Sambalanço...gingado da gente
Cativos, cantantes, roda de salão
Batucada que sacode o quadril
Morenidade, cafuzo, caboclo
Negro de virtudes no passo da dança...
Olha esse coqueiro que água doce tem
Nutre e adoça a boca de quem vem
Faz brotar a saudade em quem vai...
Nosso rítmo é molente, sincopado
Mexe com o povo, êta, passinho danado !
Vai sinhá dona, mostra ao forasteiro...
O dom de bater as sandálias no som
Brasileiro...ganzá, atabaque, agogô
Veja que grandeza de mãe terra
Generosa, frutos em todas as pontas
Aguardando, aguardente das fazendas
Tem para tudo apreciar até quindim de iaiá!
Ciranda e roda, viola a tocar toadas
De sul ao norte brasis de encantos sutis
De encontros e desencontros, bate coração...
De toda gente na romaria caminhada, devoção
Construção na fé, na esperança e na paixão.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Bendito
Bento, Bendito, Benito
Benção, Bemquisto, Bem...vindo!
No orar da esperança
Com bentos caminhos afora
Bem aventurados sonhos
Benito, bendito entre os Homens
Bem me quer, bem te queremos
Bento rebento...belo surgiu...
Benito...Bento...Bendito entre nós.
Benção, Bemquisto, Bem...vindo!
No orar da esperança
Com bentos caminhos afora
Bem aventurados sonhos
Benito, bendito entre os Homens
Bem me quer, bem te queremos
Bento rebento...belo surgiu...
Benito...Bento...Bendito entre nós.
Eu queria ser...
Um grão de areia
Um botão de rosa
Uma bela estrela
Uma música suave
Um sol radiante
Uma nuvem passageira...
Para como areia me firmar
Como botão de rosa desabrochar
para o mundo em linda flor
Como estrela apontar diferentes caminhos
Como música suave encantar recantos
Como sol radiante iluminar os Homens
Como nuvem passageira renovar....
Em toda gente novos e belos sonhos.
Um botão de rosa
Uma bela estrela
Uma música suave
Um sol radiante
Uma nuvem passageira...
Para como areia me firmar
Como botão de rosa desabrochar
para o mundo em linda flor
Como estrela apontar diferentes caminhos
Como música suave encantar recantos
Como sol radiante iluminar os Homens
Como nuvem passageira renovar....
Em toda gente novos e belos sonhos.
Estampas
Do mar avisto grandes paisagens
As ondas remontam passados e trazem...
Presentes...me vejo na calmaria e tremo
Nos embates das águas nos rochedos
Ao tocar a areia as águas recortam
Figuras que estampam o cortejo de perfis
Que emolduram o mundo que embala ondas
Gente na terra lavada pelo mar que difere
Que traz a magia do mergulho nas diferenças
Que bordam os seres fazendo-os distintos
Mar que se espelha, que abraça a Terra...
Que se funde nos diferentes matizes do azul
Percorrendo a mãe Terra, produzindo frutos
Acalentando sonhos que voam como as gaivotas
Mar que vem, ondas que vai, algas deixa ficar...
Brilho do sol, respingos, reflexos...até o infinito.
As ondas remontam passados e trazem...
Presentes...me vejo na calmaria e tremo
Nos embates das águas nos rochedos
Ao tocar a areia as águas recortam
Figuras que estampam o cortejo de perfis
Que emolduram o mundo que embala ondas
Gente na terra lavada pelo mar que difere
Que traz a magia do mergulho nas diferenças
Que bordam os seres fazendo-os distintos
Mar que se espelha, que abraça a Terra...
Que se funde nos diferentes matizes do azul
Percorrendo a mãe Terra, produzindo frutos
Acalentando sonhos que voam como as gaivotas
Mar que vem, ondas que vai, algas deixa ficar...
Brilho do sol, respingos, reflexos...até o infinito.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Terceiros
Terceiros no Mundo...
Mundo de Terceiros
Terço de Contas...Preciosas!
Riquezas de grandezas, valorosas
Exploradas, sacadas...
Pelos primeiros...Pioneiros
Ficamos...Terceiros no Mundo.
Mundo de Terceiros
Terço de Contas...Preciosas!
Riquezas de grandezas, valorosas
Exploradas, sacadas...
Pelos primeiros...Pioneiros
Ficamos...Terceiros no Mundo.
Moleque
Moleque faceiro, da hora, da estrada...
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Moleque
Moleque faceiro, da hora, da estrada...
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Falando de Mundo
Do peito desnudo da mãe de leite
Jorra amor por todos os alimentados
Do banco de madeira da fazenda
A visão de um mundo distorcido
Pelos homens, pelo ontem, pela vida
Pelas frestas entra a luz que se pode ver
Mundo distorcido girando como pião
Barbante que faz a ponta riscar o chão
Riscado brocado pelas diferenças
Feita pelos homens, pelo mundo, pela mão
Peito que jorra o leite branco como a neve
Que mesmo na sombra oferece vida, alimenta
Acolhe, acaricia, os embalados na casa grande
Sem distinção ama de leite faz seu trabalho
Gira pião, vagueia pelo solo, faz seus riscados
Afina a ponta, entrelace os riscados ...
Deixe seus volteios para a história contar.
Jorra amor por todos os alimentados
Do banco de madeira da fazenda
A visão de um mundo distorcido
Pelos homens, pelo ontem, pela vida
Pelas frestas entra a luz que se pode ver
Mundo distorcido girando como pião
Barbante que faz a ponta riscar o chão
Riscado brocado pelas diferenças
Feita pelos homens, pelo mundo, pela mão
Peito que jorra o leite branco como a neve
Que mesmo na sombra oferece vida, alimenta
Acolhe, acaricia, os embalados na casa grande
Sem distinção ama de leite faz seu trabalho
Gira pião, vagueia pelo solo, faz seus riscados
Afina a ponta, entrelace os riscados ...
Deixe seus volteios para a história contar.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Igual a Chocolate
Que cor que te batiza você tem?
Igual a Chocolate, que mistura
Tem no tempero, no manejo
No sabor... Tem açúcar e não
Muito doce, temperado com amor
Bota dose de ternura, meiguice e
Salpica compreensão, passe com
Muito jeitinho beijinhos na mistura
Que deve ser acariciada antes de
Formar o contorno do doce bem
Requintado, granulados, amendoins
canelas e cravos dão mil sabores
Ao Bendito - Igual a chocolate.
Igual a Chocolate, que mistura
Tem no tempero, no manejo
No sabor... Tem açúcar e não
Muito doce, temperado com amor
Bota dose de ternura, meiguice e
Salpica compreensão, passe com
Muito jeitinho beijinhos na mistura
Que deve ser acariciada antes de
Formar o contorno do doce bem
Requintado, granulados, amendoins
canelas e cravos dão mil sabores
Ao Bendito - Igual a chocolate.
Tempo lembranças
Saudades de tempos vividos
Tempo não só vai, tempo não vem
Não repete o vivido, lembranças trazem
Quintais, amarelinhas, carambolas no pé
Menino, corre pra escola pra virar gente
decente como seu pai, estudar e ir...
Para frente...jogo de bola, de queimada...
Moleque! acorda e sai buscando o que fazer
Bola de gude, pião, pipa com rabiola
Cantigas de roda, ciranda, cirandá...
Capelinha de melão, passa boi e passa...
Boiada para o trabalho, seu moço...
Olha o leiteiro que chega...veja o trem
Na estação da saudade, muita coisa
Tem mais não, saudade bate e recorda
O perfume do jasmineiro, o canteiro
Recheado de cravos, dálias e camélias
Menina bonita sorrindo com laços amarelos
Nos cabelos cacheados, saias rodadas e
Anáguas engomadas, tudo bem comportado
A caminho da igreja pois domingo dia santo
Rezar aumenta a fé de um povo que tempo
passa, tempo vem, tempo chegando...
Sempre pede justiça, trabalho, esperança.
Tempo não só vai, tempo não vem
Não repete o vivido, lembranças trazem
Quintais, amarelinhas, carambolas no pé
Menino, corre pra escola pra virar gente
decente como seu pai, estudar e ir...
Para frente...jogo de bola, de queimada...
Moleque! acorda e sai buscando o que fazer
Bola de gude, pião, pipa com rabiola
Cantigas de roda, ciranda, cirandá...
Capelinha de melão, passa boi e passa...
Boiada para o trabalho, seu moço...
Olha o leiteiro que chega...veja o trem
Na estação da saudade, muita coisa
Tem mais não, saudade bate e recorda
O perfume do jasmineiro, o canteiro
Recheado de cravos, dálias e camélias
Menina bonita sorrindo com laços amarelos
Nos cabelos cacheados, saias rodadas e
Anáguas engomadas, tudo bem comportado
A caminho da igreja pois domingo dia santo
Rezar aumenta a fé de um povo que tempo
passa, tempo vem, tempo chegando...
Sempre pede justiça, trabalho, esperança.
domingo, 21 de abril de 2013
Capoeira
Moço joga esse corpo
No jogo bem articulado
Na vida jogo também tem
E esse jogo é arriscado
Ganha quem tem gingado
Malícia, quebrados e fé
Para ser abençoado
Tem que ter coração
Aberto na conquista
Do que há de maneiro
Traz o dito da jogada
Para o meio do terreiro
Moço joga esse corpo
Sua dança é resistência
De um povo que faz esforço
Para não entristecer na fadiga
E nem perder a cadencia
Moço, joga esse corpo
Que história vai contar
Como isso veio de longe
Atravessando gente e o mar...
No jogo bem articulado
Na vida jogo também tem
E esse jogo é arriscado
Ganha quem tem gingado
Malícia, quebrados e fé
Para ser abençoado
Tem que ter coração
Aberto na conquista
Do que há de maneiro
Traz o dito da jogada
Para o meio do terreiro
Moço joga esse corpo
Sua dança é resistência
De um povo que faz esforço
Para não entristecer na fadiga
E nem perder a cadencia
Moço, joga esse corpo
Que história vai contar
Como isso veio de longe
Atravessando gente e o mar...
Vindo de Angola
De Angola para cá...
Muitos sofrimentos vivi
Muito estampado no chão
Sombras de amarguras
Em rostos desconfiados
Sentimentos vão e voltam
Com força no peito calado
Que acontece no mundo
O que vai acontecer?
Me pergunto, mas não te vejo...
Quem vai me responder...
De Angola para cá vi
Muita força e muita lida
Solidão comigo mora
Muita vida contida...
Vi pés rodopiando ...
Lembrando canção que há
Luanda toda encantada
Com luzes que reluzem
No mar da imaginação...
Muitos sofrimentos vivi
Muito estampado no chão
Sombras de amarguras
Em rostos desconfiados
Sentimentos vão e voltam
Com força no peito calado
Que acontece no mundo
O que vai acontecer?
Me pergunto, mas não te vejo...
Quem vai me responder...
De Angola para cá vi
Muita força e muita lida
Solidão comigo mora
Muita vida contida...
Vi pés rodopiando ...
Lembrando canção que há
Luanda toda encantada
Com luzes que reluzem
No mar da imaginação...
sábado, 20 de abril de 2013
Sonata de Nós
Varal de flores
Que coloridas
São sacodidas
Ao vento que...
Corre lento...
Ao som de...
Música suave
Que faz lembrar
Muito de nós
Nos muitos nós
Da vida, do encontro
Desencontro de gente
Melodia compassada
Faz voltar passos...
No varal flores..
Pétalas que formam
Harmonia de tons
No toque do agora
Vamos a todo vapor
Esfumaçar o tempo
E ver de novo
O sol surgir
Oferecendo sonata....
Para tocar em Nós
Que coloridas
São sacodidas
Ao vento que...
Corre lento...
Ao som de...
Música suave
Que faz lembrar
Muito de nós
Nos muitos nós
Da vida, do encontro
Desencontro de gente
Melodia compassada
Faz voltar passos...
No varal flores..
Pétalas que formam
Harmonia de tons
No toque do agora
Vamos a todo vapor
Esfumaçar o tempo
E ver de novo
O sol surgir
Oferecendo sonata....
Para tocar em Nós
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Sentimento
Preto Velho no Cerrado
Batendo as ervas colhidas
Cura que cura as mazelas
Da menina que chora
Pelo amor que se foi...
O peito está apertado
Por alguém bem querido
Preto Velho reza forte
Para a tristeza acabar
Batendo as ervas colhidas
Para acalmar o coração
Trazer um novo afeto
Para a vida da menina.
Batendo as ervas colhidas
Cura que cura as mazelas
Da menina que chora
Pelo amor que se foi...
O peito está apertado
Por alguém bem querido
Preto Velho reza forte
Para a tristeza acabar
Batendo as ervas colhidas
Para acalmar o coração
Trazer um novo afeto
Para a vida da menina.
Raridade
Tantas pérolas
Pelo Mundo
De todas as cores
Será que há?
Pesquisa não faltará...
Entretanto se sabe
De saltiado
Que do valor
Da Pérola Negra
Nenhuma delas
Há de chegar!
Pelo Mundo
De todas as cores
Será que há?
Pesquisa não faltará...
Entretanto se sabe
De saltiado
Que do valor
Da Pérola Negra
Nenhuma delas
Há de chegar!
Mares
Mar bravio que traz
Mar calmo que leva
Toda mandinga da Terra
Mares da costa que vem...
Marés do sul submissas
Transportam sem destino
Quem não quer ser exilado
No mar fortes correntes
Fazem o som no navio estalar
Trazendo sinais de incertezas
Mar que guarda sentimentos
Ondas que abortam desencontros
Mar de baús de riquezas
Encontra meu bem querer
Nas batidas das águas
Seca meu lamento sem fim
Mar de todos os santos
Mantos de espumas tão belas
Marca bem devagar no rochedo
Todo amor que sinto por ela.
Mar calmo que leva
Toda mandinga da Terra
Mares da costa que vem...
Marés do sul submissas
Transportam sem destino
Quem não quer ser exilado
No mar fortes correntes
Fazem o som no navio estalar
Trazendo sinais de incertezas
Mar que guarda sentimentos
Ondas que abortam desencontros
Mar de baús de riquezas
Encontra meu bem querer
Nas batidas das águas
Seca meu lamento sem fim
Mar de todos os santos
Mantos de espumas tão belas
Marca bem devagar no rochedo
Todo amor que sinto por ela.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Prendas
Bem precioso que orna a terra
Rendas e prendas para enfeitar
O coração que palpita...
Procurando as riquezas que há
No novelo de afetos despertos
Nas prendas que teu ser
Guarda para mim...
Prendas revestidas de carinho
Prendas de carinho sem fim
Prendas recheadas de paixão
Prendas tocadas pela emoção
Todas essas prendas
Certamente vão prender ...
Meu coração!
Rendas e prendas para enfeitar
O coração que palpita...
Procurando as riquezas que há
No novelo de afetos despertos
Nas prendas que teu ser
Guarda para mim...
Prendas revestidas de carinho
Prendas de carinho sem fim
Prendas recheadas de paixão
Prendas tocadas pela emoção
Todas essas prendas
Certamente vão prender ...
Meu coração!
Cafuné
Negra deita a cabeça agora
No colo de madrinha, dindinha
Solta a fita vermelha...
Do cabelo encaracolado
Receba com agrado
O cafuné entre os fios emaranhados
É carinho passageiro, ligeiro
Mas que deixa muito dengoso
Quem esse mimo recebe
Vem de madrinha rezadeira
Que cabelo vai pentear
Cafuné é jeito doce
Maneira de aproximar
Entrelaça fio com fio...
Madrinha canta pra São Benedito
Suplicando paz e amor
Na trança do fio que trança
Reza também ao Salvador.
No colo de madrinha, dindinha
Solta a fita vermelha...
Do cabelo encaracolado
Receba com agrado
O cafuné entre os fios emaranhados
É carinho passageiro, ligeiro
Mas que deixa muito dengoso
Quem esse mimo recebe
Vem de madrinha rezadeira
Que cabelo vai pentear
Cafuné é jeito doce
Maneira de aproximar
Entrelaça fio com fio...
Madrinha canta pra São Benedito
Suplicando paz e amor
Na trança do fio que trança
Reza também ao Salvador.
Na mata
O corpo negro suado
Trabalha a terra
Na mata cerrada
Moriga no chão
Pão na sacola...
Foi assim por muito tempo
Tempo de vida que deixa
Estrada, relíquias, herança
Herança de gente que marca
Costumes, tradições fazeres
Capoeira joga o corpo
Congada vai passar
Vem os moleques correndo
Nem é preciso anunciar
Que a batucada vai chegar
Herança pra todo lado
Deixou muito na mata
Semeou sobre a terra
Traços, marcas de primeira
Tempos de vida que vida deu
Trabalho na terra, na mata
grãos que brotam sementes
Para os benditos frutos
Que semeiam a terra.
Trabalha a terra
Na mata cerrada
Moriga no chão
Pão na sacola...
Foi assim por muito tempo
Tempo de vida que deixa
Estrada, relíquias, herança
Herança de gente que marca
Costumes, tradições fazeres
Capoeira joga o corpo
Congada vai passar
Vem os moleques correndo
Nem é preciso anunciar
Que a batucada vai chegar
Herança pra todo lado
Deixou muito na mata
Semeou sobre a terra
Traços, marcas de primeira
Tempos de vida que vida deu
Trabalho na terra, na mata
grãos que brotam sementes
Para os benditos frutos
Que semeiam a terra.
Vira Mundo
Vira mundo, mundo vira
Em busca de bem-querer
Se não é no mundo
Então onde vai ser?
Passa o tempo desvairado
A procura de um bem
O coração bate sempre
Como relógio que gira horas
Bem que te quero, vem !
Braços abertos no aguardo
Do bem querer que vem
Chega calado no tempo do vento
Soprando para todos os lados
E parar bem localizado...
No mundo que vira em mim
Ficando no vira mundo em nós.
Em busca de bem-querer
Se não é no mundo
Então onde vai ser?
Passa o tempo desvairado
A procura de um bem
O coração bate sempre
Como relógio que gira horas
Bem que te quero, vem !
Braços abertos no aguardo
Do bem querer que vem
Chega calado no tempo do vento
Soprando para todos os lados
E parar bem localizado...
No mundo que vira em mim
Ficando no vira mundo em nós.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Painéis
Cores do infinito
Nuances de variadas
Nuvens no céu...
Moldando mil figuras
indecifláveis..., riscadas
Se compõem para mim?
Ou no tempo mágico
desenhado no céu
Faz de conta que,,,
Os traços do doce
traçado trazem aspectos
De gente, presente
Do céu, do Criador
Nuvens evaporam apressadas
Como torrão de açucar cristalizado
Para estacionar no infinito decorado
A benção de paz, união, pingos de sol
Brancos, negros, mestiços, amarelos
Corre o vento, conta o tempo
Abram o coração.... derrete sentimentos
Mosaico de cores, muita gente...
Nuvem vai passando... chuvisco se aproximando
Postando para os homens no lume das estrelas
A irradiação da alegria na Terra,
Nuvens se dissolvem no cèu...
Nuances de variadas
Nuvens no céu...
Moldando mil figuras
indecifláveis..., riscadas
Se compõem para mim?
Ou no tempo mágico
desenhado no céu
Faz de conta que,,,
Os traços do doce
traçado trazem aspectos
De gente, presente
Do céu, do Criador
Nuvens evaporam apressadas
Como torrão de açucar cristalizado
Para estacionar no infinito decorado
A benção de paz, união, pingos de sol
Brancos, negros, mestiços, amarelos
Corre o vento, conta o tempo
Abram o coração.... derrete sentimentos
Mosaico de cores, muita gente...
Nuvem vai passando... chuvisco se aproximando
Postando para os homens no lume das estrelas
A irradiação da alegria na Terra,
Nuvens se dissolvem no cèu...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Tilinta vintém
Passa toda gente...
Rumo ao povoado
Lá tem mercadorias para todo lado
Tem fita para os cabelos enfeitar
Tem aromas de manga, jaca
Abacaxi, maracujá, goiaba e cajá
Tem pano da costa, tem palha verdadeira
Quanto é? Quanto é? Grite lá pra comprar
Chame o moleque vendendo verduras
Que faz o tilintar dos vinténs
Passa o tabuleiro repleto de doces
Tachos de temperos feitiços do cozinhar
Rodopia pião... Moleque, sacode as moedas
Deixe ecoar o vai vem, tim....tem, não tem...
Sacode a sacola, faz bem ritmado
Cadenciado o tilintar do vintém...
Tim tem..tem! Tilinta Vintém!
Rumo ao povoado
Lá tem mercadorias para todo lado
Tem fita para os cabelos enfeitar
Tem aromas de manga, jaca
Abacaxi, maracujá, goiaba e cajá
Tem pano da costa, tem palha verdadeira
Quanto é? Quanto é? Grite lá pra comprar
Chame o moleque vendendo verduras
Que faz o tilintar dos vinténs
Passa o tabuleiro repleto de doces
Tachos de temperos feitiços do cozinhar
Rodopia pião... Moleque, sacode as moedas
Deixe ecoar o vai vem, tim....tem, não tem...
Sacode a sacola, faz bem ritmado
Cadenciado o tilintar do vintém...
Tim tem..tem! Tilinta Vintém!
Anoitecendo
O sol já se esconde
Prepara o lampião
Noite surge...grilos
Cantam nas matas
Barulho doce da cachoeira
Cheiro bom de erva ciderira
Faz o chá mãe preta
Bota a broa de fubá
Para esquentar no fogareiro
Vamos saborear....
Roda de jongo no terreiro
Palmas para festejar
Agradecer aos nossos santos
Mais um dia de trabalho
Benção dindinha lua
Criador! lance seus braços
Para nos proteger amanhã.
Prepara o lampião
Noite surge...grilos
Cantam nas matas
Barulho doce da cachoeira
Cheiro bom de erva ciderira
Faz o chá mãe preta
Bota a broa de fubá
Para esquentar no fogareiro
Vamos saborear....
Roda de jongo no terreiro
Palmas para festejar
Agradecer aos nossos santos
Mais um dia de trabalho
Benção dindinha lua
Criador! lance seus braços
Para nos proteger amanhã.
sábado, 6 de abril de 2013
Anseios
De tudo em minha volta
Roda um mundo novo
Mil rostos que passam
Gente contente, gente,,,
De todos os perfis
Matiz de pensamentos
Preconceitos que correm
Estagnados pelo ranço
Rancores de alma
Interiores não espelhados
Pela bela forma humana
Do outro ser outro,,,diferenças
Diferente de tudo, quase tudo
Mas igual na explosão do ato
De viver, de sentir, de tocar
Semelhados na maravilha de amar
De viver, reviver olhares em leituras
Mergulhar na desigualdade...
Trazer a tona o reflexo da esperança
União, entrelaço, fios tecendo mãos.
Roda um mundo novo
Mil rostos que passam
Gente contente, gente,,,
De todos os perfis
Matiz de pensamentos
Preconceitos que correm
Estagnados pelo ranço
Rancores de alma
Interiores não espelhados
Pela bela forma humana
Do outro ser outro,,,diferenças
Diferente de tudo, quase tudo
Mas igual na explosão do ato
De viver, de sentir, de tocar
Semelhados na maravilha de amar
De viver, reviver olhares em leituras
Mergulhar na desigualdade...
Trazer a tona o reflexo da esperança
União, entrelaço, fios tecendo mãos.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Folhas ao Vento
Hoje o vento ventou norte
Derrubou toda a ramagem
Folhas do ser e do querer
Folhas de mim, das cercanias
Vento sopro de mudanças...
Sempre vai haver esperança
Vento para sacudir, acordar
Desejos, anseios,emoção
Vento que corre lá fora
Afugenta todas as tristezas
Traga o som da música
Espalhe alegria...
Depois de mansinho se vai
Abre caminho para as estrelas
Elas reluzem no céu
Para que os homens
Se encontrem na Terra
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