quinta-feira, 9 de maio de 2013

Temperos

No sabor do tempero tem...
Feitiço que a negra troxe de Angola
Cheiro que dança ao fundo da tigela
Toma todo ar cativando quem perto está
Colher de pau rebola nas mãos e dissolve
O sal que dá o gosto a farinha do pirão
Abana o carvão, brasa para não queimar
A moqueca de peixe, cheiro que lembra
O mar que bate para lá e vem  também aqui
Para lembrar que embala riquezas para agradar
Rede de pescar, mil sonhos a construir...
Temperos do chão salpicado  de aromas
De frutos maduros do sapoti sobre a mesa
Moringa que mata a sede, divinos tachos
Comportados de sabor do tempero
Do jeito maneiro com que a negra
Mexe, remexe, tratando com carinho a panela.

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