Cangalha no boi,
Cangalha em gente,
Ferro que fere,
Com muita força...com muita força...
Pegue o arado para semear o chão.
Grão em grão, lá se vai o grão!
A terra acolhe, comunhão de sol,
chuva e luar.
Germina a semente que vale para sustentar,
força de gente carente de quase tudo,
Cangalha no boi, cangalha na gente...
Passou o tempo da escravidão!
Toca o sino, embalado pelo menino,
Ferro feriu, ferro castiga, sofrimento marca.
Libertação do gado, de gente ou tudo ilusão?
Cangalhas segue trilha afora...
Vida que cresce, dor que desce, lágrimas que brotam.
Cangalhas faz o caminho... não deixe o destino mesquinho
secar meu coração.
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