Tem coisas bonitas nas favelas
Embora não more em uma delas
Sinto gente da gente que vida
Vivida contente maneira de ser
Percorre becos, vielas, percurso
De convivência de contrastes...
Que recorta a cidade de purburinho
Recanto de chão, quase não há mais
Barracão de zinco, mas quem sabe...
De papelão, sintoma do tempo
Que faz girar a gente na fragilidade
Que somos de conter o que não...
Se quer, mas se habitua com a rua
Favelas...recheadas de destinos que
Temperados pelo desalento,desamparo
Surgem inesperados, dando molduras
Inusitadas,mas burbulhantes de seres
Afazeres, moldes, moldados adversos...
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