Fala negro, tido como fuleiro
matreiro, cheio de ginga
Muito trabalho na mata, tempo de colheita
Êta mundo!
Carro de boi seguindo estrada...
Cheiro de goiaba madura no ar
Folhas como tapete no chão
Corre o riacho... a água jorra na quebrada da montanha
molha a testa, refresca a boca, solte o olhar...
Ao longe o voar dos pássaros, o cântico da água descendo
Sol castiga e a fadiga chega...
A noite desce... na surdina
Reze uma prece para a senhora abençoar
tanto feito na terra
Para voce tudo isso é riqueza de fartar
A labuta dá o repartido pão
Dinheiro não há na mão
Brota a semente que fornece a esperança...
Que traz a paz acalmando o negro corpo cansado.
Amanhã... é o recomeço.
Nenhum comentário:
Postar um comentário