terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Versos
Aqui e agora um poema chegou para você
Sol de vida, luz que descortina...
Vida de paz, suaves maneiras
Sorriso cristalino, olhar penetrante...
Cantos,noites de outono
Vez de versos pendurados...
No entorno,contornando sua figura merga

sábado, 14 de dezembro de 2013

Olhar o mundo
De longe vejo novos horizontes cobertos com velhas rotas
No mundo surge mosaicos recortados...
C,eu, paisagem,flores e belas mensagens
Olhares que cruzam, raios que claream
Amores que se apagam...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Entardecer

Ao entardecer os pássaros começam a se recolher
As flores perfumadas: damas da noite, os jasmins
Se preparam para lançar no ar os seus aromas...
Pessoas com passos apressados voltam ao lar
Algumas estrelas se atrevem a ser as primeiras
Olho para adiante e vejo que o sol se escondeu
Outros figurantes entram em cena, novas roupagens
O vigor da manhã já não existe e sim a sonolência
Resultado do dia agitado, da energia empregada...
Retorno....voltar para os afetos, abraçar o sossego...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Gaivotas

Belas  figuras que sobrevoam os céus
Piados, bater de asas, penas que soltam
Veleiros que corrrem no mar, esperanças...
De bons pensamentos retornarem, de meus
Braços abrirem  no sentido horizonte e...
Captar a paz, sorver a serenidade e abastecer
A alma da seiva que a  natureza evapora...

domingo, 24 de novembro de 2013

Voltando

Refazendo páginas, virando o tempo Muitas coisas contadas e outras para... Aflorar na mente e desgarrar do corpo Melhor procurar imagens recolhidas... Procurar apaziguar as emoções para que Os sentimentos venham a tona, no remanso Como águas azuis de um mar calma que se... Verga até a areia, dessa forma os grãos Crescem no encontro,a areia sempre receptiva Sorve o carinho e despacha as espumas... Que anunciam que o abraço foi intenso, leve Como as brumas que sussurram amor ao vento

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Naturalmente...

Quantas estrelas há no nosso céu? Não costumamos contar, as flores Surgem no campo e nem sempre paramos Para nos deliciar com seus perfumes Coloridos há na vida, mas muitas vezes Só vemos os aspectos desbotados. há um Prazer enorme no riso, mas, as vezes... A tristeza nos afeta mais, podemos sempre Bendizer as aventuras do cotidiano, agradecer As dádivas que recebemos, pousar a cabeça no Ombro amigo,na paisagem, na árvore vertendo vida No vaivém das propagandas nos dizendo... provocando Voltar para nosso interior e delicadamente se ouvir Naturalmente...suavemente...escutar nossa canção...

domingo, 10 de novembro de 2013

Leituras

Ler o mundo de diferentes maneiras Percepções que nos chegam, dançam... Surgem coisas, pessoas e vários perfis O mundo acolhe, devolve, remarca situações Encontros de tudo e de todos, depende... Do que você quer achar, se ligar, necessitar Vários caminhos a percorrer,pedras e tijolos Nos trajetos aromas e essências surgirão... Traduzi´las ou reconhecer as suavidades cabe Ao viajante no seu curso,o mundo é vasto e belo Valida seus prazeres,restrições, apelos,vocações Desventuras, percorre interiores, recôncavos... O céu sem limites,o sol que se abre a cada manhã A chuva que abençoa a terra, o mar que surge no Azul tranquilo das águas nos abre um relicário Para leituras, para virar páginas e caminhar...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Navegantes

Se navegar é preciso e até necessário Viver a plenitude o amor e a vida É condição fundamental sobre a terra Somos amantes e viventes a procura... Da felicidade, do néctar que nos conduza Ao caminho dos deuses, do encanto, da magia Do sonho de imaginar que somos capazes... De atingir os bens que acalme a alma... Que proporcione na terra a dádiva que Procuramos cotidianamente: a comunhão, A igualdade,a benevolência, o afeto...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Roda pião

Bambeia nas mãos pequenas dos meninos Roda no rebote do barbante, salteia... Todos os olhares nas suas voltas precisas Corte no corte da agilidade do tempo... Quantas voltas o tempo tem? Quantas? No tocar do bamboleio passa rasteiro Quebra no ponteio na lança pontiaguda Rasgando no toque do chão, balança... Queda de lá e pra cá, no teu requebrado Quero voltar no tempo, nas doces recordações De criança ainda ser para conquistar o mundo Na imaginação, nas aventuras, no desejar...

Ilusões

Vento que nos traz belas recordações Balanço no jardim no vai e vem constante Ramagens,paisagens, viagens e primavera Que volta com flores que espalham... Perfumes,falas e cantigas, aromas suaves A brisa sacode a cortina, o céu azul... Meninos brincam na calçada, pipas no ar Ao longe o tilintar dos sinos, logo vem O som das rezas, benditos somos na terra Vejo sua figura ao longe caminhando... Tenho a doce ilusão que voce vem para ficar...

domingo, 3 de novembro de 2013

Raiando

Viva o sol, raios de luz, grandeza Baixa em nós reluz,semeia,converte Faz surgir energia nos quatro cantos Move a sombra, dá sentido e consistência Remova os mofos da vida e promove riquezas O reverenciamos pela magnitude, pelo poder De estar entre nós espalhando o bem, o calor Aquecimento, acalanto de gente,espera diária Festa na terra,raios mágicos que acariciam...

domingo, 27 de outubro de 2013

Gosto

Gostar não se sabe o motivo Mas..temos nossos gostares Gosto de pão com manteiga... Café bem fresquinho,queijo minas Gostoso é doce de goiaba, de laranja Da terra,suco de maracujá e de cana Moqueca de peixe, galinha cabidela... Ai,que gosto dá saborear as iguarias Cuzcuz de tapioca, água de coco... Sorvete de cajá, de cupuaçu é delícia Do céu para a terra iguarias mil... Gosto da boa música, dos mamulengos Do frevo,do samba.do jongo, do cateretê Gosto de tudo misturado,inclusive,na Seleção está destacado meu amor por voce

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Correntes

Elos que encadeiam ações, pensamentos presas de nós, elos que envolvem... Traços paralelos, retorcidos, unidos Acorrentados, perdidos nas tranças Aros cindidos, vencidos, batidos Ferro, fogo, aço, arame ornado Torce para a gente, arco apontado Corta corações e faz surgir aros... De amor, afetos e anéis de união

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Divergências

Direita ou esquerda, vem ou vai... Desenrola, enrola, novelo colorido Cores pálidas, velas desvelando... Pavio apagado,luzes reluzentes...apagão Rio que corre, trânsito parado...colisão Energia do sol, serenidade do luar, ventos Dança das horas,parada do ônibus, movimento Se corro voce para, se ando voce senta... Aponto, desaponta,abro um livro, fecha porta Andanças paralelas,sinto,compreendo e procuro... No desencontro ter um encontro para partilhar,emendar Trancar o baú e em seguida abrir um novo acontecer... Comviver e tocar a música cujo som chegue ao coração.

sábado, 19 de outubro de 2013

Passagens

Pela vida, da vida, na vida... Vivida,sofrida, ativa, atenta Sonhos,ilusões, viagens... Dias de chuva,tempo de sol Roda calendário que o tempo vem Traz lembranças, aventuranças... Benção,castigo,recuperação,idas Vindas e renovação,fé no amanhã Vida passagem,rota sentida,olhares Reflexos,cogitos,valências,fluidez...

domingo, 13 de outubro de 2013

Minorias

Pequenas porções,pequenos canteiros... Diferentes feições, recortes do mosaico De gente, de detalhes, de aventuras, vidas Exotismo,misticismo,igualdade,característica De muita gente que se sente não espelhada... Visão de mundo, leitura do geral que se desfaz Na minha máscara,no quem sou eu na leitura do todo Mundo que se move na montagem do igual e se quebra Nas vertigens das variações pessoais, nas andanças... Danças dos corpos e balanço dos braços nos acenos Do colorido que abraça a terra, dando conta da mistura De mim que percebo em voce... me desligo das esferas Que nos escalam em desiguais, somos alquímicos,difusos Fusos,ofuscados pelos conheceres e nos entrelaçamos nas... Edificações do humano,nas forças supremas que moldam o SER...

sábado, 12 de outubro de 2013

Jogo

Jogo de luzes, jogo de xadrez Jogar também a bola e ver correr Olhar o que vai dar, jogo de quadros Aspectos da vida, campos, canteiros Taco da certeza de jogo conquistado Jogo de corpo, ginga preparada, volteio Veleiro no mar, jogo de rede para pescar Vidas jogadas,cestas no aro, ping-pong... Bate no chão, na palma da mão, pé apontado Acerto de contas, gotas de energia, percepção Do jogo, do ganho, da vitória, do encontro... Jogo...Jogado... no canteiro do amor florido.

Padroeira

Do céu para os homens na Terra Coroa com luz os filhos que passam Pelo seu reino de glória e cânticos Mãe do céu,bendita nos cantos do mundo Para vós ergo as mãos na busca de... Conforto, serenidade, amor e fé Dai-nos o trabalho do dia-a-dia... A compaixão pelos desvalidos e a Comunhão com nossos irmãos, volte-nos Para a compreensão e aceitação das... Diferenças, incute em nós a ética... A indignação face as injustiças e nos Afaste do mal que possa surgir no caminho.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Criançando

Somos crianças na infância, ativas... Na vida percorrida com tanto de nós Somos estorinhas e histórias de vida Contida e folheadas na sequencia dos... Passares,passeios,folquedos, brinquedos Que o tempo quebra, renova, remove... Equilibrio no corpo, na mente a recordação Da criança, do afeto, do olhar protegido Fomos carentes, supridos, mantidos na... Direção do crescimento, seguimos, percebemos Encontros, desencontros, angústias, união... Da vida,para a vida, seiva,nutrição, colheita Reagimos, olhamos e buscamos sacudir,reabrir Meios e entremeios do viver a criança que aflora Repousa... mas que se ativa ao sabor das... Vivências,aquecimento do ontem somado ao agora

Pelas Estrelas

Pelas estrelas se sonha na Terra Por elas nossos olhos brilham... Buscamos nossos sonhos sob suas Luzes que piscam intensas no céu Grandezas distribuidas em harmonia Ventos nas palavras em direção... A elas que bailam no escuro,mas... Sabem que o clarão do espetáculo Que produzem respingam em nós... Somos viajantes, videntes, vertentes Viventes e acompanhantes do rosário De contas, dos contos, das fadas... Das varinhas estreladas que tocam e... Curam, fantasia, recorta, espelha na Imagem desde a infância... do luar... Do céu e dos pingos prateados sorrindo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

No Horizonte

O que vislumbro no horizonte... São trilhas que levam à estrada Espaço maior de mundo com certas Vertentes que tendem para o bem... Ou mal da vida, escolhas que se Apresentam ao ser e o conduz pelos Caminhos afora...trazem esperanças Amores, desafetos, guerras ou paz... Acompanham as trilhadas sol, chuva Céu,luar, as tempestades não fazem Os caminhos se inviabilizarem... Somos viajantes de um tempo presente Na ansia de um futuro chegar, buscamos Completar nosso ser com as vivências Os suores do corpo e percepções da alma Contingências,espelhos e reflexos batem Rebatem no interior e nos transforma... Ficamos torneados pela colheita do que Passamos e garimpamos para uma essência Maior, porque percebemos que podemos chegar.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Navegando

Dizem que navegar é preciso... É preciso olhar o mar, seja De que ponto for, é preciso Refletir com os movimentos... Das ondas, das águas no beijo Afetuoso que dá na terra, sons Tons, matizes e volteios nos... Encontros proporcionados pela Natureza...reflexos de nós na Ponta torta do arame do anzol que Lançado, no volteio pega o peixe Que alimenta, sustenta, dá vigor ... Navegar é preciso...amar também Nas fileiras, nos cantos do mundo Nos reflexos, nos espelhos da alma Navegar para aportar nos campos... Do carinho, da comunhão, no sentido De buscar a firme corrente que segue Na direção de fortalecer o ter amor.

sábado, 5 de outubro de 2013

Engenho

Engenho novo, engenho velho, engenho... Tramas,articulações, ares e lugares Locais de trabalho, louvor, labor Lamentos, chamegos, grandes esperanças Renovada fé, batuques e danças divertidas Terreiro alegre, galo que canta ao raiar Do sol e o vislumbrar da lagoa ao longe... Cheiro de frutas e do tempero das panelas Amores revelados sob o cantar do sabiá Dia de festa, roupa bonita e cantiga... De viola, do nosso som maneiro e faceiro Doces de tigela, batidas de coco e melado Desfrute do caldo de cana, doçura dos céus O piar da coruja que acompanha com os olhos O prazer da gente, os afetos, a contramão... A convivência e a alegria do encontro dos pares.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estrelas

Há em toda parte do mundo Constelações, reuniões De brilhos que cintilam Nos céus altaneiras, surgem... Vaporosas, também apontam Caminhos, passagens, rotas De gente, porém não há quem Ofusque os lampejos que... Transmitem aos terrestres Distantes, entretanto, guias São as pérolas da noite Olham para a terra e ornam o luar Nos brindam coroando nosso passar...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Horizonte

Norte de vidas, chão de alguém Caminhos para uns, sinal para Margear o tempo que se move... Na curva da estrada,diante do sol Descortina a rotina,siga a rota Desvios não fazem bem... direção Orientação em frente segura, guia Estrelas,areia,luar que se pruma Arco sinaleiro, vertente que veste Os rumos, as trilhas na acolhida Do que virá, do acontecer amanhã.

domingo, 29 de setembro de 2013

Modelagens

Modelos e formas transparentes De gente, de vida, das avenidas Trilhos, roldanas, cabides e elos Que unem passadas na calçada, poucas Voltas de tudo que se limita nos... Contornos dos corpos que se mexem Nas ruas entrecortadas da cidade Moda, modelo, crista das vidas Cristais, criaturas, figurinos... Diferenças, convergências,encontro De nós, sensação, criação e ação Sons, sinos, satisfação e silêncio Segue a moda,surge o estilo,surpresa.

sábado, 28 de setembro de 2013

Dia de Sol

Nessas paragens o sol abençoa a terra sempre O mar beija a areia e os ventos batem fracos As nuvens vagueiam pelo céu límpido, azul... Os reflexos do sol emolduram nossa gente Somos miscigenados,com misturas constantes Escolhidos pela natureza para exibir as... Maravilhas do verde das montanhas contrastando Com o azul do mar,das nuvens e o passar dos rios Como passa, nasce e renasce a vida no cotidiano Viver de batalhas, escolhas de tudo, modo de se postar O sol brilha e parece aquecer nossas almas, oferecendo O vigor da vida, a oração de cada um, os trilhos... Contextos, conteúdos, sombras e brilhos na essência Do viver, de o acolher para o aquecimento do interior.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Fraternidade

Afeto bate na gente e rabate no outro Carinho dedicamos as pessoas ao redor Amor, sentimento especial e essencial Nos nutre, nos aconchega e dá prazer De viver a emoção de senti-lo e ... Se expandir, cresce em nós e brota Faz inúmeras germinações, é contagiante Abre filiais pelo mundo e mesmo como não Tão profundo abre outra vertente nobre Que promove comunhão, abrigo e ação... Faz mãos se estenderem : fraternidade

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Recordações

Lembro do tempo do vento, da brisa, do mar Tempo de criança, nuvem de verão, pé no chão Era doce o olhar passado pelo quintal... Balanço na árvore, corridas na grama, picolés Gostoso ver passar o moço do algodão doce... O pipoqueiro e a maritaca batendo entre os dedos... Lá vem o baleuro o som todas as crianças conhecem Pique esconde nas ruas, cabra cega e amarelinha Passa, passa gavião porque todo mundo é bom... O passaraio fazia caracol de tanta gente enfileirada Quintas, terrenos, terras para se correr... se foram Tudo se estreitou, afunilou, mas...as recordações ficaram.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Afagos

Chuva no telhado, goteira na terra Sol no horizonte, brilho da manhã Fala mansa,carícia do olhar... Cheiro de café, broa de milho Arranjo de flores,grama verdinha Sons musicais:tango,valsa,rock,samba Batuque no terreiro, mulata requebrando Suco de acerola, jabuticaba no pé... Doce de cajá, de goiaba, caldo de cana Pessoas no vai e vem, vestes coloridas Rostos, tons, fitas, fatias e diferenças Entremeio de idéias, mudanças de rumos Cruzamento de gente, acenos,afagos,afetos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Virtude

Visto, revisto,vistoso e visitas Do belo, do virtuoso, do surpreendente... Portador de encantos, surpresas, sedução Do que se vê, do que é postado, verso Reverso, criatura, poesia,narrativas do ser Sendo, vertendo espumas do interior, que toca A terra na plenitude do esplendor do Homem Surge a nata suprema e revelada: - virtude.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Bolo de milho

Água para fervura, café para passar Negro pilou os grãos, salpica os braços Fortes, torneados no pilão de madeira... Sinhá pegou o bule, botou a mesa... Xícaras e talha de barro, folhas de bananeira Vem Josefa, senta seu Tonho, chega os em volta Sai do forno o bombocado, fumaça se esvaindo... Cheiro de milho, salta o bolo da forma... Perfume,essência sem igual, iguaria do roçado Sabor dos deuses, café fresquinho, mesa composta Ceia da irmandade, comunhão de todos, festa na terra.

Muda

Penas de aves mudam, renovam, (re)nascem Vai o homem na trilha das aves, coragem... Para renovar, recriar, transformar... Cenas, paisagens, a montagem diária do ser Pobre, rico, samba, rock, pop ou funk... A música toca em variados gostos e tempos Cada um na sua, cada qual no seu verso, padece Mas a renovada chega para todos, nos acordes Corridos da história, nas folhas dos livros Na revigorada e na coragem, na firmeza de mudar.

domingo, 1 de setembro de 2013

Jogadas

Jogadas do tempo,das histórias, da vida Cenas de gente, de trilhas, do jogo... Jogo jogado, catimbado, cortado e limpo Jogo de dados, da dádiva de ser jogador De lutas, de jogadas para vencer o mal Jogadas,jogos, fogos e disputas valentes No viver faz valer o jogo do bem, do prazer Das valências, jogo de palavras, disputa,fé Na jogada da sobrevivência, valente bravura Por ficar de pé, cruzar,segurar o equilíbrio Alterar, guiar,propondo jogadas na construção Do caminho,no batente, na causa que provoca Fortes pegadas, jogadas no dominó da vida

sábado, 31 de agosto de 2013

Rito

Dom do sagrado e força do profano Dualidade da vida e estreita realidade Salve o que comunga abençoa e fornece luz... Desconfiança do que não se sabe, desconhece E não bendiz nas pegadas do caminhante... Na dura realidade das pedras as muralhas são Construídas pelas mãos calejadas do cidadão Fonte de águas bentas convergem para terrenos Fertéis, colhidos para nascimento do trigo... Que alimenta, sustenta e conduz energia... Mãos que se encontram na reza que é motriz Da fé, romeiros na passagem, nas vielas De terra rachada pela secura dos ventos... Pela sentença do sal, pela brisa da aragem Que traz fibra, renova dias e acalanta...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Da vida

Da vida nada se leva? Penso que se leva tudo... O raio de sol, o luar O som do sino, o cair da chuva As ramagens e as flores do campo O latido do cão, as curvas da estrada O que ficou retido nos olhos... O prazer da vida em nós e o que passou Por todos os sentidos, lazer, dor... Paixões, lamentações, competições Tristezas.amores,raivas, desconfianças Fios do ser, tanto do viver, complexas Cenas retidas...vividas...contidas... Conteúdo repleto, diário de vida...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Aldeia

Aldeia minha do coração... Hoje, triste dedilho as fortes Lembranças que me destes na vida Passa o rio, bordejam os pios dos Pássaros e gaivotas ruidosas que... Do mar acenam asas ao vento bravio Aldeia, minha aldeia de velhas e ricas Histórias e canções tradicionais ... Minha memória percorre seus ares Surgem trilhos e de longe montanhas O sol esquenta seus vales e os ventos Trazem cantigas dos madrigais, vejo... As pedras das calçadas calcadas pelos Caminhares dos viajantes, dos moradores E dos apreciasdores dos vinhos castos Dos tonéis de outrora, as imagens vão... Passando...aldeia minha aldeia te vejo Sempre bela, recorte forte de vivências Que afloram do peito e se abriga no meu ser

Espaço

Margens da vida, compasso do tempo Paralelas que disputam tábuas do viver Vidas contidas,dias melhores na visão De quem busca, corre, corrida veloz Cativa os sonhos, pé no chão no passo... Espaço de muitos e depois de poucos Funil de extrema seleção, colheita... De quem pode, vigor de caminhos, desvios Quem passa, tropeça, se alinha, atento Espaço é corrida, luta sem fim, lugar afora Na terra, na estrada, nos corredores... Trilhos de aço, espaço espesso, crispa Acende nos homens desunião, desalento Sofrimento, sofreguidão buscando espaço...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Portais

De longe vejo o sol surgir Diante das nuvens que vagueiam... Espalham o azul brilhante do sol Quadro, esquadro das paisagens que Ramam em maravilhas para os olhos Benditos moinhos e redemoinhos que Saltam das molduras e nos saudam... Brisa comunga com o tempo e tempera Os ventos que beijam as faces humanas Somos produtos de tempos, tempestades Temperamos as estações e brindamos o viver.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sobrevoando

Voando pelo mundo vai a gaivota... Dias de névoa, de brancas nuvens Altera rotas e busca caminhos... Seguros, dúbios, sempre altaneira Pousos, repousos, ninhos, aconchegos Belas vistas, terras floridas... Tempo vem e vai, abre as asas em... Outro mergulho no ar, a vida não para... Não há temor, o dia fornece energia A noite deslumbra e anuncia nova roupagem.

Hóspede

Sinto na natureza sua presença Por onde ando sempre me acompanha Faz-me sentir segura e abre seus Braços nos baques da vida,tenho Certeza das tuas certezas e duvido De quem duvida dos poderes que emana De ti, somos comunhão e revigoro... Sua existência, fonte do bem que Repleta e reflete no mundo misericórdia Torne nossos caminhos benditos de paz... Se hospede em nós quando houver o mal Nos leve para o caminho da humildade, Do compartilhamento, da esperança.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Atitude

Diante da vida, nos tempos que vai Beirando o camilho do trilho do bem Árvores florescem na estrada, trilhas... Toques de tambores, apitos do trem... Queda d´agua na vibração da vida, oceano De cores verde-mar, sonhos, vitrinas, passos Passarelas ao manso caminhar, por entre nuvens Anjos dançam o balé das virtudes e os céus Anunciam o bem olhado, o som santo do mundo... Nos chamando para atitudes positivas, afirmativas Na terra dos homens sensatos que buscam a paz.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Roupagem

Novas penas, pequenas Novos olhares, outros horizontes Vagas nuvens, chuvas miudas... Tamanho do tempo, brisa de vento Amores vagos, vista meio termo Procura de paz, de nós perdidos Temporal de flores, cantigas vogais Muda roupa, carruagem passa... Vida não volta...vida se vai...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ciranda

Roda de gente, batida de pés
Palmas de sola de sandálias, gira e gira
Cultura que corre de roda em roda
Cantigas de remoto rincão, vamos
Que vamos nos encantos da toada
Brindar o que acontece nos lugares
Que o viajante nos traz, cirandeiro, oh!
Não precisa estar ouvindo as batidas...
Do mar, tem as da terra, o brilho do sol
A grandiosa e estonteante lua no céu...

Rosário

Das rosas já sabemos nós
Emanam belezas e  fragâncias...
Que enchem o ar, tons encantadores
Entretanto, têm espinhos que ferem,...
Nos fazem tatiar as ramadas  para
Não ferir as mãos, contudo, o rosário
De contas peroladas, de cristais...
Ou coloridas, deslizam pelas mãos
Em oração dos fiéis, sem o mínimo
Temor de ferir os dedos,pois  há ...
Em cada conta a benção dos céus...
Revelada na fé das orações, dos louvores
Das mãos cantam as contas das crenças
Dos pedidos de iluminação para a terra

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Paralelas

Passo,passagens, passando...
Pelo passado de vidas escravizadas
Ferro, correntes, tições que ferem...
A pele, o corpo, as entranhas, o fundo
Do ato vil da escravidão de gente que
Do batente, do suor, das migalhas fez
Surgir integração de tradições, religiões
Fé que se revela nos braços aos céus
Da terra o sustento suado, cabanas, tribos
Senzalas, comunidades, mestiçagens, vida...
Que surgem e ressurgem no clamor de olhar
Que realmente dignifique o valor, acalante...
Afirmações, reconhecimento, inserção, união

Amanhecendo

Hoje ao amanhecer quero saber...
Do despertar das flores, das abelhas
Ao redor do favo, do burbulhar das
Águas ao cair no solo fértil da terra
Quero ouvir cantigas de moda de viola
E o cheiro do café preenchendo o ar
Hoje, quero o som do mar, as ondas
Batendo nas rochas, o vento soprando
Mansinho como os passos do gato no
Telhado coberto por algumas folhas que
Cairam balançadas pelo vento que a brisa
Conduziu desfazendo a chuva que vinha da
Direção norte e ia encharcar os trilhos de...
Areia, os pássaros recolhidos ao ninho
Não alçavam as asas em revoadas...
Ah! hoje,por favor, voz de uma criança
A experiência bendita de um idoso e contos
De fadas para adornar a benção que tem...
Uma existência, uma flor, uma música...
A natureza e toda a mescla divina que a
Faz nos revigorar a cada dia e...amanhecer...

Traçado

De tanto buscar  a esperança
Resolvi especular, será que está
Na nossa cabeça ou no coração
Dos homens na terra, estará na...
Serenidade dos sonhos ou nas
Batalhas sem fim, terá sabor amargo
Ou o doce dos favos de mel, tantos...
Tantos traçados surgem em sua direção
Muitos caminhos em circulação, várias
Vertentes, inúmeros canais se revertem
Nas procuras pelo mundo, nas diversas
Vozes e pensamentos que traçam caminhos
Em sua busca na crença de sua existência

                                                                          

Olhares

Olhar em direção ao infinito
Siluetas negras por entre...
Nuvens brancas que esvoaçam
Do céu azul como anil dissolvido
Lamentos das cenas de dor que...
Carrego das lutas, resistências
As heranças fortificadas nesse chão
Marcam passagens dos fortes, lutas
De sobrevivência, cânticos,fé, tradição
Preconceitos, marcas da desumanidade
De olhares que se acham supremos nos
Meios dos homens de essências iguais
Supremacia só dos céus e que de lá...
Surjam os raios iluminados para abrir
Os caminhos que faça desaparecer as
Diferenças, discriminações, desigualdades...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dores no peito

Dores diversas, entretanto, a mais forte
A mais doída vem de apelos que não são
Atendidos, que ficam espalhados pelo chão
Pela relva, pelas rochas, pelos ares e nação
Saltos que não damos, cânticos que não chegam
Ouvidos abertos, emoção aflorada, sentimentos...
Fortaleza de ações, peito aberto, cabeça forte...
Peito sangra, mas vai em frente, coragem para
Fazer valer os gostos, porque os desgostos...
Sobram no coletivo da vida, no pranto de nós

sábado, 29 de junho de 2013

Nascendo flores

As flores sorriem para nós...
Alegram a existência de forma sutil
Obra da graça e com graça salpicam
Nosso torrão, hoje observo o abrir
De uma margarida, singela nas suas
Pétalas brancas seriadas numa referência
A paz que deve permanecer em nós...
O amarelo representando uma grande
Esfera, uma mandala emanando energia
O pequeno talo verde sustenta, direciona
O garbo e ao mesmo tempo a simplicidade
Leva-lhe o alimento, a seiva que tem a
Cor reconhecidamente como a da esperança

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Preciso

Preciso ir, sair e procurar...
Encontrar o tempo que deixei passar...
Preciso gritar, fazer resoar o que
Preso na garganta está a muitos anos
Quero encontrar justiça, igualdade, paz
Preciso ir para encontrar o que quero ter
Quero ver se ouvidos estão abertos para
Escutar e ter atitude forte para ofertar

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Caminhando

Dessa vez com lenço e com...
Todos os documentos,  pedimos
A dignidade abafada por questões
Distantes de nós, diante do que é...
Viver, queremos mais, hoje não dá
Para ignorar os feitos e desfeitos...
Queremos encontrar o orgulho de ser...
Sermos enobrecidos pelo conhecimento,
Para cada vez discernir e separar joio e trigo
Queremos voar ao sabor da liberdade, colher...
O fruto de nosso chão, luzir entre os seres
De igual para igual, preservar nossos deveres
Na visão de direitos garantidos pela mão...
De todos, temos o trigo, a água e o sal
Estamos prontos para  executar o pão
Dividi-lo proporcionalmente entre irmãos
Gritamos e nos posicionamos em nome...
Do crédito, da grande fé na esperança
Verde como sempre, reforçada pelo...
Amarelo do sol, batendo no azul do mar

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Novos Tempos

Novos tempos de vozes, de nós...
Que gritam em uníssono por questões
Que soam dos cantos vividos de...
Dívidas que se paga de tudo e que...
Retorno não temos, são mãos que
Trabalham, mas pratos vazios...
São pedidos que brotam  insistentes
Respostas não chegam... um dia...
A luz se faz e vozes clamam, ordenam
Ecoa pelas ruas, consciências despertam
Na procura de um novo amanhecer,busca...
De um manto que cubra nossos rogos
Que nos seja dado o que necessitamos
Para que o vigor resplandeça em nosso
Solo rico nas profundezas e exuberante
Na beleza, na generosidade e irmandade
Que sejamos iluminados pelo sol, que...
O céu estrelado nos forneça o caminho

sábado, 22 de junho de 2013

Mirante

Na terra pés que batem querendo...
Colher sonhos que foram derrubados
Pela ganância de alguns que com o
Poder de mudar preferiram desfrutar
Enganar e se promover através da...
Miséria de muitos, da ignorância de milhares
Pão e circo nem sempre são bons parceiros
Onde estudo? Onde me curo? Onde vou?
Como vou ? igual a gado tangido pelos pontos
Quanto ganho? migalhas dentro da riqueza do...
Meu chão gigante pela natureza, o que como?
O que divido com família numerosa e o que......
 A realidade me deixa amialhar, sou pobre!
Entretanto a minha volta tenho as exuberâncias
De um solo onde o que se planta tudo dá...
Cadê o meu quinhão? Quem levou meu queijo?
Quem me engana? Acordei  pedindo tudo!
Não é miragem, posso pedir, gritar com...
Outros gritos, me dê dignidade, me dê passagem..
Abram alas nas avenidas, estou soltando minha voz....
De primeira na reivindicação para ser cidadão.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma rosa

Uma rosa que surge no canto do jardim
Processo de florescer, tempo pra crescer
Tempo do tempo que tem pra contar...
Uma rosa significa ternura que a natureza
Borda nos jardins da vida que ornada...
Pela suavidade, pelo frescor das pétalas
Aveludadas de aroma leve mais significativo
Surge num canto dos cantos de mundo...
Bendita seja, pelo surgimento, pela presença
Que revela serenidade, energia para a vida
Para o tempo de surgir, pela perenidade...
Pela reverência que nos faz, pela sensibilização
Pelo brilho do nosso olhar diante de sua realeza

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Festança

Dia de sanfoneiro tocar animado
Santo Antônio há de abençoar
Arrasta  os pés nos terreiros...
Fé espalhada em todos os cantos
Brancos, negros, mulatos, toda gente
Diversidade pra todos os lados...
Irmanados no rogo, na comunhão
Nos benditos pedidos ao casamenteiro
Que do céu nos proteja, nos dê a graça
Da união, da paz e da prosperidade

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Colar de Cristal

No colo da moça reluz
Contém histórias, brilho
Que o tempo conta...
As contas que orlam
Tilintar do amor e desejos
Contidos no reflexo do outro
Do alguém, do depósito de...
Afetos, sorrisos, vontades...
Cristal em colar, contas de sonhos
No brilho, no espelho, no anseio
Colar que cola e brilha em nós dois...

domingo, 2 de junho de 2013

Perambulando

Toque ,retoque, estufa
De rosas, violetas e jasmim
Perilampo, vaga, vagalume
No pisca pisca, no contorno
Atalho de estrada, penas, piados
Aves que passam mensageiras...
Revoadas, renomadas figuras...
Simples ambulantes vagueiam
Bailam no solo, palco itinerante
Perambulamos no espaço de tempo
Compasso de gente, passo no passo
Andanças aos quatro cantos, essêmcia...
Busco o frescor do ar, o cheiro de terra

Retalhos

Pela vida várias costuras coloridas
Panos que passam, linhas presentes...
Alinhavos do tempo das primaveras corridas
Carretéis de paixões, emoções, comoções
Dedilhar de cordas suaves na música mansa
Matizes, vertigens, chita que transpassa o corte
Cetim alinhavado e talhado do corpo que molda
Modelo de mundo, estampas temperadas, tingidas
Pela criação de mãos ágeis a bordar estilos, pistilos
Flores em rama nos panos detalhados de vida...
Sentimento, sinto os sintomas das estamparias
Cenas de ceia, fofura da terra, algodão no tear
Batique que surge na batucada de sons estridentes
Valentes, seguros,vibrantes, estampando nós...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Marrom Igual Chocolate: Cheiro de terra

Marrom Igual Chocolate: Cheiro de terra: Bate chuva na fofa terra Manhã de aromas no... Quintal da gente, de vozes Trazidas do além mar Gente da gente, de dor Trabalhada, em ca...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Musa

Estrelinha que surgiu no céu
De minha vida, bem-vinda
Gostada demais  da conta
Morenice, beleza de olhos
Negros,matreitos, amendoados...
Canela e cravo dão a cor
Do gingado, da carioquice
Engenho Novo, Ô morena!
Apareceu a flor que se abriu...
Para os passares na Tijuca
Do rio que em janeiro vem
Primeiro que fevereiro...
Para  arrumar a festa que...
Fez  saudação ao seu nascer
Jogou lantejoulas, confetes
Serpentinas do alto para ,,,
Abençoar o despertar da
Criatura mais bela que me
apareceu, surgindo das
entranhas do meu corpo
Ornando meu viver de...
Aventuras, batalhas mil
Que siga  feliz, com paz...
Na vida, bendito fruto meu.

Som

A voz que vibra ao falar, olá
Do choro da criança irritada
Do balanço do  mar sem fim
Vento que passa, trilha nos ares
Que passa levanta o leve papel
Batuque que sai de mãos...
Africanas, de tranças, kalimbas
Do som. do bater, do congado
Pés que vão no som das falas...
Que falamos pelos cantos do mundo
Nossas tristezas,confortos, alegrias
Sonorização musical de todos por...
Gostares de tinir nos ares dos seres
Somos múltiplos gostando,escolhendo
Sons que embalam corpos e alimentam
Almas serenas, aflitas que se encontram
Em sons de vida, da arte, da comunhão

Composição

Cabana de taipa, armação de bambu,
Telhado de palha, no quintal aipim...
Na panela o quiabo, pimenta de cheiro
O azeite-de-dendê lança aroma no ar
O sol começa a se mostrar iluminando
A terra que frutos apresenta ao dia
Brinda  com a seiva da vida, céu que
Reverencia o movimento da gente
Lá vamos embalados pelo roçar
Na campina, passa a mula tangida
Pelas mãos calejadas do negro Tião
Que tem a mansidão dos homens de bem
E o sorriso que acaricia qualquer olhar
No cesto tem alecrim,guiné, arruda
Mangericão, dedo de moça que apimenta
Alimentação, melão caetano pra chá tomar
Rosa branca,jasmim pra banho limpar...
Benjoim, lavanda faz bem,sim senhor!
Essencias da terra pra alma e corpo
Compor energias na vivência, nas trocas
Contendo e compondo na poesia ...
Que forma estilo no mosaico de nós

domingo, 26 de maio de 2013

Pela janela

Passa o cotidiano, todos passam...
A carroça carregada de garrafas
O menino com o uniforme escolar
Transporte repleto de gente...
O sol ainda tímido não sorriu
Vejo o rio que passa  estreito
Sujeito dos desatinos dos homens
Que no seu leito sujeiras depositam
Da janela...Ah! da janela... cenas...
Do carinho dos namorados, afetos
Desaforo dos atrevidos, da doçura
Dos que trazem o bem no coração
Surgem as cravas dos maldosos
A leveza dos humildes, e aparece
Uma  bandeira tremulando longe, mas..
Onde se pode ler a palavra Esperança

Viagem

Pelo meu céu sempre azul
Surge  campos acolhedores
Palmeiras, Amendoeiras...
Azulão pula de galho em galho
Amarelo das flores ajudam o sol
Verdes folhas dançam ao vento
Brancas nuvens vagueiam no ar
Cocadas no tabuleiro, carvão no ponto
Para queimar amendoim, compra seu moço!
Tem também mariola, rolinho de cana...
Tapioca, carambola, sapoti, jaboticaba
Água na boca, desejo que brota...
Que reconhece quem por aqui passou
Lembranças da terra, da renda, rendeiras
Da rede que balança pra chegar o sono
Saudade...que só a gente sabe o sentido...
Que se arrasta no peito sem compaixão
Toca cantiga para a alegria voltar, tirar..
Do meu peito a vontade de estar, de...
Correr pela estrada, rever, reter, renascer...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Quadro

Tem coisas bonitas nas favelas
Embora não more em uma delas
Sinto gente da gente que vida
Vivida contente maneira de ser
Percorre becos, vielas, percurso
De convivência de contrastes...
Que recorta a cidade de purburinho
Recanto de chão, quase não há mais
Barracão de zinco, mas quem sabe...
De  papelão, sintoma do tempo
Que faz girar a gente na fragilidade
Que somos de conter o que não...
Se quer, mas se habitua com a rua
Favelas...recheadas de destinos que
Temperados pelo desalento,desamparo
Surgem inesperados, dando molduras
Inusitadas,mas burbulhantes de seres
Afazeres, moldes, moldados adversos...

Tamborinando

Mãos que tocam e retocam
No suave toque de trocas
Bate na mesa tocadas...
Carinho na tábua roliça
Toque que toca os dedos
Das mãos no rosto de alguém.
Chão da parreira, dedilhando
Como cachos figuras, pessoas
Que tamborilam no toque da vida
Sonhos, paixões, aventuras...
No dançar do tambor, nas fases
De nossa existência serena, intensa
Sob o sol, na terra, na sofisticada
Tamborinada que só o luar produz
O encanto quando desce para nós
Faz  pensar o encontro entre nós

Cheiro de terra

Bate chuva na fofa terra
Manhã de aromas no...
Quintal da gente, de vozes
Trazidas do além mar
Gente da gente, de dor
Trabalhada, em cabo
De enxada, trabalho...
De dia... a noite estrelada
Não anuncia a chuva que
Há de chegar, mãos africanas
Do mundo fabrica a doçura
Do grande canavial, deixa em
Terras distantes seus mimos e...
Apegos, trazendo encantos,
Plantas e quebrantos,capoeira
Bendito manto, ginga de roda
Pra lá e pra cá, cheiro de terra...
Chuva que cai e vai semeando
sementes,calor de vida, florescer...

Coloridos

Olhar na ramagem que desce
Pelos cantos do mundo sem fim
Viagen, amigos, trocas,encontros
De vidas , dos brotos, das manhãs
Que florescem em vastos jardins
Viver meu que no teu converte
Nos humus do viver que se nutre
De paisagens que sorriem. mas...
Que transportam também risos
Em dor, que doem em mim...
Nas intolerâncias vida afora
Do afago não recebido de ti...
Agora caminhos que se  cruzam
 Se encontram nos desencontros
Dos imensos labirintos da vida
Colorindo passagens e seiva de nós

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Plantar

Plantar pé no chão
De gente, semente
Do arado...colheita
Na serra sabiá a cantar
Da cachoeira o brilho
Da água nascente...
Bem do homem, pepita
Que salta da rocha
Pedra que inverniza chão
Do amor, de fadas...
 Das madrastas da vida
Tenho meu torrão...
De mel, pastéis e paçoca
Dos genipapos, dos gemidos
Feridas abertas na palma da mão
Plantas,pitangas, amoras  catadas
Planta do pé socando o chão
Escolas olha samba atiçando
Pandeiro, agogô e reco-reco
Terreiro armado batuque, olá
Samba que samba  bambas
Do asfalto, planta raizes, olé, olá...

Moreniando

Menina, morena faceira
Morenice que floresceu
Bendito fruto surgido...
No ninho acolhido com mimos
Amor e esperança no crescer
Constante entre aparos, destaque
Almejar de bens, de luz no caminho
Segue faceira, menina morena
Cativando caminhos futuros...
Caminhar forte seguindo traçados
Que estrelas brilhem ao passar
Que o sol pisque por onde ficar
E...que o luar se curve ao seu olhar
Avante menina, vai em frente...
A terra te abraça com carinho e paixão

Marejando

Mar afora destino meu
Mar adentro em encontro
De costa a costa frutos...
Verdes, maduros de sina
Destino de quase todos
Ver o mar espumando
Vida que vida dá a todos
Que vão apreciar seu embalo
Nas balanças do meu viver
Canto, coro, cantigas marejadas
Repletas de amor, pingadas...
De seres do admirar natureza
Que nos chega, abençoa, remete
Energias de mãos, leveza constante
De ventos que sopram cortando o mal
Mensageiro do bem na terra dos homens

terça-feira, 21 de maio de 2013

Salteado

Sutil, vento celebra semeadura
De tudo que transportou para
A terra ramada de sentimentos
Que brotam dos seres, dos homens
Providos de fé e dos desprovidos de
Esperança que verdeja em interiores
Corações mais escondidos cobertos
Pelo véu do  rancor, outros abertos
Para a vizinhança, para o convite
De um conviver harmônico, protegido
Pelas mãos que agasalham, que acariciam
Na sombra e na claridade da vida, acolhem
Refletem a bondade, fruto bendito colhido
Por alguns muito bem aventurados na Terra.

Bateia

Bate, a bateia na beira do rio
Bate com força negro...bate!
Faz salpicar desse leito o ouro
Cobiçado dos que ferem, correm
Atrás de riquezas que entre os homens
Fazem a cabeça para o poder alcançar
Bate, negro pra se sustentar que só 
Trabalho voce tem a ganhar, suor e vida
Percorrem o rio espelhando sua silueta
Magra, castigada pelas primaveras...
Que surgem no rodar da terra...bate!
Dorme, levanta, outro dia já vem
Pepita,bebida, sonho a sonhar...
Escravo do rio, do senhor, braços sem
Paradas nem partidos sob sol, chuva...
Ventos que sopram outros dizeres
Venta em minha bateia o ouro do leito
da seiva que produz cascalhos almejados
Joque na trilha vida digna, mapeada de
misericórdia, humildade,  fé  e amor

Dizendo

Dizendo de tudo e de nós
Que se emroscam no infinito
Tenho crença no que sai de mim
Do peito arcado pelo lidar do viver
Dos céus sinos batem, aleluia...
Pelo ficar resistente dos homens
Na terra com ilusões, com hábitos
De guerra e paz entre irmãos
Do preto ou do branco, amar,,,
Não importa o colorido do ser
Fazer bem carreia forças de tudo
Que dos céus sopra para produzir
Energias de orações de onde surgir
Para depositar entre nós os aromas
Da pureza  das rosas, dos  risos...
Das crianças que correm nos campos
Primaveris, bentos pelo pisar infantil
Que cantam aos homens passos do bem
Sejamos amigos fraternos...caminhando
Para uma celebração iluminada pelo sol
Fortificada em  prol  da esperança

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Morenidade

Morena, mestiça,mulata
Sabor tropical, cor de canela
Casca marrom, torrada do sol
Morenice do cabelo cacheado
Sorriso aberto, lábios pintados
Jogo de cintura, dança cadenciada
Cheiro de jasmim, pitanga e alecrim
Morena, morenice, mestiçagem...
Por onde passa  faz a lua cintilar
Das belezas que há na terra...
Vem a meiguice da mistura...
Morena, mestiça, mulata
Cravo...Canteiros...Flores....

Gosto

Gosto de goiaba na boca
Gosto do peixe frito na...
Tigela, sal, salpique, sabor
Gosto do sol, da lua,da seresta
De voce do bem, bom viver
Gosto do aroma de rosas
Vermelhas fincadas no jarro
De cristal que reluz, raridade
Bela figura gentil entre cortinas
Que se sacodem ao vento suave
Taças de vinho que se tangem...
Brindando a beleza da vida...
Do encontro... da celebração
Dos sonhos, da imaginação
Da força do nosso gigantismo
Na graça do querer bem.

Andança

O mar é lindo, azul sereno
Outras vezes revolto, briga
Com a terra, chora e lança,
Tormentas, caravelas, calmarias
Céu estrelado, noite de luar
Canto das cirandas que fazem
Os pés descalços baterem...
No chão socado de barro
Vermelho, seco seleto, sutil
Lá longe samba de roda bate
Batuque que é bom requebrar
Traz dos cantos do mundo...
Vozes para entoar contas
De contos do mundo, som
Que aumenta, que arrasta
pés, sandálias, chinelos...
Bocas que murmuram,...
Que sopram,gritam em
Uníssono: - Liberdade!
Para crer, fazer valer
A paz para colorir...
As pessoas com o dom
De ser feliz...FELIZ!

domingo, 19 de maio de 2013

Quadros

Quadros da vida de alguém
Remarca e desenha vivências
Do pintor que se desvela...
Nos traços, pedaços, sutilezas
Pincéis, carretéis, linha de vida
Canteiros, costumes retratados
Que vida, que quadros pintam
Ornamentos, guirlandas de nós
Dança no contraponto de cores
Matiz intensa de retratos da gente
Nos quadros da rua, do vilarejo
Da fortuna de viver nos perfis...
Do caminhar, no lucro do conhecer
Na riqueza do apostar nos quadrados
Da troca, dos cubos e das arestas
Que fornecem angulos para o encontrar
Nos quadros da vida horizonte...
Desenhos da diversidade, quadros...
Pintando as diferenças, provocando
Cenas de promoção da igualdade

Passatempo

Passatempo de vento que vem
Passa o passado de gente
Que se despiu de si, de nós
De outros que o tempo levou
Passa mágoa que dói na gente
De tempo que sentimento ...
Não fez lembrar de mim
Pobre de ti  falso brilhante
Que sorateiro leva aos prantos
Vesgo da vida não viu que tempo
Vem e vai e te leva pra trás
Do tempo que passou, de verões
Que a  passagem nos posta...
Do tempo de primavera renovado
Pelas flores que o tempo faz abrir
Que se jogam no meu caminho
Do tempo que tenho, do tempo...
Que me traz alegrias de outros ventos
Que sopram em mim passando...
O tempo, passa, atrevido, revolto
Passatempo, mas não remove a fé.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Norteado

Norte que marca caminho
Que sinaliza noção de nós
Faz meu andar tranquilo
Abre no mar águas mansas
Dê frutos fartos ao pescador
Pescadas de perolas diferentes
Na cor, na forma, na distinção
Valores de todas riquezas puras
Sai do mar salta na terra valor
Qual a mais rara? Qual mais seduz?
Feitiche! Abre-se a concha branca
Alvura de brancura, mas do interior
Salta a Pérola Negra, sim senhor!

Cantos

Pelo canto da terra, canto
Pela primavera que brota flores, cantos
Cantigas que embala pelos cantos
Canto mensagens con sabor de vida
Canto de fé pelos cantos da casa
Que benze a todos ao sabor das manhãs
Canto, cantigas que tremulam ao vento
Anuncio da tarde que se entrega ao chão
Canto do mar ao som macio das areias
Cantigas das montanhas acolhendo o verde
Canto dos pássaros colorindo o azul do céu
Crianças em rodas em umas  cantigas  doces
Canto da lavoura sob o batuque da enxada
Corpo negro suado no canto da labuta
Cantigas da Guiné traz tambor batida forte
Que cruza cantos da terra em alvoradas
Cantando pelos cantos histórias de gente
Cantos,entoadas de vozes, diferentes cantigas...

sábado, 11 de maio de 2013

Atos

Treze de maio pensado
Como data redentora
Dos negros desse canto
De mundo... as correntes
Se abriram deixando
Mãos (des) atadas, mas...
Pra onde vou, seu moço?
Que abrigo posso ter...
Quero ser reconhecido
Ser cidadão pra valer
Quero cartilha, comida
Teto e profissão, ser chamado
Na verdade, de um grande
Ilustre, respeitado e digno cidadão!

Caminhos

Pés sofridos de andar ..
Pernas cansadas de vagar
Vou caminhando, buscando
O tempo de promesa
De um mundo melhor
Sem preconceito pra muita
Gente diferente de nascença
Essas desigualdades não deve
Pesar na balança, entretanto
A desconfiança salta de todos
Os lados, contudo não faz ...
Sentiso discriminar o cidadão
Manter ódio pela cor da pele
Condição ou religião é  desconhecer
O que nos foi passado, de que na
Terra somos na verdade todos irmãos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Temperos

No sabor do tempero tem...
Feitiço que a negra troxe de Angola
Cheiro que dança ao fundo da tigela
Toma todo ar cativando quem perto está
Colher de pau rebola nas mãos e dissolve
O sal que dá o gosto a farinha do pirão
Abana o carvão, brasa para não queimar
A moqueca de peixe, cheiro que lembra
O mar que bate para lá e vem  também aqui
Para lembrar que embala riquezas para agradar
Rede de pescar, mil sonhos a construir...
Temperos do chão salpicado  de aromas
De frutos maduros do sapoti sobre a mesa
Moringa que mata a sede, divinos tachos
Comportados de sabor do tempero
Do jeito maneiro com que a negra
Mexe, remexe, tratando com carinho a panela.

Persistência

Vamos negro velho
Ânimo na vida...
De longa caminhada
Passa com as tristezas
Resiste, cabe a persistência
Amores aparecem, as vezes.
Traiçoeiros, outros acolhedores
Perceba novos tempos...
Gerência de grande convivência
Muitos valorizam sua tenacidade
Fazeres na Terra tantos...abençoados
Rica cultura que transborda
E renasce nos filhos teus...
Repassados para toda  gente
Vamos negro velho
Ainda há histórias... para contar!

domingo, 5 de maio de 2013

Toca o sino

Que não é pequenino
Talvez, nem o de Belém
Mas o que bate para a vida
Que badala sentimentos
Que anuncia afeição e carinho
Que repica, se dobra em badalações
Quando sente que surge o doce Amor.
Toca Sino agora com expressão
Pela nobreza, altivez, magnitude...
Dos que amam e se deixam amar.

Gira o sol

Por entre nuvens vagueadas
Gira o sol...Gira a Terra...
Sombras de corpos que trabalham
Na terra arando os vergões, as trilhas
Que recebem as sementes que se abrirão
Com as primaveras do tempo...estiagem
De tudo e  de mim que me enxergo no viés
Nos adornos de minha alma cristalizada
num passado que se  foi mas continua...
Nas bordas distorcidas  ou  retas  da vida
As nuvens repassam no céu, os homens na terra
Brotam os alimentos no ciclo da vida, de nós
Mãos de longas correntes, texto de liberdade
De quem? De onde vem? Benção, ainda não...
Não antevejo total redenção, ficam averiguações
De quem sou, porque estou e o que me move
Traçado de linhas que não cruzam nas origens
Que não revelam a minha grandeza, a natureza
Da minha tradição, minha negritude  se mescla
Em outros tons e se perpetua em tantos padrões
Passam as nuvens, brotam da terra  alimentos
Gira o sol..    .Gira a Terra...
Floreio quando passo minhas sementes ...
Que virtuosas, diferentes, sem igual, pois são gente.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nhá Chica

Da Terra para o Céu
Da reza para a cura
Do castigo o perdão,
Para o sofrimento oração
Alma Bendita, Fé no Amor
Transborda sua Benção
Dai-nos sua  proteção
Jogue sua mão sobre nós
Ajudai-nos a seguir
Abençoados pela...
Sua Caridade.
Assim Seja!

Contos

Contos de figuras heroicas
Que suaram trabalho na terra
Contos,congadas, cantigas
Das profundezas dos mares
Ressurgindo na beleza do céu azul
Contos de linhas pouco traçadas
Escondendo entrelaços e traços
De um viver de quase nada pela
Ambição desmedida dos senhores
Contos de contas interrompidas
Pelas amarguras vividas em troca
De pão, de trapos para o corpo cobrir
Conto de contos de quase nada
Que o contar põe na vitrine meu viver
Conto de conta dourada, mas descascada
Conta num conto que a conta prateada
Sustentou por longos anos minha...
Esperança nos sonhos de contar a vida.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Brasilidade

Sambalanço...gingado da gente
Cativos, cantantes, roda de salão
Batucada que sacode o quadril
Morenidade, cafuzo, caboclo
Negro de virtudes no passo da dança...
Olha esse coqueiro que água doce tem
Nutre  e adoça a boca de quem vem
Faz brotar a saudade em quem vai...
Nosso rítmo é molente, sincopado
Mexe com o povo, êta, passinho danado !
Vai sinhá dona, mostra ao forasteiro...
O dom de bater as sandálias no som
Brasileiro...ganzá, atabaque, agogô
Veja que grandeza de  mãe terra
Generosa, frutos  em  todas as pontas
Aguardando, aguardente das fazendas
Tem para tudo apreciar até quindim de iaiá!
Ciranda e roda, viola a tocar toadas
De sul ao norte brasis de encantos sutis
De encontros e desencontros, bate coração...
De toda gente na romaria caminhada, devoção
Construção na fé, na esperança e na paixão.

Bendito

Bento, Bendito, Benito
Benção, Bemquisto, Bem...vindo!
No orar da esperança
Com bentos caminhos afora
Bem aventurados sonhos
Benito, bendito entre os Homens
Bem me quer, bem te queremos
Bento rebento...belo surgiu...
Benito...Bento...Bendito  entre nós.

Eu queria ser...

Um grão de areia
Um botão de rosa
Uma bela estrela
Uma música suave
Um sol radiante
Uma nuvem passageira...
Para como areia me firmar
Como botão de rosa desabrochar
para o mundo em linda flor
Como estrela apontar diferentes caminhos
Como música suave encantar recantos
Como sol radiante iluminar os Homens
Como nuvem passageira renovar....
Em toda gente novos e belos sonhos.

Estampas

Do mar avisto grandes paisagens
As ondas remontam passados e trazem...
Presentes...me vejo na calmaria e tremo
Nos embates das águas nos rochedos
Ao tocar a areia as águas recortam
Figuras que estampam o cortejo de perfis
Que emolduram o mundo que embala ondas
Gente na terra lavada pelo mar que difere
Que traz a magia do mergulho nas diferenças
Que bordam os seres fazendo-os distintos
Mar que se espelha, que abraça a Terra...
Que se funde nos diferentes matizes do azul
Percorrendo a mãe Terra, produzindo frutos
Acalentando sonhos que voam como as gaivotas
Mar que vem, ondas que vai, algas deixa ficar...
Brilho do sol, respingos, reflexos...até o infinito.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Terceiros

Terceiros no Mundo...
Mundo de Terceiros
Terço de Contas...Preciosas!
Riquezas de grandezas, valorosas
Exploradas, sacadas...
Pelos primeiros...Pioneiros
Ficamos...Terceiros no Mundo.

Moleque

Moleque faceiro, da hora, da estrada...
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!

Moleque

Moleque faceiro, da hora, da estrada...
Moleque fagueiro, sapeca e de valor
Moleque! sapeca saltitante as gírias
Aprendidas no abandono, no desprezo
Dos homens preocupados em acumular
Moleque, reclama o que não teve...
O pão que lhe tiraram da mão...
Moleque! reclama da falta de escola
Cadê educação? Não sobra quase nada!
Menos a alegria da criança, pois é de graça
Moleque! reclama do que não teve...
Fala o que procura, grita ao mundo
Que ainda não recebeu o seu quinhão!

Falando de Mundo

Do peito desnudo da mãe de leite
Jorra amor por todos os alimentados
Do banco de madeira da fazenda
A visão de um mundo distorcido
Pelos homens, pelo ontem, pela vida
Pelas frestas entra a luz que se pode ver
Mundo distorcido girando como pião
Barbante que faz a ponta riscar o chão
Riscado brocado pelas diferenças
Feita  pelos homens, pelo mundo, pela mão
Peito que jorra o leite branco como a neve
Que mesmo na sombra oferece vida, alimenta
Acolhe, acaricia, os embalados na casa grande
Sem distinção  ama de leite faz seu trabalho
Gira pião, vagueia pelo solo, faz seus riscados
Afina a ponta, entrelace os riscados ...
Deixe seus volteios para a história contar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Igual a Chocolate

Que cor que te batiza você tem?
Igual a Chocolate, que mistura
Tem no tempero, no manejo
No sabor... Tem açúcar e não
Muito doce, temperado com amor
Bota dose de ternura, meiguice e
Salpica compreensão, passe com
Muito jeitinho beijinhos na mistura
Que deve ser acariciada antes de
Formar o contorno do doce bem
Requintado, granulados, amendoins
canelas e cravos dão  mil sabores
Ao Bendito - Igual a chocolate.

Tempo lembranças

 Saudades de tempos vividos
Tempo não  só vai, tempo não vem
Não repete o vivido, lembranças trazem
Quintais, amarelinhas, carambolas no pé
Menino, corre pra escola pra virar gente
decente como seu pai, estudar e ir...
Para frente...jogo de bola, de queimada...
Moleque! acorda e sai buscando o que fazer
Bola de gude, pião, pipa com rabiola
Cantigas de roda, ciranda, cirandá...
Capelinha de melão, passa boi e passa...
Boiada para o trabalho, seu moço...
Olha o leiteiro que chega...veja o trem
Na estação da saudade, muita coisa
Tem mais não, saudade bate e recorda
O perfume do jasmineiro, o canteiro
Recheado de cravos, dálias e camélias
Menina bonita sorrindo com laços amarelos
Nos cabelos cacheados, saias rodadas e
Anáguas engomadas, tudo bem comportado
A caminho da igreja pois domingo dia santo
Rezar aumenta a fé de um povo que tempo
 passa, tempo vem, tempo chegando...
Sempre pede justiça, trabalho, esperança.

domingo, 21 de abril de 2013

Capoeira

Moço joga esse corpo
No jogo bem articulado
Na vida jogo também tem
E esse jogo  é arriscado
Ganha quem tem gingado
Malícia, quebrados e fé
Para ser abençoado
Tem que ter coração
Aberto na conquista
Do que há de maneiro
Traz o dito da jogada
Para o meio do terreiro
Moço joga esse corpo
Sua dança é resistência
De um povo que faz esforço
Para não entristecer na fadiga
E nem perder a cadencia
Moço, joga esse corpo
Que história vai contar
Como isso veio de longe
Atravessando gente e o mar...

Vindo de Angola

De Angola para cá...
Muitos sofrimentos vivi
Muito estampado no chão
Sombras de amarguras
Em rostos desconfiados
Sentimentos vão e voltam
Com força no peito calado
Que acontece no mundo
O  que vai acontecer?
Me pergunto, mas não te vejo...
Quem vai me responder...
De Angola para cá vi
Muita força e muita lida
Solidão comigo mora
Muita vida contida...
Vi pés rodopiando ...
Lembrando canção que há
Luanda toda encantada
Com luzes que reluzem
No mar da imaginação...

sábado, 20 de abril de 2013

Sonata de Nós

Varal de flores
Que coloridas
São sacodidas
Ao vento que...
Corre lento...
Ao som de...
Música suave
Que  faz lembrar
Muito de nós
Nos muitos nós
Da vida, do encontro
Desencontro de gente
Melodia compassada
Faz voltar passos...
No varal flores..
Pétalas que formam
Harmonia de  tons
No toque do agora
Vamos a todo vapor
Esfumaçar o tempo
E ver de novo
O sol surgir
Oferecendo sonata....
Para tocar em Nós

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sentimento

Preto Velho no Cerrado
Batendo as ervas colhidas
Cura que cura as mazelas
Da menina que chora
Pelo amor que se foi...
O peito está apertado
Por alguém  bem querido
Preto Velho reza  forte
Para a tristeza acabar
Batendo as ervas colhidas
Para acalmar o coração
Trazer um novo afeto
Para a  vida da menina.

Raridade

Tantas pérolas
Pelo Mundo
De todas as cores
Será que há?
Pesquisa não faltará...
Entretanto se sabe
De saltiado
Que do  valor
Da Pérola Negra
Nenhuma delas
Há de chegar!

Mares

Mar bravio que traz
Mar calmo que leva
Toda mandinga da Terra
Mares da costa que vem...
Marés  do  sul submissas
Transportam sem destino
Quem não quer ser exilado
No mar fortes correntes
Fazem  o  som no navio estalar
Trazendo sinais de incertezas
Mar que guarda sentimentos
Ondas que abortam desencontros
Mar de  baús  de riquezas
Encontra meu bem querer
Nas batidas das águas
Seca meu lamento sem fim
Mar de todos os santos
Mantos de espumas tão belas
Marca  bem devagar no rochedo
Todo amor que sinto por ela.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Prendas

Bem precioso que orna a terra
Rendas e prendas para enfeitar
O coração que palpita...
Procurando as riquezas que há
No novelo de afetos despertos
Nas prendas  que teu ser
Guarda para mim...
Prendas revestidas de carinho
Prendas de carinho sem fim
Prendas recheadas de paixão
Prendas tocadas pela emoção
Todas essas prendas
Certamente vão prender ...
Meu coração!

Cafuné

Negra deita a cabeça agora
No colo de madrinha, dindinha
Solta a fita vermelha...
Do cabelo encaracolado
Receba com agrado
O cafuné  entre os fios emaranhados
É carinho passageiro, ligeiro
Mas que deixa muito dengoso
Quem  esse  mimo recebe
Vem de madrinha rezadeira
Que cabelo vai pentear
Cafuné é jeito doce
Maneira de aproximar
Entrelaça fio com fio...
Madrinha canta pra São Benedito
Suplicando paz e amor
Na trança do fio que trança
Reza também ao Salvador.

Na mata

 O corpo negro suado
Trabalha a terra
Na mata cerrada
Moriga no chão
Pão na sacola...
Foi assim por muito tempo
Tempo de vida que deixa
Estrada, relíquias, herança
Herança de gente que marca
Costumes, tradições fazeres
Capoeira joga o corpo
Congada vai passar
Vem os moleques correndo
Nem é preciso anunciar
Que a batucada vai chegar
Herança pra todo lado
Deixou muito na mata
Semeou sobre a terra
Traços, marcas de primeira
Tempos de vida que vida deu
Trabalho na terra, na mata
grãos que brotam sementes
Para os benditos frutos
Que semeiam a terra.

Vira Mundo

    Vira mundo, mundo vira
    Em busca de bem-querer
    Se não é no mundo
    Então onde vai  ser?
   Passa o tempo desvairado
   A procura de um bem
   O  coração bate sempre
  Como  relógio que gira  horas
  Bem que te quero, vem !
  Braços abertos no aguardo
  Do bem querer  que vem
  Chega calado no tempo do vento
  Soprando para todos os lados
  E parar bem localizado...
 No mundo que vira em mim
 Ficando no vira mundo em nós.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Painéis

 Cores do infinito
Nuances de variadas
Nuvens no céu...
Moldando mil figuras
indecifláveis..., riscadas
Se compõem  para mim?
Ou no tempo mágico
desenhado no céu
Faz de conta que,,,
Os traços do doce
traçado trazem aspectos
De gente, presente
Do céu, do Criador
Nuvens evaporam apressadas
Como torrão de açucar cristalizado
Para estacionar no infinito decorado
A benção de paz, união, pingos de sol
Brancos, negros, mestiços, amarelos
Corre o vento, conta o tempo
Abram o coração.... derrete sentimentos
Mosaico de cores, muita gente...
Nuvem vai passando... chuvisco se aproximando
Postando para os homens no lume das estrelas
 A irradiação da alegria na Terra,
Nuvens se dissolvem no cèu...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tilinta vintém

Passa toda gente...
Rumo ao povoado
Lá tem mercadorias para todo lado
Tem fita para os cabelos enfeitar
Tem  aromas  de manga, jaca
Abacaxi, maracujá, goiaba e cajá
Tem pano da costa, tem palha verdadeira
Quanto é? Quanto é? Grite  lá  pra comprar
Chame o moleque vendendo verduras
 Que faz o  tilintar dos vinténs
Passa o tabuleiro repleto de doces
Tachos de temperos  feitiços do cozinhar
Rodopia pião... Moleque, sacode as moedas 
Deixe ecoar o vai  vem,  tim....tem, não tem...
Sacode a sacola, faz bem ritmado
Cadenciado o  tilintar do vintém...
Tim tem..tem!  Tilinta Vintém!

Anoitecendo

 O sol já se esconde
 Prepara o lampião
Noite surge...grilos
Cantam nas matas
Barulho doce da cachoeira
Cheiro bom de erva ciderira
Faz o chá mãe preta
Bota  a broa de fubá
Para esquentar no fogareiro
Vamos saborear....
Roda de jongo no terreiro
Palmas para festejar
Agradecer aos nossos santos
Mais um dia de trabalho
Benção dindinha lua
Criador! lance seus braços
Para nos proteger amanhã.

sábado, 6 de abril de 2013

Anseios

 De tudo em minha volta
Roda um mundo novo
Mil rostos que passam
Gente contente, gente,,,
De todos os perfis
Matiz de pensamentos
Preconceitos que correm
Estagnados pelo ranço
Rancores de alma
Interiores não espelhados
Pela bela forma humana
Do outro ser outro,,,diferenças
Diferente de tudo, quase tudo
Mas igual na explosão do ato
De viver, de sentir, de tocar
Semelhados na maravilha de amar 
De viver, reviver olhares em leituras
Mergulhar na desigualdade...
Trazer a tona o reflexo da  esperança
União, entrelaço, fios tecendo mãos.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Folhas ao Vento


Hoje o vento ventou norte
Derrubou toda a ramagem
Folhas do  ser e do querer
Folhas de mim, das cercanias
Vento sopro de mudanças...
Sempre vai haver esperança
Vento para sacudir, acordar
Desejos, anseios,emoção
Vento que corre lá fora
Afugenta todas as tristezas
Traga o som da música
Espalhe alegria...
Depois de mansinho se vai
Abre caminho para as estrelas
Elas reluzem  no céu
Para que os homens
Se encontrem na Terra

quinta-feira, 28 de março de 2013

Canto

 

Canto africano
Som de atabaques
Acompanhados por diversas vozes..
Ecoa nos trilhos continentais
Música dolente, dengosa, malemolente...
Encanta pelos lamentos e dizem algo para a gente
Ganham o ar no rítmo de palmas mapeadas
Canto de longe, do canto do mundo...
Chega até nós misturado, encorpado, sacudido
Tange nossos horizontes e oferecem raios
Sinaleiros para que o canto percorra
Diferentes caminhos que despertem a comunhão
Canto que encanta o mundo...
Quebre barreiras... vibre alto  e propague
Que somos todos irmãos
Somos nutridos pela   mesma mãe Terra

Quitandas

 

Bate tambor, moedas para comprar
Mariolas, carvão para cozinhar
Abanador de palha para o fogo pegar
Feijão ainda no molho. arroz na caçarola
Verdura picadinha, na tigela o fubá
Passa o vendedor com o tabuleiro de banana
Passa, passa vendedor.. sua cantiga é muito boa
Lá vem carro de boi, os moleques se alegram
Vem carregado de cana  doce que nem mel
Açucar bem recebido para os doces fabricar
Benzedeira colhe mato  para a prece afugentar
Tudo o  que de ruim pode chegar...
Povoado canta e dança, festança pelos engenhos
 Feitor chegou agora e pensa que pode cobrar
Afetos, carinhos, afagos que surgem devagarinho
Êta! essa cobrança não vinga é moeda do coração
Não  distingue  raça, cor, religião...
Tá no  interior da gente não dá pra calar não...
Afetos, carinhos, afagos...
Não se vende em quitanda, no balcão
Vem de dentro do moço e da  moça
Sem nenhuma  previa preparação
Afetos, carinhos, afagos...
Chega de mansinho na gente.
Sem cerimônia, não  pede  licença,.  não!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dor no Peito

 

Som do apito, navio no mar
Velhas roupas sobre o baú
Pouco ou nada na mão

Sentimentos variados percorrem meu ser
Ser de quem?  Vou laçado, lançado
Pelo mundo de Deus
Indo para longe, distante de tudo
Antes de tudo finco aqui meu coração
Largo meu destino ao sabor das águas..
Que se arrastam pelos continentes
Revoltas,calmas, verdes, azuis
Parecem me falar, mas...
Quebram nos rochedos
Como o estalar dos chicotes
Em corpos, na alma, nas entranhas...
Olhos percorrem a  imensidão...
No vôo da gaivota a ilusão
No peito salta a dor do que ficou
Mãe Terra, mantos, identidades
Daqui pra diante é só recordar
O bem que se tinha nem dá pra contar
Dói o corpo, aperta o peito..
Noite que chega, procuro rumo
Construo outra identidade em mim

segunda-feira, 25 de março de 2013

Folguedos

Festa na vila, povoado todo vem
Batida de pé no chão, vem...
Tem gente pra todo lado
palmas na calçada, a dança rola maneira
Papa de milho, pinga de fazenda para
 O licor de genipapo, tem o cesto de.
 cocada bem doce,  ô, menina!
Tacho de mel, moenda torcendo cana,
Melado... doçuras do bem querer...
Bandeiras sacodem ao sabor do vento
Tudo muito bem arrumado, dá gosto ver
Ginga daqui, joga de lá...
Moleques se divertem com o pião
Quebra, requebrado a vida  tem tempo!
Menino vendendo catavento
Vintém pouco que não compra...
O que se quer, mas alegria é de graça
Dança, dança, ri para o mundo
Que a tristeza passa, passa!

Cantigas e histórias

Canto com sotaques de outras terras
Venho de campos livres para as correntes
Que cerceiam os passos e vigiam ações
Vida, sobrevida clama olhares
Roga benção, bendita acolhida
Manto do céu clareia coração
Bateia corre o rio buscando riquezas
Nascente vertente de novos embriões
De mata, cascata, sabiás nos galhos
Canta, canta lembra meu torrão
Provocado, amarrado na minha história
Banzo rastreando, soltando o que ficou
Canto, cânticos, cantigas saem do meu anterior
Pés no chão, vou no rítmo do batuque
Meu corpo sacode ao sabor do tempo,,,
Histórias... cantigas... toque do tambor
Sigo a história, vivendo estou!

domingo, 24 de março de 2013

Convergências

Saia para festejar de pano todo estampado
As rodas que o mundo move
As mudanças que o mundo faz
Roda que o tempo guarda lembranças
histórias ele leva e traz...
Conta que o moleque ouviu cantigas da Guiné
Conta que sabe falar dialeto africano
Bate palmas ritmadas saudando a capoeira
Tilintando no arame o tempo que se tem
Raízes para todo lado,,,
Suportes de um passado
Passa tempo! Tempo passa!
Histórias que o tempo tem...
Contação que o tempo traz...

Cheiro de chão

Chuva bate no quintal
Lomge toda lavoura se alegra
Param as enxadas...
Tempo  pra passar café
Prosear em volta da mesa
Bolinho  sovado de fubá
Da pinguela a tina aproveita o gotejar
A lenha está no ponto
Batata doce e milho vai assar
Passa o relâmpago, rasga a trovoada
Tem  segredos da terra, mistério puro
No cesto as ervas do bem, de cheiro
Mãe Tininga sabe catar e rezar
Quebra o "quebranto" e as " mandingas"
Que o canto e oração descarrega em outro lugar
Cai a chuva e deixa seu aroma na terra
Abençoa todo roçado...
Força dos céus renovam o fazer dos homens
Pingos d`água reluzentes espelha o meu chão
Vinga o trigo que me dá o pão
Pinga chuva...vem cheiro de chão!

sábado, 23 de março de 2013

Saberes

É melhor que pouco, muito pouco saiba sobre mim...
Venho de longe, colecionando coisas que se abrem
Em pétalas de vida, passagens ornadas pela mansidão...
De chegar entrelaçada com o prazer de estar... no mundo
Nas vertentes do aqui e agora
Horas colhidas ao sabor do querer, da conquista
Do construir fios tecendo o que sou
Sou tudo e ao mesmo tempo nada
Nas paralelas das calçadas deixo passos firmes
E hora cambaleantes no chão de terra sólida
Que se move tal qual balanço de criança
Abro os olhos para o real e espanto toda a fantasia
Que teima em existir em mim
Busco o sol. o sal, nuvens, água, vento e fogo
Mergulho nos anseios que invadem a alma
Lanço estória e estacas, procuro a corda
Na esperança que ela num volteio  arrume
A armação dos nós para manter o porto seguro

Senhora Mãe dos Homens


Senhora! vejo a sombra de suas mãos na parede
E nos meus anseios, rogo proteção.
Me dê sempre boa aventurança
Traga seu manto, tenho fé, paixão e compaixão
Bendito amor que sopra em mim
Vejo o outro como irmão
No mundo não pode haver distinção
Irmandade forma união, a identidade 
faz causas vencer
Histórias de guerras, tempos de paz...
Senhora Mãe dos Homens!
Afasta todo o preconceito
Não permita que se espalhe
Lance sabedoria para reconhecimentos
Da máscara, do mosaico de figuras que somos
Tecidos para conviver na terra...
Senhora! retire as desventuras
Sopre a união em cada conta do rosário
Sua benção nos levará a comunhão.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Lá vem o Balaio


 Terra batida
Passa a carroça devagar...
Dentro o balaio de verduras
É preciso vender e na quitanda entregar
Pelo caminho começa a cantar
    Moço, olha o balaio
   Verdureiro vem de longe
   Tem história pra contar
   Desde o mas de África
   Aqui veio chegar...
   Plantando  sol a sol
   Pra mode rapadura comprar
  Olha a verdura
  Balaio, balaeiro
  Vende com gosto pro sinhô e sinhá!
 ........................................................
Segue o caminho e deixa seus trilhos marcados no chão.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Andança

Fala negro, tido como fuleiro
matreiro, cheio de ginga
Muito trabalho na mata, tempo de colheita
Êta mundo!
Carro de boi seguindo estrada...
Cheiro de goiaba madura  no ar
 Folhas como tapete no chão
Corre o riacho...  a água jorra na quebrada da montanha
 molha  a testa, refresca a boca, solte o olhar...
Ao longe o voar dos pássaros, o cântico da água descendo
Sol castiga e a fadiga chega...
A noite desce... na surdina
Reze uma prece para a senhora abençoar
tanto feito na terra
Para voce  tudo isso é riqueza de fartar
A labuta dá o repartido pão
Dinheiro não há na mão
Brota a semente que fornece a esperança...
Que traz a paz acalmando o negro corpo cansado.
Amanhã... é o recomeço.

Negra

  

 

  

                                               De onde vem o teu feitiço
De trazer tantas histórias
Das correntes... a libertação
O fazer sempre firme e constante
Passar a ferro, cozinhar feijão
Conduzir o filho e manter a tradição
Abanando o fogareiro, a quentura logo vem...
Põe o vestido de chita, flor no cabelo encaracolado
Rebola ao som da música, requebra pra todo lado
Solta o corpo, roda a saia, solta o sapateado...
Corre, olha pro moço!
Deixa sair um proseado...
Negra, joga um feitiço e ...
,,,deixa o moço amarrado

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cangalhas

Cangalha no boi,
Cangalha em gente,
Ferro que fere,
Com muita força...com muita força...
Pegue  o  arado para semear o chão.
Grão em grão, lá se vai  o grão!
A terra acolhe, comunhão de sol,
chuva e luar.
Germina a semente que vale para sustentar,
força de gente carente de quase tudo,
Cangalha no boi, cangalha na gente...
Passou o tempo da escravidão!
Toca o sino, embalado pelo menino,
Ferro feriu, ferro castiga, sofrimento marca.
Libertação do gado, de gente ou tudo ilusão?
Cangalhas segue trilha afora...
Vida que cresce, dor que desce, lágrimas que brotam.
Cangalhas  faz o caminho... não deixe o destino mesquinho
secar meu coração.

Engenho Novo


Êta, melado de cana!
Corre morena faceira...
A moenda range a vergadura,
pinga na moringa pois o
sol da terra castiga o
dorso negro do homem.
Engenho Novo, engrenagem velha.
Comida na panela, o sal não pode faltar;
milho pro angu fazer, torresmo para derreter.
Engenho Novo, ô morea,
pé no chão, suor, colhe a plantação,
batuque camarado, jogue o corpo;
a música vem...
sinos de bois, cavadas da enxada,
calos na mão, negro tem que batalhar pelo
pão, no verde da mata, lá de longe  ouve uma canção:
... Engenho Novo, ô Morena!

domingo, 17 de março de 2013

Silenciando

                        

No silêncio negro da noite,
Afetos e conflitos emudecem...
As dores sofridas, os prantos rolados,
Negritude!
O vento leva as mágoas passadas, remoídas,
tempo solidão, lembranças.
Sorriso largo emoldurado pelas durezas.
Oh! vida contida na esperança,
O vigor da fortaleza semeia o norte,
Na busca de ser... percebido, guerreiro.
Persistente, vendo surgir o dia que nasce,
manso, regado de sonhos...
O vento volta a soprar, solta a imaginação.
O sol desperta os sentidos, coração palpita,
Na espera do amanhã  com o toque de falas
oradas e ressurgidas de bocas caladas.