreiro armado batuque, olá
Samba que samba  bambas
Do asfalto, planta raizes, olé, olá...

Moreniando

Menina, morena faceira
Morenice que floresceu
Bendito fruto surgido...
No ninho acolhido com mimos
Amor e esperança no crescer
Constante entre aparos, destaque
Almejar de bens, de luz no caminho
Segue faceira, menina morena
Cativando caminhos futuros...
Caminhar forte seguindo traçados
Que estrelas brilhem ao passar
Que o sol pisque por onde ficar
E...que o luar se curve ao seu olhar
Avante menina, vai em frente...
A terra te abraça com carinho e paixão

Marejando

Mar afora destino meu
Mar adentro em encontro
De costa a costa frutos...
Verdes, maduros de sina
Destino de quase todos
Ver o mar espumando
Vida que vida dá a todos
Que vão apreciar seu embalo
Nas balanças do meu viver
Canto, coro, cantigas marejadas
Repletas de amor, pingadas...
De seres do admirar natureza
Que nos chega, abençoa, remete
Energias de mãos, leveza constante
De ventos que sopram cortando o mal
Mensageiro do bem na terra dos homens

terça-feira, 21 de maio de 2013

Salteado

Sutil, vento celebra semeadura
De tudo que transportou para
A terra ramada de sentimentos
Que brotam dos seres, dos homens
Providos de fé e dos desprovidos de
Esperança que verdeja em interiores
Corações mais escondidos cobertos
Pelo véu do  rancor, outros abertos
Para a vizinhança, para o convite
De um conviver harmônico, protegido
Pelas mãos que agasalham, que acariciam
Na sombra e na claridade da vida, acolhem
Refletem a bondade, fruto bendito colhido
Por alguns muito bem aventurados na Terra.

Bateia

Bate, a bateia na beira do rio
Bate com força negro...bate!
Faz salpicar desse leito o ouro
Cobiçado dos que ferem, correm
Atrás de riquezas que entre os homens
Fazem a cabeça para o poder alcançar
Bate, negro pra se sustentar que só 
Trabalho voce tem a ganhar, suor e vida
Percorrem o rio espelhando sua silueta
Magra, castigada pelas primaveras...
Que surgem no rodar da terra...bate!
Dorme, levanta, outro dia já vem
Pepita,bebida, sonho a sonhar...
Escravo do rio, do senhor, braços sem
Paradas nem partidos sob sol, chuva...
Ventos que sopram outros dizeres
Venta em minha bateia o ouro do leito
da seiva que produz cascalhos almejados
Joque na trilha vida digna, mapeada de
misericórdia, humildade,  fé  e amor

Dizendo

Dizendo de tudo e de nós
Que se emroscam no infinito
Tenho crença no que sai de mim
Do peito arcado pelo lidar do viver
Dos céus sinos batem, aleluia...
Pelo ficar resistente dos homens
Na terra com ilusões, com hábitos
De guerra e paz entre irmãos
Do preto ou do branco, amar,,,
Não importa o colorido do ser
Fazer bem carreia forças de tudo
Que dos céus sopra para produzir
Energias de orações de onde surgir
Para depositar entre nós os aromas
Da pureza  das rosas, dos  risos...
Das crianças que correm nos campos
Primaveris, bentos pelo pisar infantil
Que cantam aos homens passos do bem
Sejamos amigos fraternos...caminhando
Para uma celebração iluminada pelo sol
Fortificada em  prol  da esperança

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Morenidade

Morena, mestiça,mulata
Sabor tropical, cor de canela
Casca marrom, torrada do sol
Morenice do cabelo cacheado
Sorriso aberto, lábios pintados
Jogo de cintura, dança cadenciada
Cheiro de jasmim, pitanga e alecrim
Morena, morenice, mestiçagem...
Por onde passa  faz a lua cintilar
Das belezas que há na terra...
Vem a meiguice da mistura...
Morena, mestiça, mulata
Cravo...Canteiros...Flores....

Gosto

Gosto de goiaba na boca
Gosto do peixe frito na...
Tigela, sal, salpique, sabor
Gosto do sol, da lua,da seresta
De voce do bem, bom viver
Gosto do aroma de rosas
Vermelhas fincadas no jarro
De cristal que reluz, raridade
Bela figura gentil entre cortinas
Que se sacodem ao vento suave
Taças de vinho que se tangem...
Brindando a beleza da vida...
Do encontro... da celebração
Dos sonhos, da imaginação
Da força do nosso gigantismo
Na graça do querer bem.

Andança

O mar é lindo, azul sereno
Outras vezes revolto, briga
Com a terra, chora e lança,
Tormentas, caravelas, calmarias
Céu estrelado, noite de luar
Canto das cirandas que fazem
Os pés descalços baterem...
No chão socado de barro
Vermelho, seco seleto, sutil
Lá longe samba de roda bate
Batuque que é bom requebrar
Traz dos cantos do mundo...
Vozes para entoar contas
De contos do mundo, som
Que aumenta, que arrasta
pés, sandálias, chinelos...
Bocas que murmuram,...
Que sopram,gritam em
Uníssono: - Liberdade!
Para crer, fazer valer
A paz para colorir...
As pessoas com o dom
De ser feliz...FELIZ!

domingo, 19 de maio de 2013

Quadros

Quadros da vida de alguém
Remarca e desenha vivências
Do pintor que se desvela...
Nos traços, pedaços, sutilezas
Pincéis, carretéis, linha de vida
Canteiros, costumes retratados
Que vida, que quadros pintam
Ornamentos, guirlandas de nós
Dança no contraponto de cores
Matiz intensa de retratos da gente
Nos quadros da rua, do vilarejo
Da fortuna de viver nos perfis...
Do caminhar, no lucro do conhecer
Na riqueza do apostar nos quadrados
Da troca, dos cubos e das arestas
Que fornecem angulos para o encontrar
Nos quadros da vida horizonte...
Desenhos da diversidade, quadros...
Pintando as diferenças, provocando
Cenas de promoção da igualdade

Passatempo

Passatempo de vento que vem
Passa o passado de gente
Que se despiu de si, de nós
De outros que o tempo levou
Passa mágoa que dói na gente
De tempo que sentimento ...
Não fez lembrar de mim
Pobre de ti  falso brilhante
Que sorateiro leva aos prantos
Vesgo da vida não viu que tempo
Vem e vai e te leva pra trás
Do tempo que passou, de verões
Que a  passagem nos posta...
Do tempo de primavera renovado
Pelas flores que o tempo faz abrir
Que se jogam no meu caminho
Do tempo que tenho, do tempo...
Que me traz alegrias de outros ventos
Que sopram em mim passando...
O tempo, passa, atrevido, revolto
Passatempo, mas não remove a fé.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Norteado

Norte que marca caminho
Que sinaliza noção de nós
Faz meu andar tranquilo
Abre no mar águas mansas
Dê frutos fartos ao pescador
Pescadas de perolas diferentes
Na cor, na forma, na distinção
Valores de todas riquezas puras
Sai do mar salta na terra valor
Qual a mais rara? Qual mais seduz?
Feitiche! Abre-se a concha branca
Alvura de brancura, mas do interior
Salta a Pérola Negra, sim senhor!

Cantos

Pelo canto da terra, canto
Pela primavera que brota flores, cantos
Cantigas que embala pelos cantos
Canto mensagens con sabor de vida
Canto de fé pelos cantos da casa
Que benze a todos ao sabor das manhãs
Canto, cantigas que tremulam ao vento
Anuncio da tarde que se entrega ao chão
Canto do mar ao som macio das areias
Cantigas das montanhas acolhendo o verde
Canto dos pássaros colorindo o azul do céu
Crianças em rodas em umas  cantigas  doces
Canto da lavoura sob o batuque da enxada
Corpo negro suado no canto da labuta
Cantigas da Guiné traz tambor batida forte
Que cruza cantos da terra em alvoradas
Cantando pelos cantos histórias de gente
Cantos,entoadas de vozes, diferentes cantigas...

sábado, 11 de maio de 2013

Atos

Treze de maio pensado
Como data redentora
Dos negros desse canto
De mundo... as correntes
Se abriram deixando
Mãos (des) atadas, mas...
Pra onde vou, seu moço?
Que abrigo posso ter...
Quero ser reconhecido
Ser cidadão pra valer
Quero cartilha, comida
Teto e profissão, ser chamado
Na verdade, de um grande
Ilustre, respeitado e digno cidadão!

Caminhos

Pés sofridos de andar ..
Pernas cansadas de vagar
Vou caminhando, buscando
O tempo de promesa
De um mundo melhor
Sem preconceito pra muita
Gente diferente de nascença
Essas desigualdades não deve
Pesar na balança, entretanto
A desconfiança salta de todos
Os lados, contudo não faz ...
Sentiso discriminar o cidadão
Manter ódio pela cor da pele
Condição ou religião é  desconhecer
O que nos foi passado, de que na
Terra somos na verdade todos irmãos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Temperos

No sabor do tempero tem...
Feitiço que a negra troxe de Angola
Cheiro que dança ao fundo da tigela
Toma todo ar cativando quem perto está
Colher de pau rebola nas mãos e dissolve
O sal que dá o gosto a farinha do pirão
Abana o carvão, brasa para não queimar
A moqueca de peixe, cheiro que lembra
O mar que bate para lá e vem  também aqui
Para lembrar que embala riquezas para agradar
Rede de pescar, mil sonhos a construir...
Temperos do chão salpicado  de aromas
De frutos maduros do sapoti sobre a mesa
Moringa que mata a sede, divinos tachos
Comportados de sabor do tempero
Do jeito maneiro com que a negra
Mexe, remexe, tratando com carinho a panela.

Persistência

Vamos negro velho
Ânimo na vida...
De longa caminhada
Passa com as tristezas
Resiste, cabe a persistência
Amores aparecem, as vezes.
Traiçoeiros, outros acolhedores
Perceba novos tempos...
Gerência de grande convivência
Muitos valorizam sua tenacidade
Fazeres na Terra tantos...abençoados
Rica cultura que transborda
E renasce nos filhos teus...
Repassados para toda  gente
Vamos negro velho
Ainda há histórias... para contar!

domingo, 5 de maio de 2013

Toca o sino

Que não é pequenino
Talvez, nem o de Belém
Mas o que bate para a vida
Que badala sentimentos
Que anuncia afeição e carinho
Que repica, se dobra em badalações
Quando sente que surge o doce Amor.
Toca Sino agora com expressão
Pela nobreza, altivez, magnitude...
Dos que amam e se deixam amar.

Gira o sol

Por entre nuvens vagueadas
Gira o sol...Gira a Terra...
Sombras de corpos que trabalham
Na terra arando os vergões, as trilhas
Que recebem as sementes que se abrirão
Com as primaveras do tempo...estiagem
De tudo e  de mim que me enxergo no viés
Nos adornos de minha alma cristalizada
num passado que se  foi mas continua...
Nas bordas distorcidas  ou  retas  da vida
As nuvens repassam no céu, os homens na terra
Brotam os alimentos no ciclo da vida, de nós
Mãos de longas correntes, texto de liberdade
De quem? De onde vem? Benção, ainda não...
Não antevejo total redenção, ficam averiguações
De quem sou, porque estou e o que me move
Traçado de linhas que não cruzam nas origens
Que não revelam a minha grandeza, a natureza
Da minha tradição, minha negritude  se mescla
Em outros tons e se perpetua em tantos padrões
Passam as nuvens, brotam da terra  alimentos
Gira o sol..    .Gira a Terra...
Floreio quando passo minhas sementes ...
Que virtuosas, diferentes, sem igual, pois são gente.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nhá Chica

Da Terra para o Céu
Da reza para a cura
Do castigo o perdão,
Para o sofrimento oração
Alma Bendita, Fé no Amor
Transborda sua Benção
Dai-nos sua  proteção
Jogue sua mão sobre nós
Ajudai-nos a seguir
Abençoados pela...
Sua Caridade.
Assim Seja!

Contos

Contos de figuras heroicas
Que suaram trabalho na terra
Contos,congadas, cantigas
Das profundezas dos mares
Ressurgindo na beleza do céu azul
Contos de linhas pouco traçadas
Escondendo entrelaços e traços
De um viver de quase nada pela
Ambição desmedida dos senhores
Contos de contas interrompidas
Pelas amarguras vividas em troca
De pão, de trapos para o corpo cobrir
Conto de contos de quase nada
Que o contar põe na vitrine meu viver
Conto de conta dourada, mas descascada
Conta num conto que a conta prateada
Sustentou por longos anos minha...
Esperança nos sonhos de contar a vida.