Versos
Aqui e agora um poema chegou para você
Sol de vida, luz que descortina...
Vida de paz, suaves maneiras
Sorriso cristalino, olhar penetrante...
Cantos,noites de outono
Vez de versos pendurados...
No entorno,contornando sua figura merga
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Entardecer
Ao entardecer os pássaros começam a se recolher
As flores perfumadas: damas da noite, os jasmins
Se preparam para lançar no ar os seus aromas...
Pessoas com passos apressados voltam ao lar
Algumas estrelas se atrevem a ser as primeiras
Olho para adiante e vejo que o sol se escondeu
Outros figurantes entram em cena, novas roupagens
O vigor da manhã já não existe e sim a sonolência
Resultado do dia agitado, da energia empregada...
Retorno....voltar para os afetos, abraçar o sossego...
As flores perfumadas: damas da noite, os jasmins
Se preparam para lançar no ar os seus aromas...
Pessoas com passos apressados voltam ao lar
Algumas estrelas se atrevem a ser as primeiras
Olho para adiante e vejo que o sol se escondeu
Outros figurantes entram em cena, novas roupagens
O vigor da manhã já não existe e sim a sonolência
Resultado do dia agitado, da energia empregada...
Retorno....voltar para os afetos, abraçar o sossego...
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Gaivotas
Belas figuras que sobrevoam os céus
Piados, bater de asas, penas que soltam
Veleiros que corrrem no mar, esperanças...
De bons pensamentos retornarem, de meus
Braços abrirem no sentido horizonte e...
Captar a paz, sorver a serenidade e abastecer
A alma da seiva que a natureza evapora...
Piados, bater de asas, penas que soltam
Veleiros que corrrem no mar, esperanças...
De bons pensamentos retornarem, de meus
Braços abrirem no sentido horizonte e...
Captar a paz, sorver a serenidade e abastecer
A alma da seiva que a natureza evapora...
domingo, 24 de novembro de 2013
Voltando
Refazendo páginas, virando o tempo
Muitas coisas contadas e outras para...
Aflorar na mente e desgarrar do corpo
Melhor procurar imagens recolhidas...
Procurar apaziguar as emoções para que
Os sentimentos venham a tona, no remanso
Como águas azuis de um mar calma que se...
Verga até a areia, dessa forma os grãos
Crescem no encontro,a areia sempre receptiva
Sorve o carinho e despacha as espumas...
Que anunciam que o abraço foi intenso, leve
Como as brumas que sussurram amor ao vento
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Naturalmente...
Quantas estrelas há no nosso céu?
Não costumamos contar, as flores
Surgem no campo e nem sempre paramos
Para nos deliciar com seus perfumes
Coloridos há na vida, mas muitas vezes
Só vemos os aspectos desbotados. há um
Prazer enorme no riso, mas, as vezes...
A tristeza nos afeta mais, podemos sempre
Bendizer as aventuras do cotidiano, agradecer
As dádivas que recebemos, pousar a cabeça no
Ombro amigo,na paisagem, na árvore vertendo vida
No vaivém das propagandas nos dizendo... provocando
Voltar para nosso interior e delicadamente se ouvir
Naturalmente...suavemente...escutar nossa canção...
domingo, 10 de novembro de 2013
Leituras
Ler o mundo de diferentes maneiras
Percepções que nos chegam, dançam...
Surgem coisas, pessoas e vários perfis
O mundo acolhe, devolve, remarca situações
Encontros de tudo e de todos, depende...
Do que você quer achar, se ligar, necessitar
Vários caminhos a percorrer,pedras e tijolos
Nos trajetos aromas e essências surgirão...
Traduzi´las ou reconhecer as suavidades cabe
Ao viajante no seu curso,o mundo é vasto e belo
Valida seus prazeres,restrições, apelos,vocações
Desventuras, percorre interiores, recôncavos...
O céu sem limites,o sol que se abre a cada manhã
A chuva que abençoa a terra, o mar que surge no
Azul tranquilo das águas nos abre um relicário
Para leituras, para virar páginas e caminhar...
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Navegantes
Se navegar é preciso e até necessário
Viver a plenitude o amor e a vida
É condição fundamental sobre a terra
Somos amantes e viventes a procura...
Da felicidade, do néctar que nos conduza
Ao caminho dos deuses, do encanto, da magia
Do sonho de imaginar que somos capazes...
De atingir os bens que acalme a alma...
Que proporcione na terra a dádiva que
Procuramos cotidianamente: a comunhão,
A igualdade,a benevolência, o afeto...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Roda pião
Bambeia nas mãos pequenas dos meninos
Roda no rebote do barbante, salteia...
Todos os olhares nas suas voltas precisas
Corte no corte da agilidade do tempo...
Quantas voltas o tempo tem? Quantas?
No tocar do bamboleio passa rasteiro
Quebra no ponteio na lança pontiaguda
Rasgando no toque do chão, balança...
Queda de lá e pra cá, no teu requebrado
Quero voltar no tempo, nas doces recordações
De criança ainda ser para conquistar o mundo
Na imaginação, nas aventuras, no desejar...
Ilusões
Vento que nos traz belas recordações
Balanço no jardim no vai e vem constante
Ramagens,paisagens, viagens e primavera
Que volta com flores que espalham...
Perfumes,falas e cantigas, aromas suaves
A brisa sacode a cortina, o céu azul...
Meninos brincam na calçada, pipas no ar
Ao longe o tilintar dos sinos, logo vem
O som das rezas, benditos somos na terra
Vejo sua figura ao longe caminhando...
Tenho a doce ilusão que voce vem para ficar...
domingo, 3 de novembro de 2013
Raiando
Viva o sol, raios de luz, grandeza
Baixa em nós reluz,semeia,converte
Faz surgir energia nos quatro cantos
Move a sombra, dá sentido e consistência
Remova os mofos da vida e promove riquezas
O reverenciamos pela magnitude, pelo poder
De estar entre nós espalhando o bem, o calor
Aquecimento, acalanto de gente,espera diária
Festa na terra,raios mágicos que acariciam...
domingo, 27 de outubro de 2013
Gosto
Gostar não se sabe o motivo
Mas..temos nossos gostares
Gosto de pão com manteiga...
Café bem fresquinho,queijo minas
Gostoso é doce de goiaba, de laranja
Da terra,suco de maracujá e de cana
Moqueca de peixe, galinha cabidela...
Ai,que gosto dá saborear as iguarias
Cuzcuz de tapioca, água de coco...
Sorvete de cajá, de cupuaçu é delícia
Do céu para a terra iguarias mil...
Gosto da boa música, dos mamulengos
Do frevo,do samba.do jongo, do cateretê
Gosto de tudo misturado,inclusive,na
Seleção está destacado meu amor por voce
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Correntes
Elos que encadeiam ações, pensamentos
presas de nós, elos que envolvem...
Traços paralelos, retorcidos, unidos
Acorrentados, perdidos nas tranças
Aros cindidos, vencidos, batidos
Ferro, fogo, aço, arame ornado
Torce para a gente, arco apontado
Corta corações e faz surgir aros...
De amor, afetos e anéis de união
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Divergências
Direita ou esquerda, vem ou vai...
Desenrola, enrola, novelo colorido
Cores pálidas, velas desvelando...
Pavio apagado,luzes reluzentes...apagão
Rio que corre, trânsito parado...colisão
Energia do sol, serenidade do luar, ventos
Dança das horas,parada do ônibus, movimento
Se corro voce para, se ando voce senta...
Aponto, desaponta,abro um livro, fecha porta
Andanças paralelas,sinto,compreendo e procuro...
No desencontro ter um encontro para partilhar,emendar
Trancar o baú e em seguida abrir um novo acontecer...
Comviver e tocar a música cujo som chegue ao coração.
sábado, 19 de outubro de 2013
Passagens
Pela vida, da vida, na vida...
Vivida,sofrida, ativa, atenta
Sonhos,ilusões, viagens...
Dias de chuva,tempo de sol
Roda calendário que o tempo vem
Traz lembranças, aventuranças...
Benção,castigo,recuperação,idas
Vindas e renovação,fé no amanhã
Vida passagem,rota sentida,olhares
Reflexos,cogitos,valências,fluidez...
domingo, 13 de outubro de 2013
Minorias
Pequenas porções,pequenos canteiros...
Diferentes feições, recortes do mosaico
De gente, de detalhes, de aventuras, vidas
Exotismo,misticismo,igualdade,característica
De muita gente que se sente não espelhada...
Visão de mundo, leitura do geral que se desfaz
Na minha máscara,no quem sou eu na leitura do todo
Mundo que se move na montagem do igual e se quebra
Nas vertigens das variações pessoais, nas andanças...
Danças dos corpos e balanço dos braços nos acenos
Do colorido que abraça a terra, dando conta da mistura
De mim que percebo em voce... me desligo das esferas
Que nos escalam em desiguais, somos alquímicos,difusos
Fusos,ofuscados pelos conheceres e nos entrelaçamos nas...
Edificações do humano,nas forças supremas que moldam o SER...
sábado, 12 de outubro de 2013
Jogo
Jogo de luzes, jogo de xadrez
Jogar também a bola e ver correr
Olhar o que vai dar, jogo de quadros
Aspectos da vida, campos, canteiros
Taco da certeza de jogo conquistado
Jogo de corpo, ginga preparada, volteio
Veleiro no mar, jogo de rede para pescar
Vidas jogadas,cestas no aro, ping-pong...
Bate no chão, na palma da mão, pé apontado
Acerto de contas, gotas de energia, percepção
Do jogo, do ganho, da vitória, do encontro...
Jogo...Jogado... no canteiro do amor florido.
Padroeira
Do céu para os homens na Terra
Coroa com luz os filhos que passam
Pelo seu reino de glória e cânticos
Mãe do céu,bendita nos cantos do mundo
Para vós ergo as mãos na busca de...
Conforto, serenidade, amor e fé
Dai-nos o trabalho do dia-a-dia...
A compaixão pelos desvalidos e a
Comunhão com nossos irmãos, volte-nos
Para a compreensão e aceitação das...
Diferenças, incute em nós a ética...
A indignação face as injustiças e nos
Afaste do mal que possa surgir no caminho.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Criançando
Somos crianças na infância, ativas...
Na vida percorrida com tanto de nós
Somos estorinhas e histórias de vida
Contida e folheadas na sequencia dos...
Passares,passeios,folquedos, brinquedos
Que o tempo quebra, renova, remove...
Equilibrio no corpo, na mente a recordação
Da criança, do afeto, do olhar protegido
Fomos carentes, supridos, mantidos na...
Direção do crescimento, seguimos, percebemos
Encontros, desencontros, angústias, união...
Da vida,para a vida, seiva,nutrição, colheita
Reagimos, olhamos e buscamos sacudir,reabrir
Meios e entremeios do viver a criança que aflora
Repousa... mas que se ativa ao sabor das...
Vivências,aquecimento do ontem somado ao agora
Pelas Estrelas
Pelas estrelas se sonha na Terra
Por elas nossos olhos brilham...
Buscamos nossos sonhos sob suas
Luzes que piscam intensas no céu
Grandezas distribuidas em harmonia
Ventos nas palavras em direção...
A elas que bailam no escuro,mas...
Sabem que o clarão do espetáculo
Que produzem respingam em nós...
Somos viajantes, videntes, vertentes
Viventes e acompanhantes do rosário
De contas, dos contos, das fadas...
Das varinhas estreladas que tocam e...
Curam, fantasia, recorta, espelha na
Imagem desde a infância... do luar...
Do céu e dos pingos prateados sorrindo.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
No Horizonte
O que vislumbro no horizonte...
São trilhas que levam à estrada
Espaço maior de mundo com certas
Vertentes que tendem para o bem...
Ou mal da vida, escolhas que se
Apresentam ao ser e o conduz pelos
Caminhos afora...trazem esperanças
Amores, desafetos, guerras ou paz...
Acompanham as trilhadas sol, chuva
Céu,luar, as tempestades não fazem
Os caminhos se inviabilizarem...
Somos viajantes de um tempo presente
Na ansia de um futuro chegar, buscamos
Completar nosso ser com as vivências
Os suores do corpo e percepções da alma
Contingências,espelhos e reflexos batem
Rebatem no interior e nos transforma...
Ficamos torneados pela colheita do que
Passamos e garimpamos para uma essência
Maior, porque percebemos que podemos chegar.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Navegando
Dizem que navegar é preciso...
É preciso olhar o mar, seja
De que ponto for, é preciso
Refletir com os movimentos...
Das ondas, das águas no beijo
Afetuoso que dá na terra, sons
Tons, matizes e volteios nos...
Encontros proporcionados pela
Natureza...reflexos de nós na
Ponta torta do arame do anzol que
Lançado, no volteio pega o peixe
Que alimenta, sustenta, dá vigor ...
Navegar é preciso...amar também
Nas fileiras, nos cantos do mundo
Nos reflexos, nos espelhos da alma
Navegar para aportar nos campos...
Do carinho, da comunhão, no sentido
De buscar a firme corrente que segue
Na direção de fortalecer o ter amor.
sábado, 5 de outubro de 2013
Engenho
Engenho novo, engenho velho, engenho...
Tramas,articulações, ares e lugares
Locais de trabalho, louvor, labor
Lamentos, chamegos, grandes esperanças
Renovada fé, batuques e danças divertidas
Terreiro alegre, galo que canta ao raiar
Do sol e o vislumbrar da lagoa ao longe...
Cheiro de frutas e do tempero das panelas
Amores revelados sob o cantar do sabiá
Dia de festa, roupa bonita e cantiga...
De viola, do nosso som maneiro e faceiro
Doces de tigela, batidas de coco e melado
Desfrute do caldo de cana, doçura dos céus
O piar da coruja que acompanha com os olhos
O prazer da gente, os afetos, a contramão...
A convivência e a alegria do encontro dos pares.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Estrelas
Há em toda parte do mundo
Constelações, reuniões
De brilhos que cintilam
Nos céus altaneiras, surgem...
Vaporosas, também apontam
Caminhos, passagens, rotas
De gente, porém não há quem
Ofusque os lampejos que...
Transmitem aos terrestres
Distantes, entretanto, guias
São as pérolas da noite
Olham para a terra e ornam o luar
Nos brindam coroando nosso passar...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Horizonte
Norte de vidas, chão de alguém
Caminhos para uns, sinal para
Margear o tempo que se move...
Na curva da estrada,diante do sol
Descortina a rotina,siga a rota
Desvios não fazem bem... direção
Orientação em frente segura, guia
Estrelas,areia,luar que se pruma
Arco sinaleiro, vertente que veste
Os rumos, as trilhas na acolhida
Do que virá, do acontecer amanhã.
domingo, 29 de setembro de 2013
Modelagens
Modelos e formas transparentes
De gente, de vida, das avenidas
Trilhos, roldanas, cabides e elos
Que unem passadas na calçada, poucas
Voltas de tudo que se limita nos...
Contornos dos corpos que se mexem
Nas ruas entrecortadas da cidade
Moda, modelo, crista das vidas
Cristais, criaturas, figurinos...
Diferenças, convergências,encontro
De nós, sensação, criação e ação
Sons, sinos, satisfação e silêncio
Segue a moda,surge o estilo,surpresa.
sábado, 28 de setembro de 2013
Dia de Sol
Nessas paragens o sol abençoa a terra sempre
O mar beija a areia e os ventos batem fracos
As nuvens vagueiam pelo céu límpido, azul...
Os reflexos do sol emolduram nossa gente
Somos miscigenados,com misturas constantes
Escolhidos pela natureza para exibir as...
Maravilhas do verde das montanhas contrastando
Com o azul do mar,das nuvens e o passar dos rios
Como passa, nasce e renasce a vida no cotidiano
Viver de batalhas, escolhas de tudo, modo de se postar
O sol brilha e parece aquecer nossas almas, oferecendo
O vigor da vida, a oração de cada um, os trilhos...
Contextos, conteúdos, sombras e brilhos na essência
Do viver, de o acolher para o aquecimento do interior.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Fraternidade
Afeto bate na gente e rabate no outro
Carinho dedicamos as pessoas ao redor
Amor, sentimento especial e essencial
Nos nutre, nos aconchega e dá prazer
De viver a emoção de senti-lo e ...
Se expandir, cresce em nós e brota
Faz inúmeras germinações, é contagiante
Abre filiais pelo mundo e mesmo como não
Tão profundo abre outra vertente nobre
Que promove comunhão, abrigo e ação...
Faz mãos se estenderem : fraternidade
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Recordações
Lembro do tempo do vento, da brisa, do mar
Tempo de criança, nuvem de verão, pé no chão
Era doce o olhar passado pelo quintal...
Balanço na árvore, corridas na grama, picolés
Gostoso ver passar o moço do algodão doce...
O pipoqueiro e a maritaca batendo entre os dedos...
Lá vem o baleuro o som todas as crianças conhecem
Pique esconde nas ruas, cabra cega e amarelinha
Passa, passa gavião porque todo mundo é bom...
O passaraio fazia caracol de tanta gente enfileirada
Quintas, terrenos, terras para se correr... se foram
Tudo se estreitou, afunilou, mas...as recordações ficaram.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Afagos
Chuva no telhado, goteira na terra
Sol no horizonte, brilho da manhã
Fala mansa,carícia do olhar...
Cheiro de café, broa de milho
Arranjo de flores,grama verdinha
Sons musicais:tango,valsa,rock,samba
Batuque no terreiro, mulata requebrando
Suco de acerola, jabuticaba no pé...
Doce de cajá, de goiaba, caldo de cana
Pessoas no vai e vem, vestes coloridas
Rostos, tons, fitas, fatias e diferenças
Entremeio de idéias, mudanças de rumos
Cruzamento de gente, acenos,afagos,afetos.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Virtude
Visto, revisto,vistoso e visitas
Do belo, do virtuoso, do surpreendente...
Portador de encantos, surpresas, sedução
Do que se vê, do que é postado, verso
Reverso, criatura, poesia,narrativas do ser
Sendo, vertendo espumas do interior, que toca
A terra na plenitude do esplendor do Homem
Surge a nata suprema e revelada: - virtude.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Bolo de milho
Água para fervura, café para passar
Negro pilou os grãos, salpica os braços
Fortes, torneados no pilão de madeira...
Sinhá pegou o bule, botou a mesa...
Xícaras e talha de barro, folhas de bananeira
Vem Josefa, senta seu Tonho, chega os em volta
Sai do forno o bombocado, fumaça se esvaindo...
Cheiro de milho, salta o bolo da forma...
Perfume,essência sem igual, iguaria do roçado
Sabor dos deuses, café fresquinho, mesa composta
Ceia da irmandade, comunhão de todos, festa na terra.
Muda
Penas de aves mudam, renovam, (re)nascem
Vai o homem na trilha das aves, coragem...
Para renovar, recriar, transformar...
Cenas, paisagens, a montagem diária do ser
Pobre, rico, samba, rock, pop ou funk...
A música toca em variados gostos e tempos
Cada um na sua, cada qual no seu verso, padece
Mas a renovada chega para todos, nos acordes
Corridos da história, nas folhas dos livros
Na revigorada e na coragem, na firmeza de mudar.
domingo, 1 de setembro de 2013
Jogadas
Jogadas do tempo,das histórias, da vida
Cenas de gente, de trilhas, do jogo...
Jogo jogado, catimbado, cortado e limpo
Jogo de dados, da dádiva de ser jogador
De lutas, de jogadas para vencer o mal
Jogadas,jogos, fogos e disputas valentes
No viver faz valer o jogo do bem, do prazer
Das valências, jogo de palavras, disputa,fé
Na jogada da sobrevivência, valente bravura
Por ficar de pé, cruzar,segurar o equilíbrio
Alterar, guiar,propondo jogadas na construção
Do caminho,no batente, na causa que provoca
Fortes pegadas, jogadas no dominó da vida
sábado, 31 de agosto de 2013
Rito
Dom do sagrado e força do profano
Dualidade da vida e estreita realidade
Salve o que comunga abençoa e fornece luz...
Desconfiança do que não se sabe, desconhece
E não bendiz nas pegadas do caminhante...
Na dura realidade das pedras as muralhas são
Construídas pelas mãos calejadas do cidadão
Fonte de águas bentas convergem para terrenos
Fertéis, colhidos para nascimento do trigo...
Que alimenta, sustenta e conduz energia...
Mãos que se encontram na reza que é motriz
Da fé, romeiros na passagem, nas vielas
De terra rachada pela secura dos ventos...
Pela sentença do sal, pela brisa da aragem
Que traz fibra, renova dias e acalanta...
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Da vida
Da vida nada se leva?
Penso que se leva tudo...
O raio de sol, o luar
O som do sino, o cair da chuva
As ramagens e as flores do campo
O latido do cão, as curvas da estrada
O que ficou retido nos olhos...
O prazer da vida em nós e o que passou
Por todos os sentidos, lazer, dor...
Paixões, lamentações, competições
Tristezas.amores,raivas, desconfianças
Fios do ser, tanto do viver, complexas
Cenas retidas...vividas...contidas...
Conteúdo repleto, diário de vida...
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Aldeia
Aldeia minha do coração...
Hoje, triste dedilho as fortes
Lembranças que me destes na vida
Passa o rio, bordejam os pios dos
Pássaros e gaivotas ruidosas que...
Do mar acenam asas ao vento bravio
Aldeia, minha aldeia de velhas e ricas
Histórias e canções tradicionais ...
Minha memória percorre seus ares
Surgem trilhos e de longe montanhas
O sol esquenta seus vales e os ventos
Trazem cantigas dos madrigais, vejo...
As pedras das calçadas calcadas pelos
Caminhares dos viajantes, dos moradores
E dos apreciasdores dos vinhos castos
Dos tonéis de outrora, as imagens vão...
Passando...aldeia minha aldeia te vejo
Sempre bela, recorte forte de vivências
Que afloram do peito e se abriga no meu ser
Espaço
Margens da vida, compasso do tempo
Paralelas que disputam tábuas do viver
Vidas contidas,dias melhores na visão
De quem busca, corre, corrida veloz
Cativa os sonhos, pé no chão no passo...
Espaço de muitos e depois de poucos
Funil de extrema seleção, colheita...
De quem pode, vigor de caminhos, desvios
Quem passa, tropeça, se alinha, atento
Espaço é corrida, luta sem fim, lugar afora
Na terra, na estrada, nos corredores...
Trilhos de aço, espaço espesso, crispa
Acende nos homens desunião, desalento
Sofrimento, sofreguidão buscando espaço...
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Portais
De longe vejo o sol surgir
Diante das nuvens que vagueiam...
Espalham o azul brilhante do sol
Quadro, esquadro das paisagens que
Ramam em maravilhas para os olhos
Benditos moinhos e redemoinhos que
Saltam das molduras e nos saudam...
Brisa comunga com o tempo e tempera
Os ventos que beijam as faces humanas
Somos produtos de tempos, tempestades
Temperamos as estações e brindamos o viver.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Sobrevoando
Voando pelo mundo vai a gaivota...
Dias de névoa, de brancas nuvens
Altera rotas e busca caminhos...
Seguros, dúbios, sempre altaneira
Pousos, repousos, ninhos, aconchegos
Belas vistas, terras floridas...
Tempo vem e vai, abre as asas em...
Outro mergulho no ar, a vida não para...
Não há temor, o dia fornece energia
A noite deslumbra e anuncia nova roupagem.
Hóspede
Sinto na natureza sua presença
Por onde ando sempre me acompanha
Faz-me sentir segura e abre seus
Braços nos baques da vida,tenho
Certeza das tuas certezas e duvido
De quem duvida dos poderes que emana
De ti, somos comunhão e revigoro...
Sua existência, fonte do bem que
Repleta e reflete no mundo misericórdia
Torne nossos caminhos benditos de paz...
Se hospede em nós quando houver o mal
Nos leve para o caminho da humildade,
Do compartilhamento, da esperança.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Atitude
Diante da vida, nos tempos que vai
Beirando o camilho do trilho do bem
Árvores florescem na estrada, trilhas...
Toques de tambores, apitos do trem...
Queda d´agua na vibração da vida, oceano
De cores verde-mar, sonhos, vitrinas, passos
Passarelas ao manso caminhar, por entre nuvens
Anjos dançam o balé das virtudes e os céus
Anunciam o bem olhado, o som santo do mundo...
Nos chamando para atitudes positivas, afirmativas
Na terra dos homens sensatos que buscam a paz.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Roupagem
Novas penas, pequenas
Novos olhares, outros horizontes
Vagas nuvens, chuvas miudas...
Tamanho do tempo, brisa de vento
Amores vagos, vista meio termo
Procura de paz, de nós perdidos
Temporal de flores, cantigas vogais
Muda roupa, carruagem passa...
Vida não volta...vida se vai...
terça-feira, 16 de julho de 2013
Ciranda
Roda de gente, batida de pés
Palmas de sola de sandálias, gira e gira
Cultura que corre de roda em roda
Cantigas de remoto rincão, vamos
Que vamos nos encantos da toada
Brindar o que acontece nos lugares
Que o viajante nos traz, cirandeiro, oh!
Não precisa estar ouvindo as batidas...
Do mar, tem as da terra, o brilho do sol
A grandiosa e estonteante lua no céu...
Palmas de sola de sandálias, gira e gira
Cultura que corre de roda em roda
Cantigas de remoto rincão, vamos
Que vamos nos encantos da toada
Brindar o que acontece nos lugares
Que o viajante nos traz, cirandeiro, oh!
Não precisa estar ouvindo as batidas...
Do mar, tem as da terra, o brilho do sol
A grandiosa e estonteante lua no céu...
Rosário
Das rosas já sabemos nós
Emanam belezas e fragâncias...
Que enchem o ar, tons encantadores
Entretanto, têm espinhos que ferem,...
Nos fazem tatiar as ramadas para
Não ferir as mãos, contudo, o rosário
De contas peroladas, de cristais...
Ou coloridas, deslizam pelas mãos
Em oração dos fiéis, sem o mínimo
Temor de ferir os dedos,pois há ...
Em cada conta a benção dos céus...
Revelada na fé das orações, dos louvores
Das mãos cantam as contas das crenças
Dos pedidos de iluminação para a terra
Emanam belezas e fragâncias...
Que enchem o ar, tons encantadores
Entretanto, têm espinhos que ferem,...
Nos fazem tatiar as ramadas para
Não ferir as mãos, contudo, o rosário
De contas peroladas, de cristais...
Ou coloridas, deslizam pelas mãos
Em oração dos fiéis, sem o mínimo
Temor de ferir os dedos,pois há ...
Em cada conta a benção dos céus...
Revelada na fé das orações, dos louvores
Das mãos cantam as contas das crenças
Dos pedidos de iluminação para a terra
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Paralelas
Passo,passagens, passando...
Pelo passado de vidas escravizadas
Ferro, correntes, tições que ferem...
A pele, o corpo, as entranhas, o fundo
Do ato vil da escravidão de gente que
Do batente, do suor, das migalhas fez
Surgir integração de tradições, religiões
Fé que se revela nos braços aos céus
Da terra o sustento suado, cabanas, tribos
Senzalas, comunidades, mestiçagens, vida...
Que surgem e ressurgem no clamor de olhar
Que realmente dignifique o valor, acalante...
Afirmações, reconhecimento, inserção, união
Pelo passado de vidas escravizadas
Ferro, correntes, tições que ferem...
A pele, o corpo, as entranhas, o fundo
Do ato vil da escravidão de gente que
Do batente, do suor, das migalhas fez
Surgir integração de tradições, religiões
Fé que se revela nos braços aos céus
Da terra o sustento suado, cabanas, tribos
Senzalas, comunidades, mestiçagens, vida...
Que surgem e ressurgem no clamor de olhar
Que realmente dignifique o valor, acalante...
Afirmações, reconhecimento, inserção, união
Amanhecendo
Hoje ao amanhecer quero saber...
Do despertar das flores, das abelhas
Ao redor do favo, do burbulhar das
Águas ao cair no solo fértil da terra
Quero ouvir cantigas de moda de viola
E o cheiro do café preenchendo o ar
Hoje, quero o som do mar, as ondas
Batendo nas rochas, o vento soprando
Mansinho como os passos do gato no
Telhado coberto por algumas folhas que
Cairam balançadas pelo vento que a brisa
Conduziu desfazendo a chuva que vinha da
Direção norte e ia encharcar os trilhos de...
Areia, os pássaros recolhidos ao ninho
Não alçavam as asas em revoadas...
Ah! hoje,por favor, voz de uma criança
A experiência bendita de um idoso e contos
De fadas para adornar a benção que tem...
Uma existência, uma flor, uma música...
A natureza e toda a mescla divina que a
Faz nos revigorar a cada dia e...amanhecer...
Do despertar das flores, das abelhas
Ao redor do favo, do burbulhar das
Águas ao cair no solo fértil da terra
Quero ouvir cantigas de moda de viola
E o cheiro do café preenchendo o ar
Hoje, quero o som do mar, as ondas
Batendo nas rochas, o vento soprando
Mansinho como os passos do gato no
Telhado coberto por algumas folhas que
Cairam balançadas pelo vento que a brisa
Conduziu desfazendo a chuva que vinha da
Direção norte e ia encharcar os trilhos de...
Areia, os pássaros recolhidos ao ninho
Não alçavam as asas em revoadas...
Ah! hoje,por favor, voz de uma criança
A experiência bendita de um idoso e contos
De fadas para adornar a benção que tem...
Uma existência, uma flor, uma música...
A natureza e toda a mescla divina que a
Faz nos revigorar a cada dia e...amanhecer...
Traçado
De tanto buscar a esperança
Resolvi especular, será que está
Na nossa cabeça ou no coração
Dos homens na terra, estará na...
Serenidade dos sonhos ou nas
Batalhas sem fim, terá sabor amargo
Ou o doce dos favos de mel, tantos...
Tantos traçados surgem em sua direção
Muitos caminhos em circulação, várias
Vertentes, inúmeros canais se revertem
Nas procuras pelo mundo, nas diversas
Vozes e pensamentos que traçam caminhos
Em sua busca na crença de sua existência
Olhares
Olhar em direção ao infinito
Siluetas negras por entre...
Nuvens brancas que esvoaçam
Do céu azul como anil dissolvido
Lamentos das cenas de dor que...
Carrego das lutas, resistências
As heranças fortificadas nesse chão
Marcam passagens dos fortes, lutas
De sobrevivência, cânticos,fé, tradição
Preconceitos, marcas da desumanidade
De olhares que se acham supremos nos
Meios dos homens de essências iguais
Supremacia só dos céus e que de lá...
Surjam os raios iluminados para abrir
Os caminhos que faça desaparecer as
Diferenças, discriminações, desigualdades...
Siluetas negras por entre...
Nuvens brancas que esvoaçam
Do céu azul como anil dissolvido
Lamentos das cenas de dor que...
Carrego das lutas, resistências
As heranças fortificadas nesse chão
Marcam passagens dos fortes, lutas
De sobrevivência, cânticos,fé, tradição
Preconceitos, marcas da desumanidade
De olhares que se acham supremos nos
Meios dos homens de essências iguais
Supremacia só dos céus e que de lá...
Surjam os raios iluminados para abrir
Os caminhos que faça desaparecer as
Diferenças, discriminações, desigualdades...
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Dores no peito
Dores diversas, entretanto, a mais forte
A mais doída vem de apelos que não são
Atendidos, que ficam espalhados pelo chão
Pela relva, pelas rochas, pelos ares e nação
Saltos que não damos, cânticos que não chegam
Ouvidos abertos, emoção aflorada, sentimentos...
Fortaleza de ações, peito aberto, cabeça forte...
Peito sangra, mas vai em frente, coragem para
Fazer valer os gostos, porque os desgostos...
Sobram no coletivo da vida, no pranto de nós
A mais doída vem de apelos que não são
Atendidos, que ficam espalhados pelo chão
Pela relva, pelas rochas, pelos ares e nação
Saltos que não damos, cânticos que não chegam
Ouvidos abertos, emoção aflorada, sentimentos...
Fortaleza de ações, peito aberto, cabeça forte...
Peito sangra, mas vai em frente, coragem para
Fazer valer os gostos, porque os desgostos...
Sobram no coletivo da vida, no pranto de nós
sábado, 29 de junho de 2013
Nascendo flores
As flores sorriem para nós...
Alegram a existência de forma sutil
Obra da graça e com graça salpicam
Nosso torrão, hoje observo o abrir
De uma margarida, singela nas suas
Pétalas brancas seriadas numa referência
A paz que deve permanecer em nós...
O amarelo representando uma grande
Esfera, uma mandala emanando energia
O pequeno talo verde sustenta, direciona
O garbo e ao mesmo tempo a simplicidade
Leva-lhe o alimento, a seiva que tem a
Cor reconhecidamente como a da esperança
Alegram a existência de forma sutil
Obra da graça e com graça salpicam
Nosso torrão, hoje observo o abrir
De uma margarida, singela nas suas
Pétalas brancas seriadas numa referência
A paz que deve permanecer em nós...
O amarelo representando uma grande
Esfera, uma mandala emanando energia
O pequeno talo verde sustenta, direciona
O garbo e ao mesmo tempo a simplicidade
Leva-lhe o alimento, a seiva que tem a
Cor reconhecidamente como a da esperança
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Preciso
Preciso ir, sair e procurar...
Encontrar o tempo que deixei passar...
Preciso gritar, fazer resoar o que
Preso na garganta está a muitos anos
Quero encontrar justiça, igualdade, paz
Preciso ir para encontrar o que quero ter
Quero ver se ouvidos estão abertos para
Escutar e ter atitude forte para ofertar
Encontrar o tempo que deixei passar...
Preciso gritar, fazer resoar o que
Preso na garganta está a muitos anos
Quero encontrar justiça, igualdade, paz
Preciso ir para encontrar o que quero ter
Quero ver se ouvidos estão abertos para
Escutar e ter atitude forte para ofertar
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Caminhando
Dessa vez com lenço e com...
Todos os documentos, pedimos
A dignidade abafada por questões
Distantes de nós, diante do que é...
Viver, queremos mais, hoje não dá
Para ignorar os feitos e desfeitos...
Queremos encontrar o orgulho de ser...
Sermos enobrecidos pelo conhecimento,
Para cada vez discernir e separar joio e trigo
Queremos voar ao sabor da liberdade, colher...
O fruto de nosso chão, luzir entre os seres
De igual para igual, preservar nossos deveres
Na visão de direitos garantidos pela mão...
De todos, temos o trigo, a água e o sal
Estamos prontos para executar o pão
Dividi-lo proporcionalmente entre irmãos
Gritamos e nos posicionamos em nome...
Do crédito, da grande fé na esperança
Verde como sempre, reforçada pelo...
Amarelo do sol, batendo no azul do mar
Todos os documentos, pedimos
A dignidade abafada por questões
Distantes de nós, diante do que é...
Viver, queremos mais, hoje não dá
Para ignorar os feitos e desfeitos...
Queremos encontrar o orgulho de ser...
Sermos enobrecidos pelo conhecimento,
Para cada vez discernir e separar joio e trigo
Queremos voar ao sabor da liberdade, colher...
O fruto de nosso chão, luzir entre os seres
De igual para igual, preservar nossos deveres
Na visão de direitos garantidos pela mão...
De todos, temos o trigo, a água e o sal
Estamos prontos para executar o pão
Dividi-lo proporcionalmente entre irmãos
Gritamos e nos posicionamos em nome...
Do crédito, da grande fé na esperança
Verde como sempre, reforçada pelo...
Amarelo do sol, batendo no azul do mar
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Novos Tempos
Novos tempos de vozes, de nós...
Que gritam em uníssono por questões
Que soam dos cantos vividos de...
Dívidas que se paga de tudo e que...
Retorno não temos, são mãos que
Trabalham, mas pratos vazios...
São pedidos que brotam insistentes
Respostas não chegam... um dia...
A luz se faz e vozes clamam, ordenam
Ecoa pelas ruas, consciências despertam
Na procura de um novo amanhecer,busca...
De um manto que cubra nossos rogos
Que nos seja dado o que necessitamos
Para que o vigor resplandeça em nosso
Solo rico nas profundezas e exuberante
Na beleza, na generosidade e irmandade
Que sejamos iluminados pelo sol, que...
O céu estrelado nos forneça o caminho
Que gritam em uníssono por questões
Que soam dos cantos vividos de...
Dívidas que se paga de tudo e que...
Retorno não temos, são mãos que
Trabalham, mas pratos vazios...
São pedidos que brotam insistentes
Respostas não chegam... um dia...
A luz se faz e vozes clamam, ordenam
Ecoa pelas ruas, consciências despertam
Na procura de um novo amanhecer,busca...
De um manto que cubra nossos rogos
Que nos seja dado o que necessitamos
Para que o vigor resplandeça em nosso
Solo rico nas profundezas e exuberante
Na beleza, na generosidade e irmandade
Que sejamos iluminados pelo sol, que...
O céu estrelado nos forneça o caminho
sábado, 22 de junho de 2013
Mirante
Na terra pés que batem querendo...
Colher sonhos que foram derrubados
Pela ganância de alguns que com o
Poder de mudar preferiram desfrutar
Enganar e se promover através da...
Miséria de muitos, da ignorância de milhares
Pão e circo nem sempre são bons parceiros
Onde estudo? Onde me curo? Onde vou?
Como vou ? igual a gado tangido pelos pontos
Quanto ganho? migalhas dentro da riqueza do...
Meu chão gigante pela natureza, o que como?
O que divido com família numerosa e o que......
A realidade me deixa amialhar, sou pobre!
Entretanto a minha volta tenho as exuberâncias
De um solo onde o que se planta tudo dá...
Cadê o meu quinhão? Quem levou meu queijo?
Quem me engana? Acordei pedindo tudo!
Não é miragem, posso pedir, gritar com...
Outros gritos, me dê dignidade, me dê passagem..
Abram alas nas avenidas, estou soltando minha voz....
De primeira na reivindicação para ser cidadão.
Colher sonhos que foram derrubados
Pela ganância de alguns que com o
Poder de mudar preferiram desfrutar
Enganar e se promover através da...
Miséria de muitos, da ignorância de milhares
Pão e circo nem sempre são bons parceiros
Onde estudo? Onde me curo? Onde vou?
Como vou ? igual a gado tangido pelos pontos
Quanto ganho? migalhas dentro da riqueza do...
Meu chão gigante pela natureza, o que como?
O que divido com família numerosa e o que......
A realidade me deixa amialhar, sou pobre!
Entretanto a minha volta tenho as exuberâncias
De um solo onde o que se planta tudo dá...
Cadê o meu quinhão? Quem levou meu queijo?
Quem me engana? Acordei pedindo tudo!
Não é miragem, posso pedir, gritar com...
Outros gritos, me dê dignidade, me dê passagem..
Abram alas nas avenidas, estou soltando minha voz....
De primeira na reivindicação para ser cidadão.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Uma rosa
Uma rosa que surge no canto do jardim
Processo de florescer, tempo pra crescer
Tempo do tempo que tem pra contar...
Uma rosa significa ternura que a natureza
Borda nos jardins da vida que ornada...
Pela suavidade, pelo frescor das pétalas
Aveludadas de aroma leve mais significativo
Surge num canto dos cantos de mundo...
Bendita seja, pelo surgimento, pela presença
Que revela serenidade, energia para a vida
Para o tempo de surgir, pela perenidade...
Pela reverência que nos faz, pela sensibilização
Pelo brilho do nosso olhar diante de sua realeza
Processo de florescer, tempo pra crescer
Tempo do tempo que tem pra contar...
Uma rosa significa ternura que a natureza
Borda nos jardins da vida que ornada...
Pela suavidade, pelo frescor das pétalas
Aveludadas de aroma leve mais significativo
Surge num canto dos cantos de mundo...
Bendita seja, pelo surgimento, pela presença
Que revela serenidade, energia para a vida
Para o tempo de surgir, pela perenidade...
Pela reverência que nos faz, pela sensibilização
Pelo brilho do nosso olhar diante de sua realeza
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Festança
Dia de sanfoneiro tocar animado
Santo Antônio há de abençoar
Arrasta os pés nos terreiros...
Fé espalhada em todos os cantos
Brancos, negros, mulatos, toda gente
Diversidade pra todos os lados...
Irmanados no rogo, na comunhão
Nos benditos pedidos ao casamenteiro
Que do céu nos proteja, nos dê a graça
Da união, da paz e da prosperidade
Santo Antônio há de abençoar
Arrasta os pés nos terreiros...
Fé espalhada em todos os cantos
Brancos, negros, mulatos, toda gente
Diversidade pra todos os lados...
Irmanados no rogo, na comunhão
Nos benditos pedidos ao casamenteiro
Que do céu nos proteja, nos dê a graça
Da união, da paz e da prosperidade
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Colar de Cristal
No colo da moça reluz
Contém histórias, brilho
Que o tempo conta...
As contas que orlam
Tilintar do amor e desejos
Contidos no reflexo do outro
Do alguém, do depósito de...
Afetos, sorrisos, vontades...
Cristal em colar, contas de sonhos
No brilho, no espelho, no anseio
Colar que cola e brilha em nós dois...
Contém histórias, brilho
Que o tempo conta...
As contas que orlam
Tilintar do amor e desejos
Contidos no reflexo do outro
Do alguém, do depósito de...
Afetos, sorrisos, vontades...
Cristal em colar, contas de sonhos
No brilho, no espelho, no anseio
Colar que cola e brilha em nós dois...
domingo, 2 de junho de 2013
Perambulando
Toque ,retoque, estufa
De rosas, violetas e jasmim
Perilampo, vaga, vagalume
No pisca pisca, no contorno
Atalho de estrada, penas, piados
Aves que passam mensageiras...
Revoadas, renomadas figuras...
Simples ambulantes vagueiam
Bailam no solo, palco itinerante
Perambulamos no espaço de tempo
Compasso de gente, passo no passo
Andanças aos quatro cantos, essêmcia...
Busco o frescor do ar, o cheiro de terra
De rosas, violetas e jasmim
Perilampo, vaga, vagalume
No pisca pisca, no contorno
Atalho de estrada, penas, piados
Aves que passam mensageiras...
Revoadas, renomadas figuras...
Simples ambulantes vagueiam
Bailam no solo, palco itinerante
Perambulamos no espaço de tempo
Compasso de gente, passo no passo
Andanças aos quatro cantos, essêmcia...
Busco o frescor do ar, o cheiro de terra
Retalhos
Pela vida várias costuras coloridas
Panos que passam, linhas presentes...
Alinhavos do tempo das primaveras corridas
Carretéis de paixões, emoções, comoções
Dedilhar de cordas suaves na música mansa
Matizes, vertigens, chita que transpassa o corte
Cetim alinhavado e talhado do corpo que molda
Modelo de mundo, estampas temperadas, tingidas
Pela criação de mãos ágeis a bordar estilos, pistilos
Flores em rama nos panos detalhados de vida...
Sentimento, sinto os sintomas das estamparias
Cenas de ceia, fofura da terra, algodão no tear
Batique que surge na batucada de sons estridentes
Valentes, seguros,vibrantes, estampando nós...
Panos que passam, linhas presentes...
Alinhavos do tempo das primaveras corridas
Carretéis de paixões, emoções, comoções
Dedilhar de cordas suaves na música mansa
Matizes, vertigens, chita que transpassa o corte
Cetim alinhavado e talhado do corpo que molda
Modelo de mundo, estampas temperadas, tingidas
Pela criação de mãos ágeis a bordar estilos, pistilos
Flores em rama nos panos detalhados de vida...
Sentimento, sinto os sintomas das estamparias
Cenas de ceia, fofura da terra, algodão no tear
Batique que surge na batucada de sons estridentes
Valentes, seguros,vibrantes, estampando nós...
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Marrom Igual Chocolate: Cheiro de terra
Marrom Igual Chocolate: Cheiro de terra: Bate chuva na fofa terra Manhã de aromas no... Quintal da gente, de vozes Trazidas do além mar Gente da gente, de dor Trabalhada, em ca...
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Musa
Estrelinha que surgiu no céu
De minha vida, bem-vinda
Gostada demais da conta
Morenice, beleza de olhos
Negros,matreitos, amendoados...
Canela e cravo dão a cor
Do gingado, da carioquice
Engenho Novo, Ô morena!
Apareceu a flor que se abriu...
Para os passares na Tijuca
Do rio que em janeiro vem
Primeiro que fevereiro...
Para arrumar a festa que...
Fez saudação ao seu nascer
Jogou lantejoulas, confetes
Serpentinas do alto para ,,,
Abençoar o despertar da
Criatura mais bela que me
apareceu, surgindo das
entranhas do meu corpo
Ornando meu viver de...
Aventuras, batalhas mil
Que siga feliz, com paz...
Na vida, bendito fruto meu.
De minha vida, bem-vinda
Gostada demais da conta
Morenice, beleza de olhos
Negros,matreitos, amendoados...
Canela e cravo dão a cor
Do gingado, da carioquice
Engenho Novo, Ô morena!
Apareceu a flor que se abriu...
Para os passares na Tijuca
Do rio que em janeiro vem
Primeiro que fevereiro...
Para arrumar a festa que...
Fez saudação ao seu nascer
Jogou lantejoulas, confetes
Serpentinas do alto para ,,,
Abençoar o despertar da
Criatura mais bela que me
apareceu, surgindo das
entranhas do meu corpo
Ornando meu viver de...
Aventuras, batalhas mil
Que siga feliz, com paz...
Na vida, bendito fruto meu.
Som
A voz que vibra ao falar, olá
Do choro da criança irritada
Do balanço do mar sem fim
Vento que passa, trilha nos ares
Que passa levanta o leve papel
Batuque que sai de mãos...
Africanas, de tranças, kalimbas
Do som. do bater, do congado
Pés que vão no som das falas...
Que falamos pelos cantos do mundo
Nossas tristezas,confortos, alegrias
Sonorização musical de todos por...
Gostares de tinir nos ares dos seres
Somos múltiplos gostando,escolhendo
Sons que embalam corpos e alimentam
Almas serenas, aflitas que se encontram
Em sons de vida, da arte, da comunhão
Do choro da criança irritada
Do balanço do mar sem fim
Vento que passa, trilha nos ares
Que passa levanta o leve papel
Batuque que sai de mãos...
Africanas, de tranças, kalimbas
Do som. do bater, do congado
Pés que vão no som das falas...
Que falamos pelos cantos do mundo
Nossas tristezas,confortos, alegrias
Sonorização musical de todos por...
Gostares de tinir nos ares dos seres
Somos múltiplos gostando,escolhendo
Sons que embalam corpos e alimentam
Almas serenas, aflitas que se encontram
Em sons de vida, da arte, da comunhão
Composição
Cabana de taipa, armação de bambu,
Telhado de palha, no quintal aipim...
Na panela o quiabo, pimenta de cheiro
O azeite-de-dendê lança aroma no ar
O sol começa a se mostrar iluminando
A terra que frutos apresenta ao dia
Brinda com a seiva da vida, céu que
Reverencia o movimento da gente
Lá vamos embalados pelo roçar
Na campina, passa a mula tangida
Pelas mãos calejadas do negro Tião
Que tem a mansidão dos homens de bem
E o sorriso que acaricia qualquer olhar
No cesto tem alecrim,guiné, arruda
Mangericão, dedo de moça que apimenta
Alimentação, melão caetano pra chá tomar
Rosa branca,jasmim pra banho limpar...
Benjoim, lavanda faz bem,sim senhor!
Essencias da terra pra alma e corpo
Compor energias na vivência, nas trocas
Contendo e compondo na poesia ...
Que forma estilo no mosaico de nós
Telhado de palha, no quintal aipim...
Na panela o quiabo, pimenta de cheiro
O azeite-de-dendê lança aroma no ar
O sol começa a se mostrar iluminando
A terra que frutos apresenta ao dia
Brinda com a seiva da vida, céu que
Reverencia o movimento da gente
Lá vamos embalados pelo roçar
Na campina, passa a mula tangida
Pelas mãos calejadas do negro Tião
Que tem a mansidão dos homens de bem
E o sorriso que acaricia qualquer olhar
No cesto tem alecrim,guiné, arruda
Mangericão, dedo de moça que apimenta
Alimentação, melão caetano pra chá tomar
Rosa branca,jasmim pra banho limpar...
Benjoim, lavanda faz bem,sim senhor!
Essencias da terra pra alma e corpo
Compor energias na vivência, nas trocas
Contendo e compondo na poesia ...
Que forma estilo no mosaico de nós
domingo, 26 de maio de 2013
Pela janela
Passa o cotidiano, todos passam...
A carroça carregada de garrafas
O menino com o uniforme escolar
Transporte repleto de gente...
O sol ainda tímido não sorriu
Vejo o rio que passa estreito
Sujeito dos desatinos dos homens
Que no seu leito sujeiras depositam
Da janela...Ah! da janela... cenas...
Do carinho dos namorados, afetos
Desaforo dos atrevidos, da doçura
Dos que trazem o bem no coração
Surgem as cravas dos maldosos
A leveza dos humildes, e aparece
Uma bandeira tremulando longe, mas..
Onde se pode ler a palavra Esperança
A carroça carregada de garrafas
O menino com o uniforme escolar
Transporte repleto de gente...
O sol ainda tímido não sorriu
Vejo o rio que passa estreito
Sujeito dos desatinos dos homens
Que no seu leito sujeiras depositam
Da janela...Ah! da janela... cenas...
Do carinho dos namorados, afetos
Desaforo dos atrevidos, da doçura
Dos que trazem o bem no coração
Surgem as cravas dos maldosos
A leveza dos humildes, e aparece
Uma bandeira tremulando longe, mas..
Onde se pode ler a palavra Esperança
Viagem
Pelo meu céu sempre azul
Surge campos acolhedores
Palmeiras, Amendoeiras...
Azulão pula de galho em galho
Amarelo das flores ajudam o sol
Verdes folhas dançam ao vento
Brancas nuvens vagueiam no ar
Cocadas no tabuleiro, carvão no ponto
Para queimar amendoim, compra seu moço!
Tem também mariola, rolinho de cana...
Tapioca, carambola, sapoti, jaboticaba
Água na boca, desejo que brota...
Que reconhece quem por aqui passou
Lembranças da terra, da renda, rendeiras
Da rede que balança pra chegar o sono
Saudade...que só a gente sabe o sentido...
Que se arrasta no peito sem compaixão
Toca cantiga para a alegria voltar, tirar..
Do meu peito a vontade de estar, de...
Correr pela estrada, rever, reter, renascer...
Surge campos acolhedores
Palmeiras, Amendoeiras...
Azulão pula de galho em galho
Amarelo das flores ajudam o sol
Verdes folhas dançam ao vento
Brancas nuvens vagueiam no ar
Cocadas no tabuleiro, carvão no ponto
Para queimar amendoim, compra seu moço!
Tem também mariola, rolinho de cana...
Tapioca, carambola, sapoti, jaboticaba
Água na boca, desejo que brota...
Que reconhece quem por aqui passou
Lembranças da terra, da renda, rendeiras
Da rede que balança pra chegar o sono
Saudade...que só a gente sabe o sentido...
Que se arrasta no peito sem compaixão
Toca cantiga para a alegria voltar, tirar..
Do meu peito a vontade de estar, de...
Correr pela estrada, rever, reter, renascer...
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Quadro
Tem coisas bonitas nas favelas
Embora não more em uma delas
Sinto gente da gente que vida
Vivida contente maneira de ser
Percorre becos, vielas, percurso
De convivência de contrastes...
Que recorta a cidade de purburinho
Recanto de chão, quase não há mais
Barracão de zinco, mas quem sabe...
De papelão, sintoma do tempo
Que faz girar a gente na fragilidade
Que somos de conter o que não...
Se quer, mas se habitua com a rua
Favelas...recheadas de destinos que
Temperados pelo desalento,desamparo
Surgem inesperados, dando molduras
Inusitadas,mas burbulhantes de seres
Afazeres, moldes, moldados adversos...
Embora não more em uma delas
Sinto gente da gente que vida
Vivida contente maneira de ser
Percorre becos, vielas, percurso
De convivência de contrastes...
Que recorta a cidade de purburinho
Recanto de chão, quase não há mais
Barracão de zinco, mas quem sabe...
De papelão, sintoma do tempo
Que faz girar a gente na fragilidade
Que somos de conter o que não...
Se quer, mas se habitua com a rua
Favelas...recheadas de destinos que
Temperados pelo desalento,desamparo
Surgem inesperados, dando molduras
Inusitadas,mas burbulhantes de seres
Afazeres, moldes, moldados adversos...
Tamborinando
Mãos que tocam e retocam
No suave toque de trocas
Bate na mesa tocadas...
Carinho na tábua roliça
Toque que toca os dedos
Das mãos no rosto de alguém.
Chão da parreira, dedilhando
Como cachos figuras, pessoas
Que tamborilam no toque da vida
Sonhos, paixões, aventuras...
No dançar do tambor, nas fases
De nossa existência serena, intensa
Sob o sol, na terra, na sofisticada
Tamborinada que só o luar produz
O encanto quando desce para nós
Faz pensar o encontro entre nós
No suave toque de trocas
Bate na mesa tocadas...
Carinho na tábua roliça
Toque que toca os dedos
Das mãos no rosto de alguém.
Chão da parreira, dedilhando
Como cachos figuras, pessoas
Que tamborilam no toque da vida
Sonhos, paixões, aventuras...
No dançar do tambor, nas fases
De nossa existência serena, intensa
Sob o sol, na terra, na sofisticada
Tamborinada que só o luar produz
O encanto quando desce para nós
Faz pensar o encontro entre nós
Cheiro de terra
Bate chuva na fofa terra
Manhã de aromas no...
Quintal da gente, de vozes
Trazidas do além mar
Gente da gente, de dor
Trabalhada, em cabo
De enxada, trabalho...
De dia... a noite estrelada
Não anuncia a chuva que
Há de chegar, mãos africanas
Do mundo fabrica a doçura
Do grande canavial, deixa em
Terras distantes seus mimos e...
Apegos, trazendo encantos,
Plantas e quebrantos,capoeira
Bendito manto, ginga de roda
Pra lá e pra cá, cheiro de terra...
Chuva que cai e vai semeando
sementes,calor de vida, florescer...
Manhã de aromas no...
Quintal da gente, de vozes
Trazidas do além mar
Gente da gente, de dor
Trabalhada, em cabo
De enxada, trabalho...
De dia... a noite estrelada
Não anuncia a chuva que
Há de chegar, mãos africanas
Do mundo fabrica a doçura
Do grande canavial, deixa em
Terras distantes seus mimos e...
Apegos, trazendo encantos,
Plantas e quebrantos,capoeira
Bendito manto, ginga de roda
Pra lá e pra cá, cheiro de terra...
Chuva que cai e vai semeando
sementes,calor de vida, florescer...
Coloridos
Olhar na ramagem que desce
Pelos cantos do mundo sem fim
Viagen, amigos, trocas,encontros
De vidas , dos brotos, das manhãs
Que florescem em vastos jardins
Viver meu que no teu converte
Nos humus do viver que se nutre
De paisagens que sorriem. mas...
Que transportam também risos
Em dor, que doem em mim...
Nas intolerâncias vida afora
Do afago não recebido de ti...
Agora caminhos que se cruzam
Se encontram nos desencontros
Dos imensos labirintos da vida
Colorindo passagens e seiva de nós
Pelos cantos do mundo sem fim
Viagen, amigos, trocas,encontros
De vidas , dos brotos, das manhãs
Que florescem em vastos jardins
Viver meu que no teu converte
Nos humus do viver que se nutre
De paisagens que sorriem. mas...
Que transportam também risos
Em dor, que doem em mim...
Nas intolerâncias vida afora
Do afago não recebido de ti...
Agora caminhos que se cruzam
Se encontram nos desencontros
Dos imensos labirintos da vida
Colorindo passagens e seiva de nós
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Plantar
Plantar pé no chão
De gente, semente
Do arado...colheita
Na serra sabiá a cantar
Da cachoeira o brilho
Da água nascente...
Bem do homem, pepita
Que salta da rocha
Pedra que inverniza chão
Do amor, de fadas...
Das madrastas da vida
Tenho meu torrão...
De mel, pastéis e paçoca
Dos genipapos, dos gemidos
Feridas abertas na palma da mão
Plantas,pitangas, amoras catadas
Planta do pé socando o chão
Escolas olha samba atiçando
Pandeiro, agogô e reco-reco
Terreiro armado batuque, olá
Samba que samba bambas
Do asfalto, planta raizes, olé, olá...
De gente, semente
Do arado...colheita
Na serra sabiá a cantar
Da cachoeira o brilho
Da água nascente...
Bem do homem, pepita
Que salta da rocha
Pedra que inverniza chão
Do amor, de fadas...
Das madrastas da vida
Tenho meu torrão...
De mel, pastéis e paçoca
Dos genipapos, dos gemidos
Feridas abertas na palma da mão
Plantas,pitangas, amoras catadas
Planta do pé socando o chão
Escolas olha samba atiçando
Pandeiro, agogô e reco-reco
Terreiro armado batuque, olá
Samba que samba bambas
Do asfalto, planta raizes, olé, olá...
Moreniando
Menina, morena faceira
Morenice que floresceu
Bendito fruto surgido...
No ninho acolhido com mimos
Amor e esperança no crescer
Constante entre aparos, destaque
Almejar de bens, de luz no caminho
Segue faceira, menina morena
Cativando caminhos futuros...
Caminhar forte seguindo traçados
Que estrelas brilhem ao passar
Que o sol pisque por onde ficar
E...que o luar se curve ao seu olhar
Avante menina, vai em frente...
A terra te abraça com carinho e paixão
Morenice que floresceu
Bendito fruto surgido...
No ninho acolhido com mimos
Amor e esperança no crescer
Constante entre aparos, destaque
Almejar de bens, de luz no caminho
Segue faceira, menina morena
Cativando caminhos futuros...
Caminhar forte seguindo traçados
Que estrelas brilhem ao passar
Que o sol pisque por onde ficar
E...que o luar se curve ao seu olhar
Avante menina, vai em frente...
A terra te abraça com carinho e paixão
Marejando
Mar afora destino meu
Mar adentro em encontro
De costa a costa frutos...
Verdes, maduros de sina
Destino de quase todos
Ver o mar espumando
Vida que vida dá a todos
Que vão apreciar seu embalo
Nas balanças do meu viver
Canto, coro, cantigas marejadas
Repletas de amor, pingadas...
De seres do admirar natureza
Que nos chega, abençoa, remete
Energias de mãos, leveza constante
De ventos que sopram cortando o mal
Mensageiro do bem na terra dos homens
Mar adentro em encontro
De costa a costa frutos...
Verdes, maduros de sina
Destino de quase todos
Ver o mar espumando
Vida que vida dá a todos
Que vão apreciar seu embalo
Nas balanças do meu viver
Canto, coro, cantigas marejadas
Repletas de amor, pingadas...
De seres do admirar natureza
Que nos chega, abençoa, remete
Energias de mãos, leveza constante
De ventos que sopram cortando o mal
Mensageiro do bem na terra dos homens
terça-feira, 21 de maio de 2013
Salteado
Sutil, vento celebra semeadura
De tudo que transportou para
A terra ramada de sentimentos
Que brotam dos seres, dos homens
Providos de fé e dos desprovidos de
Esperança que verdeja em interiores
Corações mais escondidos cobertos
Pelo véu do rancor, outros abertos
Para a vizinhança, para o convite
De um conviver harmônico, protegido
Pelas mãos que agasalham, que acariciam
Na sombra e na claridade da vida, acolhem
Refletem a bondade, fruto bendito colhido
Por alguns muito bem aventurados na Terra.
De tudo que transportou para
A terra ramada de sentimentos
Que brotam dos seres, dos homens
Providos de fé e dos desprovidos de
Esperança que verdeja em interiores
Corações mais escondidos cobertos
Pelo véu do rancor, outros abertos
Para a vizinhança, para o convite
De um conviver harmônico, protegido
Pelas mãos que agasalham, que acariciam
Na sombra e na claridade da vida, acolhem
Refletem a bondade, fruto bendito colhido
Por alguns muito bem aventurados na Terra.
Bateia
Bate, a bateia na beira do rio
Bate com força negro...bate!
Faz salpicar desse leito o ouro
Cobiçado dos que ferem, correm
Atrás de riquezas que entre os homens
Fazem a cabeça para o poder alcançar
Bate, negro pra se sustentar que só
Trabalho voce tem a ganhar, suor e vida
Percorrem o rio espelhando sua silueta
Magra, castigada pelas primaveras...
Que surgem no rodar da terra...bate!
Dorme, levanta, outro dia já vem
Pepita,bebida, sonho a sonhar...
Escravo do rio, do senhor, braços sem
Paradas nem partidos sob sol, chuva...
Ventos que sopram outros dizeres
Venta em minha bateia o ouro do leito
da seiva que produz cascalhos almejados
Joque na trilha vida digna, mapeada de
misericórdia, humildade, fé e amor
Bate com força negro...bate!
Faz salpicar desse leito o ouro
Cobiçado dos que ferem, correm
Atrás de riquezas que entre os homens
Fazem a cabeça para o poder alcançar
Bate, negro pra se sustentar que só
Trabalho voce tem a ganhar, suor e vida
Percorrem o rio espelhando sua silueta
Magra, castigada pelas primaveras...
Que surgem no rodar da terra...bate!
Dorme, levanta, outro dia já vem
Pepita,bebida, sonho a sonhar...
Escravo do rio, do senhor, braços sem
Paradas nem partidos sob sol, chuva...
Ventos que sopram outros dizeres
Venta em minha bateia o ouro do leito
da seiva que produz cascalhos almejados
Joque na trilha vida digna, mapeada de
misericórdia, humildade, fé e amor
Dizendo
Dizendo de tudo e de nós
Que se emroscam no infinito
Tenho crença no que sai de mim
Do peito arcado pelo lidar do viver
Dos céus sinos batem, aleluia...
Pelo ficar resistente dos homens
Na terra com ilusões, com hábitos
De guerra e paz entre irmãos
Do preto ou do branco, amar,,,
Não importa o colorido do ser
Fazer bem carreia forças de tudo
Que dos céus sopra para produzir
Energias de orações de onde surgir
Para depositar entre nós os aromas
Da pureza das rosas, dos risos...
Das crianças que correm nos campos
Primaveris, bentos pelo pisar infantil
Que cantam aos homens passos do bem
Sejamos amigos fraternos...caminhando
Para uma celebração iluminada pelo sol
Fortificada em prol da esperança
Que se emroscam no infinito
Tenho crença no que sai de mim
Do peito arcado pelo lidar do viver
Dos céus sinos batem, aleluia...
Pelo ficar resistente dos homens
Na terra com ilusões, com hábitos
De guerra e paz entre irmãos
Do preto ou do branco, amar,,,
Não importa o colorido do ser
Fazer bem carreia forças de tudo
Que dos céus sopra para produzir
Energias de orações de onde surgir
Para depositar entre nós os aromas
Da pureza das rosas, dos risos...
Das crianças que correm nos campos
Primaveris, bentos pelo pisar infantil
Que cantam aos homens passos do bem
Sejamos amigos fraternos...caminhando
Para uma celebração iluminada pelo sol
Fortificada em prol da esperança
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Morenidade
Morena, mestiça,mulata
Sabor tropical, cor de canela
Casca marrom, torrada do sol
Morenice do cabelo cacheado
Sorriso aberto, lábios pintados
Jogo de cintura, dança cadenciada
Cheiro de jasmim, pitanga e alecrim
Morena, morenice, mestiçagem...
Por onde passa faz a lua cintilar
Das belezas que há na terra...
Vem a meiguice da mistura...
Morena, mestiça, mulata
Cravo...Canteiros...Flores....
Sabor tropical, cor de canela
Casca marrom, torrada do sol
Morenice do cabelo cacheado
Sorriso aberto, lábios pintados
Jogo de cintura, dança cadenciada
Cheiro de jasmim, pitanga e alecrim
Morena, morenice, mestiçagem...
Por onde passa faz a lua cintilar
Das belezas que há na terra...
Vem a meiguice da mistura...
Morena, mestiça, mulata
Cravo...Canteiros...Flores....
Gosto
Gosto de goiaba na boca
Gosto do peixe frito na...
Tigela, sal, salpique, sabor
Gosto do sol, da lua,da seresta
De voce do bem, bom viver
Gosto do aroma de rosas
Vermelhas fincadas no jarro
De cristal que reluz, raridade
Bela figura gentil entre cortinas
Que se sacodem ao vento suave
Taças de vinho que se tangem...
Brindando a beleza da vida...
Do encontro... da celebração
Dos sonhos, da imaginação
Da força do nosso gigantismo
Na graça do querer bem.
Gosto do peixe frito na...
Tigela, sal, salpique, sabor
Gosto do sol, da lua,da seresta
De voce do bem, bom viver
Gosto do aroma de rosas
Vermelhas fincadas no jarro
De cristal que reluz, raridade
Bela figura gentil entre cortinas
Que se sacodem ao vento suave
Taças de vinho que se tangem...
Brindando a beleza da vida...
Do encontro... da celebração
Dos sonhos, da imaginação
Da força do nosso gigantismo
Na graça do querer bem.
Andança
O mar é lindo, azul sereno
Outras vezes revolto, briga
Com a terra, chora e lança,
Tormentas, caravelas, calmarias
Céu estrelado, noite de luar
Canto das cirandas que fazem
Os pés descalços baterem...
No chão socado de barro
Vermelho, seco seleto, sutil
Lá longe samba de roda bate
Batuque que é bom requebrar
Traz dos cantos do mundo...
Vozes para entoar contas
De contos do mundo, som
Que aumenta, que arrasta
pés, sandálias, chinelos...
Bocas que murmuram,...
Que sopram,gritam em
Uníssono: - Liberdade!
Para crer, fazer valer
A paz para colorir...
As pessoas com o dom
De ser feliz...FELIZ!
Outras vezes revolto, briga
Com a terra, chora e lança,
Tormentas, caravelas, calmarias
Céu estrelado, noite de luar
Canto das cirandas que fazem
Os pés descalços baterem...
No chão socado de barro
Vermelho, seco seleto, sutil
Lá longe samba de roda bate
Batuque que é bom requebrar
Traz dos cantos do mundo...
Vozes para entoar contas
De contos do mundo, som
Que aumenta, que arrasta
pés, sandálias, chinelos...
Bocas que murmuram,...
Que sopram,gritam em
Uníssono: - Liberdade!
Para crer, fazer valer
A paz para colorir...
As pessoas com o dom
De ser feliz...FELIZ!
domingo, 19 de maio de 2013
Quadros
Quadros da vida de alguém
Remarca e desenha vivências
Do pintor que se desvela...
Nos traços, pedaços, sutilezas
Pincéis, carretéis, linha de vida
Canteiros, costumes retratados
Que vida, que quadros pintam
Ornamentos, guirlandas de nós
Dança no contraponto de cores
Matiz intensa de retratos da gente
Nos quadros da rua, do vilarejo
Da fortuna de viver nos perfis...
Do caminhar, no lucro do conhecer
Na riqueza do apostar nos quadrados
Da troca, dos cubos e das arestas
Que fornecem angulos para o encontrar
Nos quadros da vida horizonte...
Desenhos da diversidade, quadros...
Pintando as diferenças, provocando
Cenas de promoção da igualdade
Remarca e desenha vivências
Do pintor que se desvela...
Nos traços, pedaços, sutilezas
Pincéis, carretéis, linha de vida
Canteiros, costumes retratados
Que vida, que quadros pintam
Ornamentos, guirlandas de nós
Dança no contraponto de cores
Matiz intensa de retratos da gente
Nos quadros da rua, do vilarejo
Da fortuna de viver nos perfis...
Do caminhar, no lucro do conhecer
Na riqueza do apostar nos quadrados
Da troca, dos cubos e das arestas
Que fornecem angulos para o encontrar
Nos quadros da vida horizonte...
Desenhos da diversidade, quadros...
Pintando as diferenças, provocando
Cenas de promoção da igualdade
Passatempo
Passatempo de vento que vem
Passa o passado de gente
Que se despiu de si, de nós
De outros que o tempo levou
Passa mágoa que dói na gente
De tempo que sentimento ...
Não fez lembrar de mim
Pobre de ti falso brilhante
Que sorateiro leva aos prantos
Vesgo da vida não viu que tempo
Vem e vai e te leva pra trás
Do tempo que passou, de verões
Que a passagem nos posta...
Do tempo de primavera renovado
Pelas flores que o tempo faz abrir
Que se jogam no meu caminho
Do tempo que tenho, do tempo...
Que me traz alegrias de outros ventos
Que sopram em mim passando...
O tempo, passa, atrevido, revolto
Passatempo, mas não remove a fé.
Passa o passado de gente
Que se despiu de si, de nós
De outros que o tempo levou
Passa mágoa que dói na gente
De tempo que sentimento ...
Não fez lembrar de mim
Pobre de ti falso brilhante
Que sorateiro leva aos prantos
Vesgo da vida não viu que tempo
Vem e vai e te leva pra trás
Do tempo que passou, de verões
Que a passagem nos posta...
Do tempo de primavera renovado
Pelas flores que o tempo faz abrir
Que se jogam no meu caminho
Do tempo que tenho, do tempo...
Que me traz alegrias de outros ventos
Que sopram em mim passando...
O tempo, passa, atrevido, revolto
Passatempo, mas não remove a fé.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Norteado
Norte que marca caminho
Que sinaliza noção de nós
Faz meu andar tranquilo
Abre no mar águas mansas
Dê frutos fartos ao pescador
Pescadas de perolas diferentes
Na cor, na forma, na distinção
Valores de todas riquezas puras
Sai do mar salta na terra valor
Qual a mais rara? Qual mais seduz?
Feitiche! Abre-se a concha branca
Alvura de brancura, mas do interior
Salta a Pérola Negra, sim senhor!
Que sinaliza noção de nós
Faz meu andar tranquilo
Abre no mar águas mansas
Dê frutos fartos ao pescador
Pescadas de perolas diferentes
Na cor, na forma, na distinção
Valores de todas riquezas puras
Sai do mar salta na terra valor
Qual a mais rara? Qual mais seduz?
Feitiche! Abre-se a concha branca
Alvura de brancura, mas do interior
Salta a Pérola Negra, sim senhor!
Cantos
Pelo canto da terra, canto
Pela primavera que brota flores, cantos
Cantigas que embala pelos cantos
Canto mensagens con sabor de vida
Canto de fé pelos cantos da casa
Que benze a todos ao sabor das manhãs
Canto, cantigas que tremulam ao vento
Anuncio da tarde que se entrega ao chão
Canto do mar ao som macio das areias
Cantigas das montanhas acolhendo o verde
Canto dos pássaros colorindo o azul do céu
Crianças em rodas em umas cantigas doces
Canto da lavoura sob o batuque da enxada
Corpo negro suado no canto da labuta
Cantigas da Guiné traz tambor batida forte
Que cruza cantos da terra em alvoradas
Cantando pelos cantos histórias de gente
Cantos,entoadas de vozes, diferentes cantigas...
Pela primavera que brota flores, cantos
Cantigas que embala pelos cantos
Canto mensagens con sabor de vida
Canto de fé pelos cantos da casa
Que benze a todos ao sabor das manhãs
Canto, cantigas que tremulam ao vento
Anuncio da tarde que se entrega ao chão
Canto do mar ao som macio das areias
Cantigas das montanhas acolhendo o verde
Canto dos pássaros colorindo o azul do céu
Crianças em rodas em umas cantigas doces
Canto da lavoura sob o batuque da enxada
Corpo negro suado no canto da labuta
Cantigas da Guiné traz tambor batida forte
Que cruza cantos da terra em alvoradas
Cantando pelos cantos histórias de gente
Cantos,entoadas de vozes, diferentes cantigas...
sábado, 11 de maio de 2013
Atos
Treze de maio pensado
Como data redentora
Dos negros desse canto
De mundo... as correntes
Se abriram deixando
Mãos (des) atadas, mas...
Pra onde vou, seu moço?
Que abrigo posso ter...
Quero ser reconhecido
Ser cidadão pra valer
Quero cartilha, comida
Teto e profissão, ser chamado
Na verdade, de um grande
Ilustre, respeitado e digno cidadão!
Como data redentora
Dos negros desse canto
De mundo... as correntes
Se abriram deixando
Mãos (des) atadas, mas...
Pra onde vou, seu moço?
Que abrigo posso ter...
Quero ser reconhecido
Ser cidadão pra valer
Quero cartilha, comida
Teto e profissão, ser chamado
Na verdade, de um grande
Ilustre, respeitado e digno cidadão!
Caminhos
Pés sofridos de andar ..
Pernas cansadas de vagar
Vou caminhando, buscando
O tempo de promesa
De um mundo melhor
Sem preconceito pra muita
Gente diferente de nascença
Essas desigualdades não deve
Pesar na balança, entretanto
A desconfiança salta de todos
Os lados, contudo não faz ...
Sentiso discriminar o cidadão
Manter ódio pela cor da pele
Condição ou religião é desconhecer
O que nos foi passado, de que na
Terra somos na verdade todos irmãos.
Pernas cansadas de vagar
Vou caminhando, buscando
O tempo de promesa
De um mundo melhor
Sem preconceito pra muita
Gente diferente de nascença
Essas desigualdades não deve
Pesar na balança, entretanto
A desconfiança salta de todos
Os lados, contudo não faz ...
Sentiso discriminar o cidadão
Manter ódio pela cor da pele
Condição ou religião é desconhecer
O que nos foi passado, de que na
Terra somos na verdade todos irmãos.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Temperos
No sabor do tempero tem...
Feitiço que a negra troxe de Angola
Cheiro que dança ao fundo da tigela
Toma todo ar cativando quem perto está
Colher de pau rebola nas mãos e dissolve
O sal que dá o gosto a farinha do pirão
Abana o carvão, brasa para não queimar
A moqueca de peixe, cheiro que lembra
O mar que bate para lá e vem também aqui
Para lembrar que embala riquezas para agradar
Rede de pescar, mil sonhos a construir...
Temperos do chão salpicado de aromas
De frutos maduros do sapoti sobre a mesa
Moringa que mata a sede, divinos tachos
Comportados de sabor do tempero
Do jeito maneiro com que a negra
Mexe, remexe, tratando com carinho a panela.
Feitiço que a negra troxe de Angola
Cheiro que dança ao fundo da tigela
Toma todo ar cativando quem perto está
Colher de pau rebola nas mãos e dissolve
O sal que dá o gosto a farinha do pirão
Abana o carvão, brasa para não queimar
A moqueca de peixe, cheiro que lembra
O mar que bate para lá e vem também aqui
Para lembrar que embala riquezas para agradar
Rede de pescar, mil sonhos a construir...
Temperos do chão salpicado de aromas
De frutos maduros do sapoti sobre a mesa
Moringa que mata a sede, divinos tachos
Comportados de sabor do tempero
Do jeito maneiro com que a negra
Mexe, remexe, tratando com carinho a panela.
Persistência
Vamos negro velho
Ânimo na vida...
De longa caminhada
Passa com as tristezas
Resiste, cabe a persistência
Amores aparecem, as vezes.
Traiçoeiros, outros acolhedores
Perceba novos tempos...
Gerência de grande convivência
Muitos valorizam sua tenacidade
Fazeres na Terra tantos...abençoados
Rica cultura que transborda
E renasce nos filhos teus...
Repassados para toda gente
Vamos negro velho
Ainda há histórias... para contar!
Ânimo na vida...
De longa caminhada
Passa com as tristezas
Resiste, cabe a persistência
Amores aparecem, as vezes.
Traiçoeiros, outros acolhedores
Perceba novos tempos...
Gerência de grande convivência
Muitos valorizam sua tenacidade
Fazeres na Terra tantos...abençoados
Rica cultura que transborda
E renasce nos filhos teus...
Repassados para toda gente
Vamos negro velho
Ainda há histórias... para contar!
domingo, 5 de maio de 2013
Toca o sino
Que não é pequenino
Talvez, nem o de Belém
Mas o que bate para a vida
Que badala sentimentos
Que anuncia afeição e carinho
Que repica, se dobra em badalações
Quando sente que surge o doce Amor.
Toca Sino agora com expressão
Pela nobreza, altivez, magnitude...
Dos que amam e se deixam amar.
Talvez, nem o de Belém
Mas o que bate para a vida
Que badala sentimentos
Que anuncia afeição e carinho
Que repica, se dobra em badalações
Quando sente que surge o doce Amor.
Toca Sino agora com expressão
Pela nobreza, altivez, magnitude...
Dos que amam e se deixam amar.
Gira o sol
Por entre nuvens vagueadas
Gira o sol...Gira a Terra...
Sombras de corpos que trabalham
Na terra arando os vergões, as trilhas
Que recebem as sementes que se abrirão
Com as primaveras do tempo...estiagem
De tudo e de mim que me enxergo no viés
Nos adornos de minha alma cristalizada
num passado que se foi mas continua...
Nas bordas distorcidas ou retas da vida
As nuvens repassam no céu, os homens na terra
Brotam os alimentos no ciclo da vida, de nós
Mãos de longas correntes, texto de liberdade
De quem? De onde vem? Benção, ainda não...
Não antevejo total redenção, ficam averiguações
De quem sou, porque estou e o que me move
Traçado de linhas que não cruzam nas origens
Que não revelam a minha grandeza, a natureza
Da minha tradição, minha negritude se mescla
Em outros tons e se perpetua em tantos padrões
Passam as nuvens, brotam da terra alimentos
Gira o sol.. .Gira a Terra...
Floreio quando passo minhas sementes ...
Que virtuosas, diferentes, sem igual, pois são gente.
Gira o sol...Gira a Terra...
Sombras de corpos que trabalham
Na terra arando os vergões, as trilhas
Que recebem as sementes que se abrirão
Com as primaveras do tempo...estiagem
De tudo e de mim que me enxergo no viés
Nos adornos de minha alma cristalizada
num passado que se foi mas continua...
Nas bordas distorcidas ou retas da vida
As nuvens repassam no céu, os homens na terra
Brotam os alimentos no ciclo da vida, de nós
Mãos de longas correntes, texto de liberdade
De quem? De onde vem? Benção, ainda não...
Não antevejo total redenção, ficam averiguações
De quem sou, porque estou e o que me move
Traçado de linhas que não cruzam nas origens
Que não revelam a minha grandeza, a natureza
Da minha tradição, minha negritude se mescla
Em outros tons e se perpetua em tantos padrões
Passam as nuvens, brotam da terra alimentos
Gira o sol.. .Gira a Terra...
Floreio quando passo minhas sementes ...
Que virtuosas, diferentes, sem igual, pois são gente.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Nhá Chica
Da Terra para o Céu
Da reza para a cura
Do castigo o perdão,
Para o sofrimento oração
Alma Bendita, Fé no Amor
Transborda sua Benção
Dai-nos sua proteção
Jogue sua mão sobre nós
Ajudai-nos a seguir
Abençoados pela...
Sua Caridade.
Assim Seja!
Da reza para a cura
Do castigo o perdão,
Para o sofrimento oração
Alma Bendita, Fé no Amor
Transborda sua Benção
Dai-nos sua proteção
Jogue sua mão sobre nós
Ajudai-nos a seguir
Abençoados pela...
Sua Caridade.
Assim Seja!
Contos
Contos de figuras heroicas
Que suaram trabalho na terra
Contos,congadas, cantigas
Das profundezas dos mares
Ressurgindo na beleza do céu azul
Contos de linhas pouco traçadas
Escondendo entrelaços e traços
De um viver de quase nada pela
Ambição desmedida dos senhores
Contos de contas interrompidas
Pelas amarguras vividas em troca
De pão, de trapos para o corpo cobrir
Conto de contos de quase nada
Que o contar põe na vitrine meu viver
Conto de conta dourada, mas descascada
Conta num conto que a conta prateada
Sustentou por longos anos minha...
Esperança nos sonhos de contar a vida.
Que suaram trabalho na terra
Contos,congadas, cantigas
Das profundezas dos mares
Ressurgindo na beleza do céu azul
Contos de linhas pouco traçadas
Escondendo entrelaços e traços
De um viver de quase nada pela
Ambição desmedida dos senhores
Contos de contas interrompidas
Pelas amarguras vividas em troca
De pão, de trapos para o corpo cobrir
Conto de contos de quase nada
Que o contar põe na vitrine meu viver
Conto de conta dourada, mas descascada
Conta num conto que a conta prateada
Sustentou por longos anos minha...
Esperança nos sonhos de contar a vida.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Brasilidade
Sambalanço...gingado da gente
Cativos, cantantes, roda de salão
Batucada que sacode o quadril
Morenidade, cafuzo, caboclo
Negro de virtudes no passo da dança...
Olha esse coqueiro que água doce tem
Nutre e adoça a boca de quem vem
Faz brotar a saudade em quem vai...
Nosso rítmo é molente, sincopado
Mexe com o povo, êta, passinho danado !
Vai sinhá dona, mostra ao forasteiro...
O dom de bater as sandálias no som
Brasileiro...ganzá, atabaque, agogô
Veja que grandeza de mãe terra
Generosa, frutos em todas as pontas
Aguardando, aguardente das fazendas
Tem para tudo apreciar até quindim de iaiá!
Ciranda e roda, viola a tocar toadas
De sul ao norte brasis de encantos sutis
De encontros e desencontros, bate coração...
De toda gente na romaria caminhada, devoção
Construção na fé, na esperança e na paixão.
Cativos, cantantes, roda de salão
Batucada que sacode o quadril
Morenidade, cafuzo, caboclo
Negro de virtudes no passo da dança...
Olha esse coqueiro que água doce tem
Nutre e adoça a boca de quem vem
Faz brotar a saudade em quem vai...
Nosso rítmo é molente, sincopado
Mexe com o povo, êta, passinho danado !
Vai sinhá dona, mostra ao forasteiro...
O dom de bater as sandálias no som
Brasileiro...ganzá, atabaque, agogô
Veja que grandeza de mãe terra
Generosa, frutos em todas as pontas
Aguardando, aguardente das fazendas
Tem para tudo apreciar até quindim de iaiá!
Ciranda e roda, viola a tocar toadas
De sul ao norte brasis de encantos sutis
De encontros e desencontros, bate coração...
De toda gente na romaria caminhada, devoção
Construção na fé, na esperança e na paixão.
Bendito
Bento, Bendito, Benito
Benção, Bemquisto, Bem...vindo!
No orar da esperança
Com bentos caminhos afora
Bem aventurados sonhos
Benito, bendito entre os Homens
Bem me quer, bem te queremos
Bento rebento...belo surgiu...
Benito...Bento...Bendito entre nós.
Benção, Bemquisto, Bem...vindo!
No orar da esperança
Com bentos caminhos afora
Bem aventurados sonhos
Benito, bendito entre os Homens
Bem me quer, bem te queremos
Bento rebento...belo surgiu...
Benito...Bento...Bendito entre nós.
Eu queria ser...
Um grão de areia
Um botão de rosa
Uma bela estrela
Uma música suave
Um sol radiante
Uma nuvem passageira...
Para como areia me firmar
Como botão de rosa desabrochar
para o mundo em linda flor
Como estrela apontar diferentes caminhos
Como música suave encantar recantos
Como sol radiante iluminar os Homens
Como nuvem passageira renovar....
Em toda gente novos e belos sonhos.
Um botão de rosa
Uma bela estrela
Uma música suave
Um sol radiante
Uma nuvem passageira...
Para como areia me firmar
Como botão de rosa desabrochar
para o mundo em linda flor
Como estrela apontar diferentes caminhos
Como música suave encantar recantos
Como sol radiante iluminar os Homens
Como nuvem passageira renovar....
Em toda gente novos e belos sonhos.
Estampas
Do mar avisto grandes paisagens
As ondas remontam passados e trazem...
Presentes...me vejo na calmaria e tremo
Nos embates das águas nos rochedos
Ao tocar a areia as águas recortam
Figuras que estampam o cortejo de perfis
Que emolduram o mundo que embala ondas
Gente na terra lavada pelo mar que difere
Que traz a magia do mergulho nas diferenças
Que bordam os seres fazendo-os distintos
Mar que se espelha, que abraça a Terra...
Que se funde nos diferentes matizes do azul
Percorrendo a mãe Terra, produzindo frutos
Acalentando sonhos que voam como as gaivotas
Mar que vem, ondas que vai, algas deixa ficar...
Brilho do sol, respingos, reflexos...até o infinito.
As ondas remontam passados e trazem...
Presentes...me vejo na calmaria e tremo
Nos embates das águas nos rochedos
Ao tocar a areia as águas recortam
Figuras que estampam o cortejo de perfis
Que emolduram o mundo que embala ondas
Gente na terra lavada pelo mar que difere
Que traz a magia do mergulho nas diferenças
Que bordam os seres fazendo-os distintos
Mar que se espelha, que abraça a Terra...
Que se funde nos diferentes matizes do azul
Percorrendo a mãe Terra, produzindo frutos
Acalentando sonhos que voam como as gaivotas
Mar que vem, ondas que vai, algas deixa ficar...
Brilho do sol, respingos, reflexos...até o infinito.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Terceiros
Terceiros no Mundo...
Mundo de Terceiros
Terço de Contas...Preciosas!
Riquezas de grandezas, valorosas
Exploradas, sacadas...
Pelos primeiros...Pioneiros
Ficamos...Terceiros no Mundo.
Mundo de Terceiros
Terço de Contas...Preciosas!
Riquezas de grandezas, valorosas
Exploradas, sacadas...
Pelos primeiros...Pioneiros
Ficamos...Terceiros no Mundo.
Moleque
Moleque faceiro, da hora, da estrada...
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Moleque
Moleque faceiro, da hora, da estrada...
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!
Falando de Mundo
Do peito desnudo da mãe de leite
Jorra amor por todos os alimentados
Do banco de madeira da fazenda
A visão de um mundo distorcido
Pelos homens, pelo ontem, pela vida
Pelas frestas entra a luz que se pode ver
Mundo distorcido girando como pião
Barbante que faz a ponta riscar o chão
Riscado brocado pelas diferenças
Feita pelos homens, pelo mundo, pela mão
Peito que jorra o leite branco como a neve
Que mesmo na sombra oferece vida, alimenta
Acolhe, acaricia, os embalados na casa grande
Sem distinção ama de leite faz seu trabalho
Gira pião, vagueia pelo solo, faz seus riscados
Afina a ponta, entrelace os riscados ...
Deixe seus volteios para a história contar.
Jorra amor por todos os alimentados
Do banco de madeira da fazenda
A visão de um mundo distorcido
Pelos homens, pelo ontem, pela vida
Pelas frestas entra a luz que se pode ver
Mundo distorcido girando como pião
Barbante que faz a ponta riscar o chão
Riscado brocado pelas diferenças
Feita pelos homens, pelo mundo, pela mão
Peito que jorra o leite branco como a neve
Que mesmo na sombra oferece vida, alimenta
Acolhe, acaricia, os embalados na casa grande
Sem distinção ama de leite faz seu trabalho
Gira pião, vagueia pelo solo, faz seus riscados
Afina a ponta, entrelace os riscados ...
Deixe seus volteios para a história contar.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Igual a Chocolate
Que cor que te batiza você tem?
Igual a Chocolate, que mistura
Tem no tempero, no manejo
No sabor... Tem açúcar e não
Muito doce, temperado com amor
Bota dose de ternura, meiguice e
Salpica compreensão, passe com
Muito jeitinho beijinhos na mistura
Que deve ser acariciada antes de
Formar o contorno do doce bem
Requintado, granulados, amendoins
canelas e cravos dão mil sabores
Ao Bendito - Igual a chocolate.
Igual a Chocolate, que mistura
Tem no tempero, no manejo
No sabor... Tem açúcar e não
Muito doce, temperado com amor
Bota dose de ternura, meiguice e
Salpica compreensão, passe com
Muito jeitinho beijinhos na mistura
Que deve ser acariciada antes de
Formar o contorno do doce bem
Requintado, granulados, amendoins
canelas e cravos dão mil sabores
Ao Bendito - Igual a chocolate.
Tempo lembranças
Saudades de tempos vividos
Tempo não só vai, tempo não vem
Não repete o vivido, lembranças trazem
Quintais, amarelinhas, carambolas no pé
Menino, corre pra escola pra virar gente
decente como seu pai, estudar e ir...
Para frente...jogo de bola, de queimada...
Moleque! acorda e sai buscando o que fazer
Bola de gude, pião, pipa com rabiola
Cantigas de roda, ciranda, cirandá...
Capelinha de melão, passa boi e passa...
Boiada para o trabalho, seu moço...
Olha o leiteiro que chega...veja o trem
Na estação da saudade, muita coisa
Tem mais não, saudade bate e recorda
O perfume do jasmineiro, o canteiro
Recheado de cravos, dálias e camélias
Menina bonita sorrindo com laços amarelos
Nos cabelos cacheados, saias rodadas e
Anáguas engomadas, tudo bem comportado
A caminho da igreja pois domingo dia santo
Rezar aumenta a fé de um povo que tempo
passa, tempo vem, tempo chegando...
Sempre pede justiça, trabalho, esperança.
Tempo não só vai, tempo não vem
Não repete o vivido, lembranças trazem
Quintais, amarelinhas, carambolas no pé
Menino, corre pra escola pra virar gente
decente como seu pai, estudar e ir...
Para frente...jogo de bola, de queimada...
Moleque! acorda e sai buscando o que fazer
Bola de gude, pião, pipa com rabiola
Cantigas de roda, ciranda, cirandá...
Capelinha de melão, passa boi e passa...
Boiada para o trabalho, seu moço...
Olha o leiteiro que chega...veja o trem
Na estação da saudade, muita coisa
Tem mais não, saudade bate e recorda
O perfume do jasmineiro, o canteiro
Recheado de cravos, dálias e camélias
Menina bonita sorrindo com laços amarelos
Nos cabelos cacheados, saias rodadas e
Anáguas engomadas, tudo bem comportado
A caminho da igreja pois domingo dia santo
Rezar aumenta a fé de um povo que tempo
passa, tempo vem, tempo chegando...
Sempre pede justiça, trabalho, esperança.
domingo, 21 de abril de 2013
Capoeira
Moço joga esse corpo
No jogo bem articulado
Na vida jogo também tem
E esse jogo é arriscado
Ganha quem tem gingado
Malícia, quebrados e fé
Para ser abençoado
Tem que ter coração
Aberto na conquista
Do que há de maneiro
Traz o dito da jogada
Para o meio do terreiro
Moço joga esse corpo
Sua dança é resistência
De um povo que faz esforço
Para não entristecer na fadiga
E nem perder a cadencia
Moço, joga esse corpo
Que história vai contar
Como isso veio de longe
Atravessando gente e o mar...
No jogo bem articulado
Na vida jogo também tem
E esse jogo é arriscado
Ganha quem tem gingado
Malícia, quebrados e fé
Para ser abençoado
Tem que ter coração
Aberto na conquista
Do que há de maneiro
Traz o dito da jogada
Para o meio do terreiro
Moço joga esse corpo
Sua dança é resistência
De um povo que faz esforço
Para não entristecer na fadiga
E nem perder a cadencia
Moço, joga esse corpo
Que história vai contar
Como isso veio de longe
Atravessando gente e o mar...
Vindo de Angola
De Angola para cá...
Muitos sofrimentos vivi
Muito estampado no chão
Sombras de amarguras
Em rostos desconfiados
Sentimentos vão e voltam
Com força no peito calado
Que acontece no mundo
O que vai acontecer?
Me pergunto, mas não te vejo...
Quem vai me responder...
De Angola para cá vi
Muita força e muita lida
Solidão comigo mora
Muita vida contida...
Vi pés rodopiando ...
Lembrando canção que há
Luanda toda encantada
Com luzes que reluzem
No mar da imaginação...
Muitos sofrimentos vivi
Muito estampado no chão
Sombras de amarguras
Em rostos desconfiados
Sentimentos vão e voltam
Com força no peito calado
Que acontece no mundo
O que vai acontecer?
Me pergunto, mas não te vejo...
Quem vai me responder...
De Angola para cá vi
Muita força e muita lida
Solidão comigo mora
Muita vida contida...
Vi pés rodopiando ...
Lembrando canção que há
Luanda toda encantada
Com luzes que reluzem
No mar da imaginação...
sábado, 20 de abril de 2013
Sonata de Nós
Varal de flores
Que coloridas
São sacodidas
Ao vento que...
Corre lento...
Ao som de...
Música suave
Que faz lembrar
Muito de nós
Nos muitos nós
Da vida, do encontro
Desencontro de gente
Melodia compassada
Faz voltar passos...
No varal flores..
Pétalas que formam
Harmonia de tons
No toque do agora
Vamos a todo vapor
Esfumaçar o tempo
E ver de novo
O sol surgir
Oferecendo sonata....
Para tocar em Nós
Que coloridas
São sacodidas
Ao vento que...
Corre lento...
Ao som de...
Música suave
Que faz lembrar
Muito de nós
Nos muitos nós
Da vida, do encontro
Desencontro de gente
Melodia compassada
Faz voltar passos...
No varal flores..
Pétalas que formam
Harmonia de tons
No toque do agora
Vamos a todo vapor
Esfumaçar o tempo
E ver de novo
O sol surgir
Oferecendo sonata....
Para tocar em Nós
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Sentimento
Preto Velho no Cerrado
Batendo as ervas colhidas
Cura que cura as mazelas
Da menina que chora
Pelo amor que se foi...
O peito está apertado
Por alguém bem querido
Preto Velho reza forte
Para a tristeza acabar
Batendo as ervas colhidas
Para acalmar o coração
Trazer um novo afeto
Para a vida da menina.
Batendo as ervas colhidas
Cura que cura as mazelas
Da menina que chora
Pelo amor que se foi...
O peito está apertado
Por alguém bem querido
Preto Velho reza forte
Para a tristeza acabar
Batendo as ervas colhidas
Para acalmar o coração
Trazer um novo afeto
Para a vida da menina.
Raridade
Tantas pérolas
Pelo Mundo
De todas as cores
Será que há?
Pesquisa não faltará...
Entretanto se sabe
De saltiado
Que do valor
Da Pérola Negra
Nenhuma delas
Há de chegar!
Pelo Mundo
De todas as cores
Será que há?
Pesquisa não faltará...
Entretanto se sabe
De saltiado
Que do valor
Da Pérola Negra
Nenhuma delas
Há de chegar!
Mares
Mar bravio que traz
Mar calmo que leva
Toda mandinga da Terra
Mares da costa que vem...
Marés do sul submissas
Transportam sem destino
Quem não quer ser exilado
No mar fortes correntes
Fazem o som no navio estalar
Trazendo sinais de incertezas
Mar que guarda sentimentos
Ondas que abortam desencontros
Mar de baús de riquezas
Encontra meu bem querer
Nas batidas das águas
Seca meu lamento sem fim
Mar de todos os santos
Mantos de espumas tão belas
Marca bem devagar no rochedo
Todo amor que sinto por ela.
Mar calmo que leva
Toda mandinga da Terra
Mares da costa que vem...
Marés do sul submissas
Transportam sem destino
Quem não quer ser exilado
No mar fortes correntes
Fazem o som no navio estalar
Trazendo sinais de incertezas
Mar que guarda sentimentos
Ondas que abortam desencontros
Mar de baús de riquezas
Encontra meu bem querer
Nas batidas das águas
Seca meu lamento sem fim
Mar de todos os santos
Mantos de espumas tão belas
Marca bem devagar no rochedo
Todo amor que sinto por ela.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Prendas
Bem precioso que orna a terra
Rendas e prendas para enfeitar
O coração que palpita...
Procurando as riquezas que há
No novelo de afetos despertos
Nas prendas que teu ser
Guarda para mim...
Prendas revestidas de carinho
Prendas de carinho sem fim
Prendas recheadas de paixão
Prendas tocadas pela emoção
Todas essas prendas
Certamente vão prender ...
Meu coração!
Rendas e prendas para enfeitar
O coração que palpita...
Procurando as riquezas que há
No novelo de afetos despertos
Nas prendas que teu ser
Guarda para mim...
Prendas revestidas de carinho
Prendas de carinho sem fim
Prendas recheadas de paixão
Prendas tocadas pela emoção
Todas essas prendas
Certamente vão prender ...
Meu coração!
Cafuné
Negra deita a cabeça agora
No colo de madrinha, dindinha
Solta a fita vermelha...
Do cabelo encaracolado
Receba com agrado
O cafuné entre os fios emaranhados
É carinho passageiro, ligeiro
Mas que deixa muito dengoso
Quem esse mimo recebe
Vem de madrinha rezadeira
Que cabelo vai pentear
Cafuné é jeito doce
Maneira de aproximar
Entrelaça fio com fio...
Madrinha canta pra São Benedito
Suplicando paz e amor
Na trança do fio que trança
Reza também ao Salvador.
No colo de madrinha, dindinha
Solta a fita vermelha...
Do cabelo encaracolado
Receba com agrado
O cafuné entre os fios emaranhados
É carinho passageiro, ligeiro
Mas que deixa muito dengoso
Quem esse mimo recebe
Vem de madrinha rezadeira
Que cabelo vai pentear
Cafuné é jeito doce
Maneira de aproximar
Entrelaça fio com fio...
Madrinha canta pra São Benedito
Suplicando paz e amor
Na trança do fio que trança
Reza também ao Salvador.
Na mata
O corpo negro suado
Trabalha a terra
Na mata cerrada
Moriga no chão
Pão na sacola...
Foi assim por muito tempo
Tempo de vida que deixa
Estrada, relíquias, herança
Herança de gente que marca
Costumes, tradições fazeres
Capoeira joga o corpo
Congada vai passar
Vem os moleques correndo
Nem é preciso anunciar
Que a batucada vai chegar
Herança pra todo lado
Deixou muito na mata
Semeou sobre a terra
Traços, marcas de primeira
Tempos de vida que vida deu
Trabalho na terra, na mata
grãos que brotam sementes
Para os benditos frutos
Que semeiam a terra.
Trabalha a terra
Na mata cerrada
Moriga no chão
Pão na sacola...
Foi assim por muito tempo
Tempo de vida que deixa
Estrada, relíquias, herança
Herança de gente que marca
Costumes, tradições fazeres
Capoeira joga o corpo
Congada vai passar
Vem os moleques correndo
Nem é preciso anunciar
Que a batucada vai chegar
Herança pra todo lado
Deixou muito na mata
Semeou sobre a terra
Traços, marcas de primeira
Tempos de vida que vida deu
Trabalho na terra, na mata
grãos que brotam sementes
Para os benditos frutos
Que semeiam a terra.
Vira Mundo
Vira mundo, mundo vira
Em busca de bem-querer
Se não é no mundo
Então onde vai ser?
Passa o tempo desvairado
A procura de um bem
O coração bate sempre
Como relógio que gira horas
Bem que te quero, vem !
Braços abertos no aguardo
Do bem querer que vem
Chega calado no tempo do vento
Soprando para todos os lados
E parar bem localizado...
No mundo que vira em mim
Ficando no vira mundo em nós.
Em busca de bem-querer
Se não é no mundo
Então onde vai ser?
Passa o tempo desvairado
A procura de um bem
O coração bate sempre
Como relógio que gira horas
Bem que te quero, vem !
Braços abertos no aguardo
Do bem querer que vem
Chega calado no tempo do vento
Soprando para todos os lados
E parar bem localizado...
No mundo que vira em mim
Ficando no vira mundo em nós.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Painéis
Cores do infinito
Nuances de variadas
Nuvens no céu...
Moldando mil figuras
indecifláveis..., riscadas
Se compõem para mim?
Ou no tempo mágico
desenhado no céu
Faz de conta que,,,
Os traços do doce
traçado trazem aspectos
De gente, presente
Do céu, do Criador
Nuvens evaporam apressadas
Como torrão de açucar cristalizado
Para estacionar no infinito decorado
A benção de paz, união, pingos de sol
Brancos, negros, mestiços, amarelos
Corre o vento, conta o tempo
Abram o coração.... derrete sentimentos
Mosaico de cores, muita gente...
Nuvem vai passando... chuvisco se aproximando
Postando para os homens no lume das estrelas
A irradiação da alegria na Terra,
Nuvens se dissolvem no cèu...
Nuances de variadas
Nuvens no céu...
Moldando mil figuras
indecifláveis..., riscadas
Se compõem para mim?
Ou no tempo mágico
desenhado no céu
Faz de conta que,,,
Os traços do doce
traçado trazem aspectos
De gente, presente
Do céu, do Criador
Nuvens evaporam apressadas
Como torrão de açucar cristalizado
Para estacionar no infinito decorado
A benção de paz, união, pingos de sol
Brancos, negros, mestiços, amarelos
Corre o vento, conta o tempo
Abram o coração.... derrete sentimentos
Mosaico de cores, muita gente...
Nuvem vai passando... chuvisco se aproximando
Postando para os homens no lume das estrelas
A irradiação da alegria na Terra,
Nuvens se dissolvem no cèu...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Tilinta vintém
Passa toda gente...
Rumo ao povoado
Lá tem mercadorias para todo lado
Tem fita para os cabelos enfeitar
Tem aromas de manga, jaca
Abacaxi, maracujá, goiaba e cajá
Tem pano da costa, tem palha verdadeira
Quanto é? Quanto é? Grite lá pra comprar
Chame o moleque vendendo verduras
Que faz o tilintar dos vinténs
Passa o tabuleiro repleto de doces
Tachos de temperos feitiços do cozinhar
Rodopia pião... Moleque, sacode as moedas
Deixe ecoar o vai vem, tim....tem, não tem...
Sacode a sacola, faz bem ritmado
Cadenciado o tilintar do vintém...
Tim tem..tem! Tilinta Vintém!
Rumo ao povoado
Lá tem mercadorias para todo lado
Tem fita para os cabelos enfeitar
Tem aromas de manga, jaca
Abacaxi, maracujá, goiaba e cajá
Tem pano da costa, tem palha verdadeira
Quanto é? Quanto é? Grite lá pra comprar
Chame o moleque vendendo verduras
Que faz o tilintar dos vinténs
Passa o tabuleiro repleto de doces
Tachos de temperos feitiços do cozinhar
Rodopia pião... Moleque, sacode as moedas
Deixe ecoar o vai vem, tim....tem, não tem...
Sacode a sacola, faz bem ritmado
Cadenciado o tilintar do vintém...
Tim tem..tem! Tilinta Vintém!
Anoitecendo
O sol já se esconde
Prepara o lampião
Noite surge...grilos
Cantam nas matas
Barulho doce da cachoeira
Cheiro bom de erva ciderira
Faz o chá mãe preta
Bota a broa de fubá
Para esquentar no fogareiro
Vamos saborear....
Roda de jongo no terreiro
Palmas para festejar
Agradecer aos nossos santos
Mais um dia de trabalho
Benção dindinha lua
Criador! lance seus braços
Para nos proteger amanhã.
Prepara o lampião
Noite surge...grilos
Cantam nas matas
Barulho doce da cachoeira
Cheiro bom de erva ciderira
Faz o chá mãe preta
Bota a broa de fubá
Para esquentar no fogareiro
Vamos saborear....
Roda de jongo no terreiro
Palmas para festejar
Agradecer aos nossos santos
Mais um dia de trabalho
Benção dindinha lua
Criador! lance seus braços
Para nos proteger amanhã.
sábado, 6 de abril de 2013
Anseios
De tudo em minha volta
Roda um mundo novo
Mil rostos que passam
Gente contente, gente,,,
De todos os perfis
Matiz de pensamentos
Preconceitos que correm
Estagnados pelo ranço
Rancores de alma
Interiores não espelhados
Pela bela forma humana
Do outro ser outro,,,diferenças
Diferente de tudo, quase tudo
Mas igual na explosão do ato
De viver, de sentir, de tocar
Semelhados na maravilha de amar
De viver, reviver olhares em leituras
Mergulhar na desigualdade...
Trazer a tona o reflexo da esperança
União, entrelaço, fios tecendo mãos.
Roda um mundo novo
Mil rostos que passam
Gente contente, gente,,,
De todos os perfis
Matiz de pensamentos
Preconceitos que correm
Estagnados pelo ranço
Rancores de alma
Interiores não espelhados
Pela bela forma humana
Do outro ser outro,,,diferenças
Diferente de tudo, quase tudo
Mas igual na explosão do ato
De viver, de sentir, de tocar
Semelhados na maravilha de amar
De viver, reviver olhares em leituras
Mergulhar na desigualdade...
Trazer a tona o reflexo da esperança
União, entrelaço, fios tecendo mãos.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Folhas ao Vento
Hoje o vento ventou norte
Derrubou toda a ramagem
Folhas do ser e do querer
Folhas de mim, das cercanias
Vento sopro de mudanças...
Sempre vai haver esperança
Vento para sacudir, acordar
Desejos, anseios,emoção
Vento que corre lá fora
Afugenta todas as tristezas
Traga o som da música
Espalhe alegria...
Depois de mansinho se vai
Abre caminho para as estrelas
Elas reluzem no céu
Para que os homens
Se encontrem na Terra
quinta-feira, 28 de março de 2013
Canto
Canto africano
Som de atabaques
Acompanhados por diversas vozes..
Ecoa nos trilhos continentais
Música dolente, dengosa, malemolente...
Encanta pelos lamentos e dizem algo para a gente
Ganham o ar no rítmo de palmas mapeadas
Canto de longe, do canto do mundo...
Chega até nós misturado, encorpado, sacudido
Tange nossos horizontes e oferecem raios
Sinaleiros para que o canto percorra
Diferentes caminhos que despertem a comunhão
Canto que encanta o mundo...
Quebre barreiras... vibre alto e propague
Que somos todos irmãos
Somos nutridos pela mesma mãe Terra
Quitandas
Bate tambor, moedas para comprar
Mariolas, carvão para cozinhar
Abanador de palha para o fogo pegar
Feijão ainda no molho. arroz na caçarola
Verdura picadinha, na tigela o fubá
Passa o vendedor com o tabuleiro de banana
Passa, passa vendedor.. sua cantiga é muito boa
Lá vem carro de boi, os moleques se alegram
Vem carregado de cana doce que nem mel
Açucar bem recebido para os doces fabricar
Benzedeira colhe mato para a prece afugentar
Tudo o que de ruim pode chegar...
Povoado canta e dança, festança pelos engenhos
Feitor chegou agora e pensa que pode cobrar
Afetos, carinhos, afagos que surgem devagarinho
Êta! essa cobrança não vinga é moeda do coração
Não distingue raça, cor, religião...
Tá no interior da gente não dá pra calar não...
Afetos, carinhos, afagos...
Não se vende em quitanda, no balcão
Vem de dentro do moço e da moça
Sem nenhuma previa preparação
Afetos, carinhos, afagos...
Chega de mansinho na gente.
Sem cerimônia, não pede licença,. não!
quarta-feira, 27 de março de 2013
Dor no Peito
Som do apito, navio no mar
Velhas roupas sobre o baú
Pouco ou nada na mão
Sentimentos variados percorrem meu ser
Ser de quem? Vou laçado, lançado
Pelo mundo de Deus
Indo para longe, distante de tudo
Antes de tudo finco aqui meu coração
Largo meu destino ao sabor das águas..
Que se arrastam pelos continentes
Revoltas,calmas, verdes, azuis
Parecem me falar, mas...
Quebram nos rochedos
Como o estalar dos chicotes
Em corpos, na alma, nas entranhas...
Olhos percorrem a imensidão...
No vôo da gaivota a ilusão
No peito salta a dor do que ficou
Mãe Terra, mantos, identidades
Daqui pra diante é só recordar
O bem que se tinha nem dá pra contar
Dói o corpo, aperta o peito..
Noite que chega, procuro rumo
Construo outra identidade em mim
segunda-feira, 25 de março de 2013
Folguedos
Festa na vila, povoado todo vem
Batida de pé no chão, vem...
Tem gente pra todo lado
palmas na calçada, a dança rola maneira
Papa de milho, pinga de fazenda para
O licor de genipapo, tem o cesto de.
cocada bem doce, ô, menina!
Tacho de mel, moenda torcendo cana,
Melado... doçuras do bem querer...
Bandeiras sacodem ao sabor do vento
Tudo muito bem arrumado, dá gosto ver
Ginga daqui, joga de lá...
Moleques se divertem com o pião
Quebra, requebrado a vida tem tempo!
Menino vendendo catavento
Vintém pouco que não compra...
O que se quer, mas alegria é de graça
Dança, dança, ri para o mundo
Que a tristeza passa, passa!
Batida de pé no chão, vem...
Tem gente pra todo lado
palmas na calçada, a dança rola maneira
Papa de milho, pinga de fazenda para
O licor de genipapo, tem o cesto de.
cocada bem doce, ô, menina!
Tacho de mel, moenda torcendo cana,
Melado... doçuras do bem querer...
Bandeiras sacodem ao sabor do vento
Tudo muito bem arrumado, dá gosto ver
Ginga daqui, joga de lá...
Moleques se divertem com o pião
Quebra, requebrado a vida tem tempo!
Menino vendendo catavento
Vintém pouco que não compra...
O que se quer, mas alegria é de graça
Dança, dança, ri para o mundo
Que a tristeza passa, passa!
Cantigas e histórias
Canto com sotaques de outras terras
Venho de campos livres para as correntes
Que cerceiam os passos e vigiam ações
Vida, sobrevida clama olhares
Roga benção, bendita acolhida
Manto do céu clareia coração
Bateia corre o rio buscando riquezas
Nascente vertente de novos embriões
De mata, cascata, sabiás nos galhos
Canta, canta lembra meu torrão
Provocado, amarrado na minha história
Banzo rastreando, soltando o que ficou
Canto, cânticos, cantigas saem do meu anterior
Pés no chão, vou no rítmo do batuque
Meu corpo sacode ao sabor do tempo,,,
Histórias... cantigas... toque do tambor
Sigo a história, vivendo estou!
Venho de campos livres para as correntes
Que cerceiam os passos e vigiam ações
Vida, sobrevida clama olhares
Roga benção, bendita acolhida
Manto do céu clareia coração
Bateia corre o rio buscando riquezas
Nascente vertente de novos embriões
De mata, cascata, sabiás nos galhos
Canta, canta lembra meu torrão
Provocado, amarrado na minha história
Banzo rastreando, soltando o que ficou
Canto, cânticos, cantigas saem do meu anterior
Pés no chão, vou no rítmo do batuque
Meu corpo sacode ao sabor do tempo,,,
Histórias... cantigas... toque do tambor
Sigo a história, vivendo estou!
domingo, 24 de março de 2013
Convergências
Saia para festejar de pano todo estampado
As rodas que o mundo move
As mudanças que o mundo faz
Roda que o tempo guarda lembranças
histórias ele leva e traz...
Conta que o moleque ouviu cantigas da Guiné
Conta que sabe falar dialeto africano
Bate palmas ritmadas saudando a capoeira
Tilintando no arame o tempo que se tem
Raízes para todo lado,,,
Suportes de um passado
Passa tempo! Tempo passa!
Histórias que o tempo tem...
Contação que o tempo traz...
As rodas que o mundo move
As mudanças que o mundo faz
Roda que o tempo guarda lembranças
histórias ele leva e traz...
Conta que o moleque ouviu cantigas da Guiné
Conta que sabe falar dialeto africano
Bate palmas ritmadas saudando a capoeira
Tilintando no arame o tempo que se tem
Raízes para todo lado,,,
Suportes de um passado
Passa tempo! Tempo passa!
Histórias que o tempo tem...
Contação que o tempo traz...
Cheiro de chão
Chuva bate no quintal
Lomge toda lavoura se alegra
Param as enxadas...
Tempo pra passar café
Prosear em volta da mesa
Bolinho sovado de fubá
Da pinguela a tina aproveita o gotejar
A lenha está no ponto
Batata doce e milho vai assar
Passa o relâmpago, rasga a trovoada
Tem segredos da terra, mistério puro
No cesto as ervas do bem, de cheiro
Mãe Tininga sabe catar e rezar
Quebra o "quebranto" e as " mandingas"
Que o canto e oração descarrega em outro lugar
Cai a chuva e deixa seu aroma na terra
Abençoa todo roçado...
Força dos céus renovam o fazer dos homens
Pingos d`água reluzentes espelha o meu chão
Vinga o trigo que me dá o pão
Pinga chuva...vem cheiro de chão!
Lomge toda lavoura se alegra
Param as enxadas...
Tempo pra passar café
Prosear em volta da mesa
Bolinho sovado de fubá
Da pinguela a tina aproveita o gotejar
A lenha está no ponto
Batata doce e milho vai assar
Passa o relâmpago, rasga a trovoada
Tem segredos da terra, mistério puro
No cesto as ervas do bem, de cheiro
Mãe Tininga sabe catar e rezar
Quebra o "quebranto" e as " mandingas"
Que o canto e oração descarrega em outro lugar
Cai a chuva e deixa seu aroma na terra
Abençoa todo roçado...
Força dos céus renovam o fazer dos homens
Pingos d`água reluzentes espelha o meu chão
Vinga o trigo que me dá o pão
Pinga chuva...vem cheiro de chão!
sábado, 23 de março de 2013
Saberes
É melhor que pouco, muito pouco saiba sobre mim...
Venho de longe, colecionando coisas que se abrem
Em pétalas de vida, passagens ornadas pela mansidão...
De chegar entrelaçada com o prazer de estar... no mundo
Nas vertentes do aqui e agora
Horas colhidas ao sabor do querer, da conquista
Do construir fios tecendo o que sou
Sou tudo e ao mesmo tempo nada
Nas paralelas das calçadas deixo passos firmes
E hora cambaleantes no chão de terra sólida
Que se move tal qual balanço de criança
Abro os olhos para o real e espanto toda a fantasia
Que teima em existir em mim
Busco o sol. o sal, nuvens, água, vento e fogo
Mergulho nos anseios que invadem a alma
Lanço estória e estacas, procuro a corda
Na esperança que ela num volteio arrume
A armação dos nós para manter o porto seguro
Venho de longe, colecionando coisas que se abrem
Em pétalas de vida, passagens ornadas pela mansidão...
De chegar entrelaçada com o prazer de estar... no mundo
Nas vertentes do aqui e agora
Horas colhidas ao sabor do querer, da conquista
Do construir fios tecendo o que sou
Sou tudo e ao mesmo tempo nada
Nas paralelas das calçadas deixo passos firmes
E hora cambaleantes no chão de terra sólida
Que se move tal qual balanço de criança
Abro os olhos para o real e espanto toda a fantasia
Que teima em existir em mim
Busco o sol. o sal, nuvens, água, vento e fogo
Mergulho nos anseios que invadem a alma
Lanço estória e estacas, procuro a corda
Na esperança que ela num volteio arrume
A armação dos nós para manter o porto seguro
Senhora Mãe dos Homens
Senhora! vejo a sombra de suas mãos na parede
E nos meus anseios, rogo proteção.
Me dê sempre boa aventurança
Traga seu manto, tenho fé, paixão e compaixão
Bendito amor que sopra em mimVejo o outro como irmão
No mundo não pode haver distinção
Irmandade forma união, a identidade
faz causas vencer
Histórias de guerras, tempos de paz...Senhora Mãe dos Homens!
Afasta todo o preconceito
Não permita que se espalhe
Lance sabedoria para reconhecimentos
Da máscara, do mosaico de figuras que somos
Tecidos para conviver na terra...
Senhora! retire as desventuras
Sopre a união em cada conta do rosário
Sua benção nos levará a comunhão.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Lá vem o Balaio
Terra batida
Passa a carroça devagar...
Dentro o balaio de verduras
É preciso vender e na quitanda entregar
Pelo caminho começa a cantar
Moço, olha o balaio
Verdureiro vem de longe
Tem história pra contar
Desde o mas de África
Aqui veio chegar...
Plantando sol a sol
Pra mode rapadura comprar
Olha a verdura
Balaio, balaeiro
Vende com gosto pro sinhô e sinhá!
........................................................
Segue o caminho e deixa seus trilhos marcados no chão.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Andança
Fala negro, tido como fuleiro
matreiro, cheio de ginga
Muito trabalho na mata, tempo de colheita
Êta mundo!
Carro de boi seguindo estrada...
Cheiro de goiaba madura no ar
Folhas como tapete no chão
Corre o riacho... a água jorra na quebrada da montanha
molha a testa, refresca a boca, solte o olhar...
Ao longe o voar dos pássaros, o cântico da água descendo
Sol castiga e a fadiga chega...
A noite desce... na surdina
Reze uma prece para a senhora abençoar
tanto feito na terra
Para voce tudo isso é riqueza de fartar
A labuta dá o repartido pão
Dinheiro não há na mão
Brota a semente que fornece a esperança...
Que traz a paz acalmando o negro corpo cansado.
Amanhã... é o recomeço.
matreiro, cheio de ginga
Muito trabalho na mata, tempo de colheita
Êta mundo!
Carro de boi seguindo estrada...
Cheiro de goiaba madura no ar
Folhas como tapete no chão
Corre o riacho... a água jorra na quebrada da montanha
molha a testa, refresca a boca, solte o olhar...
Ao longe o voar dos pássaros, o cântico da água descendo
Sol castiga e a fadiga chega...
A noite desce... na surdina
Reze uma prece para a senhora abençoar
tanto feito na terra
Para voce tudo isso é riqueza de fartar
A labuta dá o repartido pão
Dinheiro não há na mão
Brota a semente que fornece a esperança...
Que traz a paz acalmando o negro corpo cansado.
Amanhã... é o recomeço.
Negra
De onde vem o teu feitiço
De trazer tantas histórias
Das correntes... a libertação
O fazer sempre firme e constante
Passar a ferro, cozinhar feijão
Conduzir o filho e manter a tradição
Abanando o fogareiro, a quentura logo vem...
Põe o vestido de chita, flor no cabelo encaracolado
Rebola ao som da música, requebra pra todo lado
Solta o corpo, roda a saia, solta o sapateado...
Corre, olha pro moço!
Deixa sair um proseado...
Negra, joga um feitiço e ...
,,,deixa o moço amarrado
segunda-feira, 18 de março de 2013
Cangalhas
Cangalha no boi,
Cangalha em gente,
Ferro que fere,
Com muita força...com muita força...
Pegue o arado para semear o chão.
Grão em grão, lá se vai o grão!
A terra acolhe, comunhão de sol,
chuva e luar.
Germina a semente que vale para sustentar,
força de gente carente de quase tudo,
Cangalha no boi, cangalha na gente...
Passou o tempo da escravidão!
Toca o sino, embalado pelo menino,
Ferro feriu, ferro castiga, sofrimento marca.
Libertação do gado, de gente ou tudo ilusão?
Cangalhas segue trilha afora...
Vida que cresce, dor que desce, lágrimas que brotam.
Cangalhas faz o caminho... não deixe o destino mesquinho
secar meu coração.
Engenho Novo
Êta, melado de cana!
Corre morena faceira...
A moenda range a vergadura,
pinga na moringa pois o
sol da terra castiga o
dorso negro do homem.
Engenho Novo, engrenagem velha.
Comida na panela, o sal não pode faltar;
milho pro angu fazer, torresmo para derreter.
Engenho Novo, ô morea,
pé no chão, suor, colhe a plantação,
batuque camarado, jogue o corpo;
a música vem...
sinos de bois, cavadas da enxada,
calos na mão, negro tem que batalhar pelo
pão, no verde da mata, lá de longe ouve uma canção:
... Engenho Novo, ô Morena!
domingo, 17 de março de 2013
Silenciando
No silêncio negro da noite,
Afetos e conflitos emudecem...
As dores sofridas, os prantos rolados,
Negritude!
O vento leva as mágoas passadas, remoídas,
tempo solidão, lembranças.
Sorriso largo emoldurado pelas durezas.
Oh! vida contida na esperança,
O vigor da fortaleza semeia o norte,
Na busca de ser... percebido, guerreiro.
Persistente, vendo surgir o dia que nasce,
manso, regado de sonhos...
O vento volta a soprar, solta a imaginação.
O sol desperta os sentidos, coração palpita,
Na espera do amanhã com o toque de falas
oradas e ressurgidas de bocas caladas.
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