Chuva bate no quintal
Lomge toda lavoura se alegra
Param as enxadas...
Tempo pra passar café
Prosear em volta da mesa
Bolinho sovado de fubá
Da pinguela a tina aproveita o gotejar
A lenha está no ponto
Batata doce e milho vai assar
Passa o relâmpago, rasga a trovoada
Tem segredos da terra, mistério puro
No cesto as ervas do bem, de cheiro
Mãe Tininga sabe catar e rezar
Quebra o "quebranto" e as " mandingas"
Que o canto e oração descarrega em outro lugar
Cai a chuva e deixa seu aroma na terra
Abençoa todo roçado...
Força dos céus renovam o fazer dos homens
Pingos d`água reluzentes espelha o meu chão
Vinga o trigo que me dá o pão
Pinga chuva...vem cheiro de chão!
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